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Luiz tem maior patrimônio declarado à
Justiça Eleitoral
O candidato do PMDB à prefeitura de Garanhuns, Luiz Carlos
de Oliveira, é quem tem o maior patrimônio, dentre
os cinco que concorrem à sucessão municipal. Pelo
menos é o que se pode deduzir da declaração
de bens do peemedebista, feita à Justiça Eleitoral,
por força da lei. O empresário tem um patrimônio
de R$ 615.838,03, que inclui um apartamento no Recife, casa em Tamandaré,
três casas em Garanhuns, terreno no loteamento Monte Sinai,
50% de um prédio comercial na Avenida Santo Antônio,
capital na Sociedade Farmacêutica Oliveira e no Hotel Maville,
além de 52 hectares de terra em Brejão e R$ 40.000,00
em espécie no banco.
Apesar do razoável patrimônio financeiro, do apoio
do prefeito Silvino Andrade, do Governo do Estado e do senador Sérgio
Guerra, Luiz Carlos fez uma estimativa de gastos de campanha relativamente
modesta. O peemedebista disse à Justiça eleitoral
que pretende gastar no máximo R$ 300.000,00 em sua tentativa
de chegar à prefeitura. Deve se presumir que esse dinheiro
será gasto em fotografias, out doors, produção
de guia eleitoral, comitê, carro de som, adesivos e outros
materiais de propaganda.
O segundo maior patrimônio da campanha é o do candidato
do PTB, Bartolomeu Quidute, que tem bens avaliados em R$ 418.062,86.
O médico e ex-prefeito do município possui uma casa
em Garanhuns, quatro terrenos no loteamento Jardim Petrópolis,
um prédio comercial na rua Dr. José Mariano, dois
terrenos em Tamandaré e um automóvel Ford Escort GL
2001, comprado através de financiamento. Da mesma maneira
que o principal adversário na disputa municipal, Quidute
estimou gastos de campanha de no máximo R$ 300.000,00, apesar
dos apoios do deputado federal Armado Monteiro e do deputado estadual
Izaías Régis.
Na sequência, o terceiro candidato mais rico de Garanhuns
é o empresário Givaldo Calado, do PPS, que aparece
na declaração feita ao cartório eleitoral com
um patrimônio de R$ 370.586,48. O pós-socialista tem
um veículo marca Chevrolet, ano 1987, no valor de R$ 24.835,52,
ações na Petrobrás, cotas na firma Incafre
Incorporação e na Hotucafre Hotéis, um apartamento
no bairro de Candeias, em Jaboatão, uma casa no bairro de
Heliópolis e R$ 47.000,00 em espécie no Banco do Brasil.
Um experiente político local, ao avaliar as declarações
de bens dos candidatos, disse que a de Luiz é a que mais
se aproxima da realidade. Segundo ele, o mais rico é Givaldo,
que aparece com um patrimônio menor por possuir bens em nome
da mulher ou dos filhos, mas que só com o Hotel Palace estaria
na frente dos seus concorrentes em termos de finanças. O
candidato do PPS informou que pretende gastar no máximo R$
400.000,00 em sua campanha.
OS POBRES - Os candidatos com menor patrimônio, dentre os
cinco que disputam a prefeitura de Garanhuns, são o promotor
Alexandre Bezerra, do PT, e Paulo Camelo, do PSTU. O primeiro avaliou
seus bens em R$ 222 mil, sendo R$ 160 mil de uma casa no bairro
de Heliópolis e R$ 77.000,00 de um automóvel Frontier.
O petista, apesar de contar com menos recursos, em relação
aos outros, disse à justiça que poderia gastar até
R$ 500.000,00 em sua campanha.
Já o socialista Paulo Camelo tem bens avaliados em 130.774,52,
que incluem parte de um prédio comercial na Avenida Dantas
Barreto, a terça parte de uma apartamento no bairro da Torre,
no Recife, uma linha telefônica na capital pernambucana e
participação na empresa Camelo Engenharia. O político
do PSTU não pretende investir mais de R$ 20 mil em sua terceira
tentava para chegar à prefeitura local.
Uma curiosidade nas declarações dos candidatos: a
casa do promotor Alexandre Bezerra, no bairro de Heliópolis,
foi avaliada por ele mesmo em R$ 160 mil. A residência do
empresário Givaldo Calado, na mesma área da cidade
(inclusive as ruas são próximas) e do mesmo porte,
consta na declaração como valendo R$ 60 mil.
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