Garanhuns, 31 de julho de 2004
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Criador tem apoio no combate à praga que atinge a palma

A Secretaria de Produção Rural e Reforma Agrária está desenvolvendo, numa área de 2,5 hectares da estação experimental do IPA em Sertânia, experiência com a palma miúda ou doce resistente à Cochonilha do Carmim. A iniciativa é resultado do plano de trabalho elaborado em conjunto por técnicos do Governo do Estado com o objetivo de promover o controle químico da praga que destrói as plantações, parcialmente ou totalmente, com graves prejuízos financeiros aos pequenos produtores rurais.

De acordo com o secretário Gabriel Maciel, o Governo tem como uma de suas prioridades a determinação de erradicar a praga. "Para isso, foram promovidas nos últimos dias reuniões técnicas com secretários municipais de Agricultura, produtores rurais, representantes de sindicatos e associações rurais. Queremos que eles escolham qual o procedimento que deve ser adotado em seus municípios para o combate à Cochonilha do Carmim. As mudas de palma miúda ou doce produzidas na estação experimental de Sertânia serão distribuídas com os produtores que tiveram suas plantações prejudicadas pela praga.

A palma forrageira é a principal fonte de alimentação dos rebanhos, ocupando 50% dos pastos das regiões do Semi-Árido e do Agreste de Pernambuco. Mas, sua produção tem sido limitada pela Cochonilha do Carmim, que ataca as raquetes da planta com suas carapaças causando clorose, apodrecimento, queda e morte das plantas.

Surgimento A palma forrageira foi introduzida no Brasil no final do século XIX e tem como origem o México. Sua área de cultivo no Nordeste brasileiro é de mais de 400 mil hectares, sendo a maior parte em Pernambuco e Alagoas. Na região, são cultivadas, principalmente, duas espécies de palma: Opuntia ficus indica Mill, com as cultivares gigante e redonda, e a Napalea cochenillifera Salm - Dyck, cuja cultivar é a palma miúda ou doce.

Essas cultivares têm contribuído significativamente para a alimentação do rebanho nos períodos de seca prolongada e é considerada como excelente alimento energético. A produtividade desta forrageira tem sido entre 5 a 30 toneladas por hectare em colheita bienal de matéria seca, dependendo do seu manejo, principalmente, adubação, capina e espaçamento.