Garanhuns, 17 de julho de 2004
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CULTURA
 

A vida de Olga Benário chega às telas

A produtora e roteirista Rita Buzzar enfrentou sete anos de caça a apoios, mergulhou numa história de lutas, amores, separações e tristezas e lutou contra um tumor antes de, efetivamente, começar a produção do filme "Olga". Tanto empenho não foi em vão: no dia 20 de agosto, a vida de Olga Benário, roteirizada por Rita a partir do romance de Fernando Moraes, produzido por ela com o suporte da Globo Filmes e dirigido por Jayme Monjardim, estréia em todo o Brasil com 250 cópias, distribuídas pela Lumiere, num lançamento tão grandioso como o foi o caso de amor entre a militante judia alemã e o líder comunista brasileiro Luís Carlos Prestes.

Aos 42 anos, a paulista Rita fala com entusiasmo sobre o projeto que a consumiu desde que pôs os olhos no livro de Moraes. Não se furta a comentar a interrupção momentânea motivada pela doença, nem sua própria expectativa com relação ao filme, apontado por analistas e críticos como um poderoso candidato ao maior sucesso do cinema nacional de 2004, ou o que de mais crucial lhe reservou a experiênciade transpor para a tela fatos verídicos matizados por conflitos, política e ideologia. "Pude ler as cartas dela que estão no livro do Fernando e também a correspondência entre o Prestes e Anita Leocádia, a filha dos dois, e dona Lígia, irmã dele, que me mostraram três volumes de cartas", conta Rita.

Depois de tanta pesquisa - ela chegou a receber uma bolsa do Instituto Goethe para passar um tempo na Alemanha angariando mais informações, logo após a queda do muro de Berlim - e das 10 semanas de filmagens, Olga, "filho" idealizado com esmero por Rita, está prestes a ver a luz. "Estou ansiosa", confessa a produtora.


A partir de texto original do Diário de Pernambuco.