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Campanha é marcada por caminhadas e reuniões
Pelo menos neste primeiro mês de campanha, os candidatos
à prefeitura de Garanhuns estão preferindo investir
nas caminhadas e nas pequenas reuniões pelos bairros, como
forma de angariar votos junto ao eleitorado local. Bartolomeu Quidute
(PTB), Givaldo Calado (PPS), Luiz Carlos (PMDB) e Alexandre Bezerra
têm igualmente visitado diversas áreas da periferia
da cidade fazendo seu proselitismo político.
O candidato peemedebista participa de reuniões e de caminhadas
sempre acompanhando do prefeito Silvino Andrade, principal patrocinador
de sua campanha, além dos postulantes a uma cadeira na Câmara
Muncipal. Não falta também um carro de som tocando
jingles e a militância formada principalmente por jovens.
CONTINUIDADE - O discurso de Luiz Carlos é o da continuidade
administrativa. Por onde passa o prefeito e seu candidato mostram
o que foi feito em Garanhuns, nestes últimos oito anos, e
defendem que somente o peemedebista pode dar continuidade ao trabalho
desenvolvido até então. Não faltam também
ataques ao ex-prefeito Bartolomeu Quidute, que na avaliação
dos governistas fez uma gestão no município que deixou
muito a desejar.
MUDANÇA - Os outros candidatos fazem o discurso da mudança,
por considerar que um governo de oito anos cansa, e "não
é possível dar continuidade a essa gestão".
Givaldo acha que tem o perfil ideal para governar Garanhuns, neste
momento, enquanto Bartolomeu, o único dos cinco que já
teve a experiência de administrar o município, julga
estar amadurecido o suficiente para fazer um governo inovador.
Segundo o petebista, "Luiz é candidato simplesmente
porque a sua filha está para casar com um filho de Silvino".
Seria novamente a relação familiar colocada acima
do interesse público. Embora tenha empregado parentes em
sua administração, Bartolomeu tem largamente divulgado
esta versão nas reuniões pelos bairros, obtendo um
efeito surpreendente ao fazê-la.
O promotor Alexandre Bezerra, o único sem o apoio dos grande
grupos econômicos e da tradicional elite local, investe no
discurso da mudança mais radical. O petista acena com a possibilidade
de uma gestão de ruptura, com investimentos maiores na periferia.
O candidato do PT é ousado e corajoso e não baixa
a cabeça, embora tenha sido pressionado por setores do próprio
partido a desistir da disputa a favor de Bartolomeu.
O socialista Paulo Camelo, do PSTU, disputa a prefeitura pela terceira
vez, com uma estrutura mímina de campanha. Até agora
não colocou uma foto ou qualquer material de propaganda na
rua e tem esperanças de faturar alguma coisa ao participar
dos debates nas rádios da cidade. O ex-petista atira pra
todo lado, considera que todas as outras candidaturas representam
a burguesia, embora não seja exatamente um proletário.
É engenheiro, ex-funcionário do Banco do Brasil e
possui imóveis em Garanhuns e no Recife
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