Garanhuns, 17 de julho de 2004
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POLÍTICA
 

Luiz tem maior patrimônio declarado à Justiça Eleitoral

O candidato do PMDB à prefeitura de Garanhuns, Luiz Carlos de Oliveira, é quem tem o maior patrimônio, dentre os cinco que concorrem à sucessão municipal. Pelo menos é o que se pode deduzir da declaração de bens do peemedebista, feita à Justiça Eleitoral, por força da lei. O empresário tem um patrimônio de R$ 615.838,03, que inclui um apartamento no Recife, casa em Tamandaré, três casas em Garanhuns, terreno no loteamento Monte Sinai, 50% de um prédio comercial na Avenida Santo Antônio, capital na Sociedade Farmacêutica Oliveira e no Hotel Maville, além de 52 hectares de terra em Brejão e R$ 40.000,00 em espécie no banco.

Apesar do razoável patrimônio financeiro, do apoio do prefeito Silvino Andrade, do Governo do Estado e do senador Sérgio Guerra, Luiz Carlos fez uma estimativa de gastos de campanha relativamente modesta. O peemedebista disse à Justiça eleitoral que pretende gastar no máximo R$ 300.000,00 em sua tentativa de chegar à prefeitura. Deve se presumir que esse dinheiro será gasto em fotografias, out doors, produção de guia eleitoral, comitê, carro de som, adesivos e outros materiais de propaganda.

O segundo maior patrimônio da campanha é o do candidato do PTB, Bartolomeu Quidute, que tem bens avaliados em R$ 418.062,86. O médico e ex-prefeito do município possui uma casa em Garanhuns, quatro terrenos no loteamento Jardim Petrópolis, um prédio comercial na rua Dr. José Mariano, dois terrenos em Tamandaré e um automóvel Ford Escort GL 2001, comprado através de financiamento. Da mesma maneira que o principal adversário na disputa municipal, Quidute estimou gastos de campanha de no máximo R$ 300.000,00, apesar dos apoios do deputado federal Armado Monteiro e do deputado estadual Izaías Régis.

Na sequência, o terceiro candidato mais rico de Garanhuns é o empresário Givaldo Calado, do PPS, que aparece na declaração feita ao cartório eleitoral com um patrimônio de R$ 370.586,48. O pós-socialista tem um veículo marca Chevrolet, ano 1987, no valor de R$ 24.835,52, ações na Petrobrás, cotas na firma Incafre Incorporação e na Hotucafre Hotéis, um apartamento no bairro de Candeias, em Jaboatão, uma casa no bairro de Heliópolis e R$ 47.000,00 em espécie no Banco do Brasil.

Um experiente político local, ao avaliar as declarações de bens dos candidatos, disse que a de Luiz é a que mais se aproxima da realidade. Segundo ele, o mais rico é Givaldo, que aparece com um patrimônio menor por possuir bens em nome da mulher ou dos filhos, mas que só com o Hotel Palace estaria na frente dos seus concorrentes em termos de finanças. O candidato do PPS informou que pretende gastar no máximo R$ 400.000,00 em sua campanha.

OS POBRES - Os candidatos com menor patrimônio, dentre os cinco que disputam a prefeitura de Garanhuns, são o promotor Alexandre Bezerra, do PT, e Paulo Camelo, do PSTU. O primeiro avaliou seus bens em R$ 222 mil, sendo R$ 160 mil de uma casa no bairro de Heliópolis e R$ 77.000,00 de um automóvel Frontier. O petista, apesar de contar com menos recursos, em relação aos outros, disse à justiça que poderia gastar até R$ 500.000,00 em sua campanha.

Já o socialista Paulo Camelo tem bens avaliados em 130.774,52, que incluem parte de um prédio comercial na Avenida Dantas Barreto, a terça parte de uma apartamento no bairro da Torre, no Recife, uma linha telefônica na capital pernambucana e participação na empresa Camelo Engenharia. O político do PSTU não pretende investir mais de R$ 20 mil em sua terceira tentava para chegar à prefeitura local.

Uma curiosidade nas declarações dos candidatos: a casa do promotor Alexandre Bezerra, no bairro de Heliópolis, foi avaliada por ele mesmo em R$ 160 mil. A residência do empresário Givaldo Calado, na mesma área da cidade (inclusive as ruas são próximas) e do mesmo porte, consta na declaração como valendo R$ 60 mil.