Garanhuns, 31 de julho de 2004
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POLÍTICA
 

Campanha é marcada por caminhadas e reuniões

Pelo menos neste primeiro mês de campanha, os candidatos à prefeitura de Garanhuns estão preferindo investir nas caminhadas e nas pequenas reuniões pelos bairros, como forma de angariar votos junto ao eleitorado local. Bartolomeu Quidute (PTB), Givaldo Calado (PPS), Luiz Carlos (PMDB) e Alexandre Bezerra têm igualmente visitado diversas áreas da periferia da cidade fazendo seu proselitismo político.

O candidato peemedebista participa de reuniões e de caminhadas sempre acompanhando do prefeito Silvino Andrade, principal patrocinador de sua campanha, além dos postulantes a uma cadeira na Câmara Muncipal. Não falta também um carro de som tocando jingles e a militância formada principalmente por jovens.

CONTINUIDADE - O discurso de Luiz Carlos é o da continuidade administrativa. Por onde passa o prefeito e seu candidato mostram o que foi feito em Garanhuns, nestes últimos oito anos, e defendem que somente o peemedebista pode dar continuidade ao trabalho desenvolvido até então. Não faltam também ataques ao ex-prefeito Bartolomeu Quidute, que na avaliação dos governistas fez uma gestão no município que deixou muito a desejar.

MUDANÇA - Os outros candidatos fazem o discurso da mudança, por considerar que um governo de oito anos cansa, e "não é possível dar continuidade a essa gestão". Givaldo acha que tem o perfil ideal para governar Garanhuns, neste momento, enquanto Bartolomeu, o único dos cinco que já teve a experiência de administrar o município, julga estar amadurecido o suficiente para fazer um governo inovador.

Segundo o petebista, "Luiz é candidato simplesmente porque a sua filha está para casar com um filho de Silvino". Seria novamente a relação familiar colocada acima do interesse público. Embora tenha empregado parentes em sua administração, Bartolomeu tem largamente divulgado esta versão nas reuniões pelos bairros, obtendo um efeito surpreendente ao fazê-la.

O promotor Alexandre Bezerra, o único sem o apoio dos grande grupos econômicos e da tradicional elite local, investe no discurso da mudança mais radical. O petista acena com a possibilidade de uma gestão de ruptura, com investimentos maiores na periferia. O candidato do PT é ousado e corajoso e não baixa a cabeça, embora tenha sido pressionado por setores do próprio partido a desistir da disputa a favor de Bartolomeu.

O socialista Paulo Camelo, do PSTU, disputa a prefeitura pela terceira vez, com uma estrutura mímina de campanha. Até agora não colocou uma foto ou qualquer material de propaganda na rua e tem esperanças de faturar alguma coisa ao participar dos debates nas rádios da cidade. O ex-petista atira pra todo lado, considera que todas as outras candidaturas representam a burguesia, embora não seja exatamente um proletário. É engenheiro, ex-funcionário do Banco do Brasil e possui imóveis em Garanhuns e no Recife