Garanhuns, 3 de julho de 2004
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OPINIÃO
 

Definido o quadro sucessório

Marcílio Viana Luna


A sorte está lançada. Praticamente quatro candidatos disputam uma cadeira no Palácio Celso Galvão. Trata-se do cargo de Prefeito de Garanhuns, sem dúvida o mais importante município do Agreste Meridional e uma cidade conhecida nacionalmente e, até internacionalmente, pelo seu clima ameno e saudável, suas águas minerais, seus habitantes cultos, civilizados e hospitaleiros, sua geografia montanhosa, pontilhada por sete colinas, além de belos parques, praças floridas e excelentes educandários. Existe também, um quinto candidato, Paulo Camelo, que poderá surpreender, mas a disputa maior será mesmo entre o ex-prefeito Bartolomeu Quidute, o atual vereador e empresário Givaldo Calado, o farmacêutico Luiz Carlos de Oliveira e o promotor público Alexandre Bezerra.

Desde o início da campanha os principais candidatos naturais ao Palácio Celso Galvão eram o atual vice-prefeito do município, Márcio Roberto de Barros Quirino, excelente administrador e natural de Garanhuns e o outro deveria ser Ivo Tinô do Amaral, prefeito e deputado por duas vezes, líder político da região. Ambos foram alijados pelos seus próprios partidos: o primeiro (Márcio Quirino) pelo PDT e o segundo (Ivo Amaral) pelo PFL, agremiação que sempre liderou e representou no Agreste Meridional. Mas, o fato político é muito dinâmico e sempre ocorrem surpresas. Márcio Quirino e Ivo Amaral fora da sucessão é uma injustiça. Ivo já decidiu que apoiará seu antigo correligionário Luiz Carlos de Oliveira. Marcio ainda vai decidir.

Mas vamos analisar os cinco candidatos: Bartolomeu Quidute é um médico conceituado, egresso do município de Flores, tem o forte apoio de Izaías Régis que vai pesar muito; Givaldo Calado veio ainda menino de Correntes, morou no Recife, casou com uma política nata, Emília, da família Valença, é atualmente vereador e vitorioso empresário; Luiz Carlos de Oliveira nasceu e morava no município de Calçado até vir para Garanhuns, é respeitado e conceituado empresário do ramo de farmácia, tem o decidido apoio do atual prefeito Silvino Duarte, cuja administração é considerada boa; e, finalmente, Alexandre Bezerra, veio do Recife, nomeado promotor público da Comarca de Garanhuns. O quinto candidato é o engenheiro Paulo Camelo.

Cada um dos quatro principais candidatos jogaram forte na escolha dos seus vices. Bartolomeu Quidute aposta no prestígio do vereador Gedécio Barros, o seu vice-prefeito, gente de Garanhuns e membro de numerosa família. Givaldo Calado faz muitas fé no seu candidato a vice-prefeito, o bacharel Jorge Branco, membro de tradicional família garanhuense por parte da mãe e do pai, José Tinoco, tem toda uma experiência política. Já o farmacêutico Luiz Carlos, juntamente com o prefeito Silvino Duarte, escolheram como o vice da chapa governamental, o biomédico Almir Penaforte, que mora em Garanhuns há alguns anos. Quanto ao promotor recifense Alexandre Bezerra, ele escolheu a única mulher de uma das chapas: Ielma Lucena, natural de Bom Conselho e que pretende ganhar espaço como vice-prefeita, se eleita.

A grande preocupação de nós garanhuenses, no qual me incluo por deter uma cidadania autêntica, sem nenhum título honorífico e sim por ter nascido e morado quase toda a minha vida na Terra de Simoa Gomes, é justamente com o desenvolvimento da campanha e a elaboração de um verdadeiro e prático programa de governo para os próximos quatro anos. Garanhuns não pode continuar perdendo os seus patrimônios culturais e históricos, como perdeu o Monte Sinai e a Banda de Música Manoel Rabelo. A cidade das flores precisa além da poesia dos seus intelectuais, de uma agricultura forte, de uma pecuária dinâmica, de um comércio concorrido, de uma indústria sólida e de uma área de serviços competente. Ser prefeito de Garanhuns não é o mesmo que ser um bom síndico. Por enquanto ainda não tenho candidato: prefiro no momento ficar calado.