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Simone vence com folga a disputa de melhor show
do FIG
O melhor show do 14º Festival de Inverno de Garanhuns foi
o da cantora Simone, realizado na Esplanada Cultural Guadalara,
no primeiro sábado do evento. A escolha foi feita por uma
dezena de profissionais da imprensa local, incluindo as rádios
Jornal, Sete Colinas, Marano, Monte Sinai e Estação
Sat, além do Jornal Cidade, Bluenet e Correio Sete Colinas.
Outros artistas que agradaram aos comunicadores da cidade e ficaram
na lista dos cinco melhores shows do FIG foram Ney Matgrosso, Pedro
Luís e a Parede, Alcione, Lulu Santos, The Fevers, Agnaldo
Timóteo e Santana.
Este ano a equipe ouvida pelo Correio selecionou também
o pior show do Festival de Inverno e aí deu quase unanimidade:
a banda Cavaleiros do Forró, que lotou a Guadalajara, na
segunda-feira do evento, ganhou disparado. Os jornalistas e radialistas
da cidade odiaram a apresentação e nem quiseram saber
se o povão gostou. Outros que fizeram apresentações
conside-radas ruins foram a Banda Pinguim, Bubuska e o Versão
Brasileira. Este último, por sinal, cantou para o menor público
do FIG, na terça-feira.
SIMPATIA - A apresentação de Simone, apesar de criticada
pela jornalista Diana Moura, do Jornal do Commercio, pela "concessão
ao grande público", agradou inteiramente aos comunicadores
locais. Esbanjando simpatia, com ótima presença de
palco e interpretando com perfeição músicas
como "Maria Maria", "Yolanda", "O que será?"
e "Lenha", a artista conquistou totalmente a multidão
que prestigiou a sua apresentação e também
os formadores de opinião da cidade.
O 14º Festival de Inverno repetiu o êxito dos anos anteriores.
Na sexta-feira, dia 16, e sábado, dia 17, a cidade foi literalmente
invadida por turistas que vieram de todas as partes do Estado e
região, mas principalmente do Recife, Maceió e Caruaru.
E tinha gente também de Salvador, João Pessoa, Natal,
Rio de Janeiro, São Paulo e do Rio Grande do Sul. O comércio,
os hotéis, bares e restaurantes faturaram como nunca, principalmente
no último dia da festa.
INVASÃO - Lulu Santos, apesar de ter sido descortês
com a imprensa da Suíça Pernambucana, provou que tem
fãs espalhados por todo o Brasil. Ele trouxe à cidade
um dos maiores públicos do Festival de Inverno, nesses 14
anos do evento, fazendo com que o centro urbano do município
se tornasse pequeno. No último sábado, centenas de
carros particulares, vans e ônibus ocuparam todo o espaço
das rua e avenidas Caruaru, Rui Barbosa, Dantas Barreto, Santo Antônio,
Barão do Rio Branco, Melo Peixoto, XV de Novembro e Dr. José
Mariano.
No fechamento do FIG, era preciso ter muita paciência para
comprar qualquer coisa na área dos chalés e nas barraquinhas
próximas. Os turistas fizeram filas imensas atrás
do tradicional chocolate quente, founde ou vinho. Alguns comerciantes,
como já vem acontecendo há alguns anos, procuraram
explorar: teve deles que chegou a cobrar R$ 70,00 de consumação
pra quem sentou numa de suas cadeiras. Nas barraquinhas menores,
quase de frente ao Centro Cultural, esse problema não aconteceu
e muitos puderam tomar um bom caldo verde ou comer um caprichado
espetinho pagando apenas um real por cada.
PÓLOS E COISAS NEGATIVAS - É importante ressaltar
que o Festival de Inverno não foi só Guadalajara.
O sucesso do evento foi total também no Pau Pombo, que teve
boas apre-sentações, o mesmo se repetindo no Parque
Euclides Dourado, na Avenida Santo Antônio e nas apresentações
de teatro no Centro Cultural. As boas novidades deste ano, como
o Música na Catedral e o Cinema no Parque foram bem prestigiados
e agora com certeza não podem ficar mais de fora do FIG.
A festa foi um sucesso mesmo e não adianta tentar dizer
o contrário. Agora, é preciso não fazer só
oba-oba e esconder as falhas, que ainda existem e algumas podem
ser corrigidas. Um dos maiores absurdos este ano foi a colocação
do palco Pop, no Euclides Dourado, dentro de um buraco que existe
no parque. O resultado foi que nos dias de chuva o público
ficou não apenas debaixo d´água, mas dentro
da lama. E até os artistas reclamaram. A roqueira baiana
Pitty, que fez um dos shows mais aguardados naquele local, usou
até a palavra "caralho" para criticar o palco e
disse que também estava dentro da lama e podia cair.
Se Pitty estava na lama, assim como o público, os profissionais
de rádio que faziam a cobertura no Parque dos Eucaliptos
tiveram um tratamento de terceira. Nos primeiros dias levaram chuva,
não tinham onde sentar e a lama também dava na canela.
Depois arranjaram uma barraquinha com uma cobertura que não
adiantava de nada. Como diria o Casoy "uma vergonha..."
Por fim, deve se criticar no FIG a situação dos camarotes.
Se dá credencial demais para falsos jornalistas, senhas são
distribuídas por critérios políticos e o resultado
é que por pouco não acontece um desastre. No último
dia da festa a estrutura montada começou a ceder, na entrada,
e os rapazes encarregados da segurança quase iam ao desespero.
Ficou subindo de uma em uma pessoa e quem saía não
entrava de volta. Na confusão que se fez muita gente terminou
perdendo o show de Lulu Santos. Na véspera do Festival a
TV Asa Branca e o Corpo de Bombeiros denunciaram que havia coisa
errada nos camarotes, mas parece que não deram muita atenção.
Enfim, entre mortos e feridos salvaram-se todos. E teve muita coisa
boa para ver. Apesar do stress que a festa causa, deixa mais uma
vez saudade. Agora só no próximo ano. E que venha
o 15º Festival de Inverno de Garanhuns.
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