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CORREIO CULTURAL
Carlos Janduy
Festival de Inverno de Garanhuns
Festival de Inverno. Inesquecível Festival. Indubitavelmente,
um dos maiores nesses 14 anos de existência. Por mais que
eu comente agora sobre a grandiosidade desse evento, estarei dizendo
o óbvio.
Parabenizar a todos que, de alma limpa, contribuiram e zelaram
por mais uma edição de sucesso do Festival, é
uma obrigação de quem é capaz de reconhecer
a importância de cada um que deu sua valiosa parcela para
o evento. No meu caso, prefiro não citar nomes, para não
cometer o pecado da omissão.
Quanto a programação, claro que não pude ver
tudo; portanto, não vou destacar acontecimentos ou atrações,
para não ser injusto, pois sei que por mais discernimento
que eu consiga ter, não será suficiente para externar
o que senti durante esse Festival. Uma coisa é certa: ficou
uma enorme saudade de momentos maravilhosos que vivi. Falhas existiram,
mas não quis publicá-las, por achar que não
valeria à pena, pois não conseguiram ofuscar o brilho
do evento.
Agora é torcer para que o próximo FIG seja tão
bom, ou melhor, quanto o deste ano, porque esse evento não
pode mais, em hipótese alguma, deixar de ter a dimensão
que o faz ser o maior evento de arte e cultura do norte e nordeste.
Parabéns aos artistas de Garanhuns que participaram brilhantemente
do evento, e mais uma vez e quantas mais eu puder dizer: salve o
Festival de Inverno de Garanhuns!
Em tempo: não poderia deixar de atender o pedido do meu
amigo Roberto Almeida, que todos os anos me pede para ser uma das
pessoas que elegem os melhores shows do Festival; portanto, quero
deixar bem claro, que minhas indicações não
significam dizer que atrações de outros palcos, não
tenham merecido meu voto. Outra observação que faço
questão de frisar é que só votei nos shows
que realmente eu pude assistir.
Lançamentos
Durante o Festival de Inverno, pude estar presente a dois lançamentos:
a do livro de poesias "Filha da Geração Coca-Cola",
da jovem e talentosa Talita Kummy, que teve a participação
do Grupo Diocesano de Artes, apresentando um belíssimo recital,
e do CD da Soul Blues, que marcou ótima presença no
Palco Instrumental do XIV FIG, instalado no Parque Ruber van der
Linden. Vale à pena conferir esses dois belos trabalhos.
Abrem-se, portas!
Após a apresentação do seu show, Marcos Cabral
foi procurado por Toinho Alves, que demonstrou entusiasmo pelo seu
trabalho, comentando inclusive que o Quinteto Violado gostaria de
produzir um CD do grande instrumentista garanhuense. Além
dessa, também chegou aos nossos ouvidos outra boa notícia:
Audejan em breve poderá estar se apresentando na França.
Torcemos muito que mais reconhecimentos assim aconteçam,
para que artistas da nossa terra, do nível de Marcos Cabral
e Audejan, cheguem ao devido patamar que merecem. Abrem-se, portas!
Grupo Diocesano de Artes
E por falar em reconhecimento, o Grupo Diocesano de Artes, que
apresentou o espetáculo infanto-juvenil O Fantástico
Mistério de Feiurinha, dentro da programação
do XIV Festival de Inverno de Garanhuns, foi convidado por uma empresa
de Recife, para fazer uma temporada em setembro, na capital pernambucana.
O Grupo, que está completando 15 anos de atividades cênicas,
conseguiu, mais uma vez, levar o maior público ao Teatro
Luís Souto Dourado, nesse Festival.
Nomes como Romildo Moreira, Coordenador de Artes Cênicas
da Fundarpe, e Leydson Ferraz, da Assesssoria de Imprensa da Fundarpe,
teceram elogios sobre a montagem de O Fantástico Mistério
de Feiurinha, feita pelo Grupo Diocesano de Artes. Leydson comentou
inclusive que a peça deveria participar do projeto "Janeiro
de Grandes Espetáculos", realizado todos os anos em
Recife.
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