Garanhuns, 3 de julho de 2004
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OPINIÃO
 

Um homem chamado Rubens Vaz da Costa

José Rodrigues da Silva


Nós que somos filhos de Garanhuns, cidade também chamada Terra das Sete Colinas, temos a irrestrita obrigação de reverenciarmos todas as pessoas que de uma forma ou de outra fizeram e continuam fazendo coisas importantes para o engrandecimento do nosso Município. Vamos falar sobre a importante pessoa que é Rubens Vaz da Costa, que é filho deste município, onde o Alto do Magano se ergue no espaço, como que desafiando o infinito.

Rubens Vaz da Costa nasceu na localidade chamada Muchila, distante dez quilômetros da sede do Município; onde também nasceram as pessoas que povoaram a cidade nos tempos idos, onde também nasceu e viveu a matriarca Simôa Gomes de Azevedo, proprietária da Capitania do Ararobá. Rubens é filho do Senhor José Vaz da Costa e da sua esposa Maria Carvalho da Costa, ambos já falecidos. Rubens é irmão do meu amigo Antonio Vaz da Costa Neto, comerciante e fazendeiro, falecido há cerca de um ano.

Rubens ocupou vários cargos nesta cidade, até se mudar para a cidade do Recife, indo, posteriormente, estudar em Salvador, onde se bacharelou em Economia. Possuidor de uma larga e exuberante cultura. Ocupou em São Paulo, no Brasil, e Estados Unidos os mais importantes cargos: Secretário de Economia e Planejamento do Estado de São Paulo; Ministro das Minas e Energia; Superintendente da SUDENE; Presidente da CHESF, do BNB e BNH; Diretor do Banco Mundial (B.I.R.D.) este com sede em Washington. Atualmente é consultor da O.N.U. Honradamente recebeu medalhas e troféus e várias condecorações.

Na juventude estudou no Colégio Diocesano onde, formou-se em contabilidade e durante os estudos recebeu aulas de civilidade ministradas pelo Monsenhor Adelmar da Mota Valença, Diretor do Educandário e um dos Sacerdotes mais cultos do Clero Brasileiro.

Rubens Costa, onde quer que esteja, seja em São Paulo ou nos Estados Unidos, não esquece de Garanhuns, não esquece da sua Terra Natal nem do seu povo. Em sociedade com o seu irmão Antonio Vaz da Costa Neto, comprou uma grande fazenda denominada Bela Vista, destinada ao cultivo de café e criação de gado, oferecendo empregos temporários a um número muito grande de pessoas, e cedendo terras à várias pessoas para o plantio e cultivo de lavouras.

Ultimamente, Rubens Vaz da Costa, fez doação de medalhas, diplomas, troféus e outros pertences ao Colégio Diocesano, num gesto de gratidão.

Mesmo residindo no Guarujá, Estado de São Paulo, Rubens não esquece à Terra das Sete Colinas, nem da sua gente. Seria bom se a juventude de Garanhuns seguisse o exemplo de Rubens Vaz da Costa, porque, se o fizesse, certamente, Garanhuns iria contar com uma plêiade composta de homens e mulheres portadores de elevada cultura e de profissionais preparados para ocuparem importantes cargos, não somente no Brasil, mas em vários países do mundo.

Ser grande, ser famoso, ser um Rubens Costa, não é privilégio somente dele; é privilégio, sim, de quem se dedica aos estudos e quer ser grande. Sendo grande, a sua grandeza servirá para engrandecer também Garanhuns, para orgulho dos seus contemporâneos. Esperamos que Rubens Costa tenha uma vida longa e use toda sua sapiência e seja aplicada no desenvolvimento da terra onde nasceu, especialmente no Sítio Muchila, onde os seus irmãos vivem cultivando a terra e produzindo riquezas para o abastecimento de cento e vinte mil habitantes, deste município.

Rubens Vaz da Costa tem muitos amigos em Garanhuns, entre eles o ex-prefeito e ex-deputado Ivo Tinô do Amaral, que é uma fortaleza na defesa dos interesses desta Terra do Magano, tanto, no campo político como no econômico. Ao conterrâneo Rubens enviamos o nosso abraço e admiração.