Garanhuns, 31 de julho de 2004
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CORREIO CULTURAL

Carlos Janduy


Festival de Inverno de Garanhuns

Festival de Inverno. Inesquecível Festival. Indubitavelmente, um dos maiores nesses 14 anos de existência. Por mais que eu comente agora sobre a grandiosidade desse evento, estarei dizendo o óbvio.

Parabenizar a todos que, de alma limpa, contribuiram e zelaram por mais uma edição de sucesso do Festival, é uma obrigação de quem é capaz de reconhecer a importância de cada um que deu sua valiosa parcela para o evento. No meu caso, prefiro não citar nomes, para não cometer o pecado da omissão.

Quanto a programação, claro que não pude ver tudo; portanto, não vou destacar acontecimentos ou atrações, para não ser injusto, pois sei que por mais discernimento que eu consiga ter, não será suficiente para externar o que senti durante esse Festival. Uma coisa é certa: ficou uma enorme saudade de momentos maravilhosos que vivi. Falhas existiram, mas não quis publicá-las, por achar que não valeria à pena, pois não conseguiram ofuscar o brilho do evento.

Agora é torcer para que o próximo FIG seja tão bom, ou melhor, quanto o deste ano, porque esse evento não pode mais, em hipótese alguma, deixar de ter a dimensão que o faz ser o maior evento de arte e cultura do norte e nordeste.

Parabéns aos artistas de Garanhuns que participaram brilhantemente do evento, e mais uma vez e quantas mais eu puder dizer: salve o Festival de Inverno de Garanhuns!

Em tempo: não poderia deixar de atender o pedido do meu amigo Roberto Almeida, que todos os anos me pede para ser uma das pessoas que elegem os melhores shows do Festival; portanto, quero deixar bem claro, que minhas indicações não significam dizer que atrações de outros palcos, não tenham merecido meu voto. Outra observação que faço questão de frisar é que só votei nos shows que realmente eu pude assistir.


Lançamentos

Durante o Festival de Inverno, pude estar presente a dois lançamentos: a do livro de poesias "Filha da Geração Coca-Cola", da jovem e talentosa Talita Kummy, que teve a participação do Grupo Diocesano de Artes, apresentando um belíssimo recital, e do CD da Soul Blues, que marcou ótima presença no Palco Instrumental do XIV FIG, instalado no Parque Ruber van der Linden. Vale à pena conferir esses dois belos trabalhos.


Abrem-se, portas!

Após a apresentação do seu show, Marcos Cabral foi procurado por Toinho Alves, que demonstrou entusiasmo pelo seu trabalho, comentando inclusive que o Quinteto Violado gostaria de produzir um CD do grande instrumentista garanhuense. Além dessa, também chegou aos nossos ouvidos outra boa notícia: Audejan em breve poderá estar se apresentando na França.

Torcemos muito que mais reconhecimentos assim aconteçam, para que artistas da nossa terra, do nível de Marcos Cabral e Audejan, cheguem ao devido patamar que merecem. Abrem-se, portas!


Grupo Diocesano de Artes

E por falar em reconhecimento, o Grupo Diocesano de Artes, que apresentou o espetáculo infanto-juvenil O Fantástico Mistério de Feiurinha, dentro da programação do XIV Festival de Inverno de Garanhuns, foi convidado por uma empresa de Recife, para fazer uma temporada em setembro, na capital pernambucana. O Grupo, que está completando 15 anos de atividades cênicas, conseguiu, mais uma vez, levar o maior público ao Teatro Luís Souto Dourado, nesse Festival.

Nomes como Romildo Moreira, Coordenador de Artes Cênicas da Fundarpe, e Leydson Ferraz, da Assesssoria de Imprensa da Fundarpe, teceram elogios sobre a montagem de O Fantástico Mistério de Feiurinha, feita pelo Grupo Diocesano de Artes. Leydson comentou inclusive que a peça deveria participar do projeto "Janeiro de Grandes Espetáculos", realizado todos os anos em Recife.