Garanhuns, 3 de julho de 2004
  Início
  Colunas
  Opinião
  Política
  Cidade
  Geral
  Especial
  Cultura / Diversão
  Ed. Anteriores
  Expediente
 
ESPECIAL
 

Erradicação do trabalho infantil tem reforço de vagas no Estado

O Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) contará com mais 7,5 mil vagas em Pernambuco, a partir de julho. Com isso, o número de crianças e jovens de 7 a 14 anos que são atendidos, passa de 126 mil para 133,5 mil, em 175 municípios. Do total de novas vagas, 400 serão destinadas às crianças que desempenham o trabalho doméstico, beneficiando Recife com 300 e Olinda com 100 novos atendimentos.

O Peti é coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania do Governo do Estado, com recursos do Governo federal. Desde o ano 2001, quando foram criadas 10 mil vagas para o Sertão, não havia expansão do atendimento, apenas manutenção e remanejamento interno. Esta é a primeira ampliação autorizada pelo governo Lula. O aumento de vagas beneficia 37 cidades, entre as quais, Recife, com 1,2 mil atendimentos, Caruaru com 860, Olinda com 400, Brejo da Madre de Deus com 300, Santa Cruz do Capibaribe com 300, e Lagoa Grande com 250. Segundo a gerente-geral do Peti, Carmem Galvão, a inclusão dessa faixa de público atende à orientação da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é parceiro na luta contra o trabalho infantil doméstico. "Nosso atendimento a essa faixa ainda é muito pequeno, pelas dificuldades de operacionalização e fiscalização, uma vez que o trabalho se dá no âmbito fechado das residências. Mas, a tendência é ampliar o atendimento", explica a coordenadora.
Agreste

Quinze municípios do Agreste, que não tinham cobertura do Peti, passam a ser atendidos com 2,2 mil novas vagas. No Agreste Central, serão 700 vagas. O município de Paranatama ficará com 100, Poção (150), São Bento do Una (150), São Caetano (150) e Tacaimbó (150). No Agreste Setentrional, serão 800, distribuídas entre Casinhas (100), Frei Miguelinho (100), Taquaritinga do Norte (100), Santa Cruz do Capibaribe (300) e Toritama (200). O Agreste Meridional, a região de menor IDH de Pernambuco, terá 700 novos atendimentos, em Angelim (120), Bom Conselho (150), Calçado (120), Palmerina (110) e Lagoa do Ouro (200).