Garanhuns, 31 de julho de 2004
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POLÍTICA
 

Preconceitos marcam campanha em Capoeiras

Campanha política em Capoeiras é quase uma guerra, com muita baixaria de um lado e de outro. Assim foi há quatro anos, quando se enfrentaram Nenen e Fátima Vieira, com a vitória do primeiro por mais de mil votos de diferença, assim está sendo este ano, quando novamente Nenen está na disputa, tendo como adversário, desta vez, o comerciante Claudino de Souza, o Dudu. Na campanha atual, além dos xingamentos, agressões e ameaças, o preconceito também ocupa o primeiro plano da cena política do município vizinho.

Nos últimos atos de campanha que aconteceram em Capoeiras, os candidatos foram discriminados de diversas formas. No palanque de Nenen, os oradores têm chamado o adversário de urubu, devido a sua condição de homem negro e por último fizeram uma música chamando-o de analfabeto e recomedando que o mesmo vá à escola para aprender a ler. Isso porque o representante do PSDB não tem escolaridade e teve de se submeter a um teste de alfabetização marcado pela juíza da comarca.

No palanque de Dudu, o troco é dado com insinuações a respeito da masculinidade do prefeito Nenen. O ex-deputado Carlos Batata, num discurso recente, atacou de forma dura o pefelista, que tenta a reeleição: "Estão desesperados. Tanto que o namorado do prefeito jogou o caminhão em cima do povo", disse o ex-parlamentar.

Numa campanha assim, onde até a juíza já foi ameaçada, é preciso cuidado. Um pedido de reforço no policiamento talvez seja necessário e olhe lá se Capoeiras não precisar de tropas federais para a campanha por lá terminar em paz.