Garanhuns, 17 de julho de 2004
  Início
  Colunas
  Opinião
  Política
  Cidade
  Geral
  Especial
  Cultura / Diversão
  Ed. Anteriores
  Expediente
 
CIDADE
 

Simone vence com folga a disputa de melhor show do FIG

O melhor show do 14º Festival de Inverno de Garanhuns foi o da cantora Simone, realizado na Esplanada Cultural Guadalara, no primeiro sábado do evento. A escolha foi feita por uma dezena de profissionais da imprensa local, incluindo as rádios Jornal, Sete Colinas, Marano, Monte Sinai e Estação Sat, além do Jornal Cidade, Bluenet e Correio Sete Colinas. Outros artistas que agradaram aos comunicadores da cidade e ficaram na lista dos cinco melhores shows do FIG foram Ney Matgrosso, Pedro Luís e a Parede, Alcione, Lulu Santos, The Fevers, Agnaldo Timóteo e Santana.

Este ano a equipe ouvida pelo Correio selecionou também o pior show do Festival de Inverno e aí deu quase unanimidade: a banda Cavaleiros do Forró, que lotou a Guadalajara, na segunda-feira do evento, ganhou disparado. Os jornalistas e radialistas da cidade odiaram a apresentação e nem quiseram saber se o povão gostou. Outros que fizeram apresentações conside-radas ruins foram a Banda Pinguim, Bubuska e o Versão Brasileira. Este último, por sinal, cantou para o menor público do FIG, na terça-feira.

SIMPATIA - A apresentação de Simone, apesar de criticada pela jornalista Diana Moura, do Jornal do Commercio, pela "concessão ao grande público", agradou inteiramente aos comunicadores locais. Esbanjando simpatia, com ótima presença de palco e interpretando com perfeição músicas como "Maria Maria", "Yolanda", "O que será?" e "Lenha", a artista conquistou totalmente a multidão que prestigiou a sua apresentação e também os formadores de opinião da cidade.

O 14º Festival de Inverno repetiu o êxito dos anos anteriores. Na sexta-feira, dia 16, e sábado, dia 17, a cidade foi literalmente invadida por turistas que vieram de todas as partes do Estado e região, mas principalmente do Recife, Maceió e Caruaru. E tinha gente também de Salvador, João Pessoa, Natal, Rio de Janeiro, São Paulo e do Rio Grande do Sul. O comércio, os hotéis, bares e restaurantes faturaram como nunca, principalmente no último dia da festa.

INVASÃO - Lulu Santos, apesar de ter sido descortês com a imprensa da Suíça Pernambucana, provou que tem fãs espalhados por todo o Brasil. Ele trouxe à cidade um dos maiores públicos do Festival de Inverno, nesses 14 anos do evento, fazendo com que o centro urbano do município se tornasse pequeno. No último sábado, centenas de carros particulares, vans e ônibus ocuparam todo o espaço das rua e avenidas Caruaru, Rui Barbosa, Dantas Barreto, Santo Antônio, Barão do Rio Branco, Melo Peixoto, XV de Novembro e Dr. José Mariano.

No fechamento do FIG, era preciso ter muita paciência para comprar qualquer coisa na área dos chalés e nas barraquinhas próximas. Os turistas fizeram filas imensas atrás do tradicional chocolate quente, founde ou vinho. Alguns comerciantes, como já vem acontecendo há alguns anos, procuraram explorar: teve deles que chegou a cobrar R$ 70,00 de consumação pra quem sentou numa de suas cadeiras. Nas barraquinhas menores, quase de frente ao Centro Cultural, esse problema não aconteceu e muitos puderam tomar um bom caldo verde ou comer um caprichado espetinho pagando apenas um real por cada.

PÓLOS E COISAS NEGATIVAS - É importante ressaltar que o Festival de Inverno não foi só Guadalajara. O sucesso do evento foi total também no Pau Pombo, que teve boas apre-sentações, o mesmo se repetindo no Parque Euclides Dourado, na Avenida Santo Antônio e nas apresentações de teatro no Centro Cultural. As boas novidades deste ano, como o Música na Catedral e o Cinema no Parque foram bem prestigiados e agora com certeza não podem ficar mais de fora do FIG.

A festa foi um sucesso mesmo e não adianta tentar dizer o contrário. Agora, é preciso não fazer só oba-oba e esconder as falhas, que ainda existem e algumas podem ser corrigidas. Um dos maiores absurdos este ano foi a colocação do palco Pop, no Euclides Dourado, dentro de um buraco que existe no parque. O resultado foi que nos dias de chuva o público ficou não apenas debaixo d´água, mas dentro da lama. E até os artistas reclamaram. A roqueira baiana Pitty, que fez um dos shows mais aguardados naquele local, usou até a palavra "caralho" para criticar o palco e disse que também estava dentro da lama e podia cair.

Se Pitty estava na lama, assim como o público, os profissionais de rádio que faziam a cobertura no Parque dos Eucaliptos tiveram um tratamento de terceira. Nos primeiros dias levaram chuva, não tinham onde sentar e a lama também dava na canela. Depois arranjaram uma barraquinha com uma cobertura que não adiantava de nada. Como diria o Casoy "uma vergonha..."

Por fim, deve se criticar no FIG a situação dos camarotes. Se dá credencial demais para falsos jornalistas, senhas são distribuídas por critérios políticos e o resultado é que por pouco não acontece um desastre. No último dia da festa a estrutura montada começou a ceder, na entrada, e os rapazes encarregados da segurança quase iam ao desespero. Ficou subindo de uma em uma pessoa e quem saía não entrava de volta. Na confusão que se fez muita gente terminou perdendo o show de Lulu Santos. Na véspera do Festival a TV Asa Branca e o Corpo de Bombeiros denunciaram que havia coisa errada nos camarotes, mas parece que não deram muita atenção.

Enfim, entre mortos e feridos salvaram-se todos. E teve muita coisa boa para ver. Apesar do stress que a festa causa, deixa mais uma vez saudade. Agora só no próximo ano. E que venha o 15º Festival de Inverno de Garanhuns.