Garanhuns, 05 de junho de 2004
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POLÍTICA
 

Izaías volta a denunciar situação do Dom Moura

O deputado estadual Izaías Régis (PTB) voltou a criticar a situação de abandono que se encontra o Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns. De acordo com o petebista, a unidade está num estado insustentável, "o Dom Moura não tem sequer diretor, faltam médicos e até medicamentos", denunciou. No discurso, o petebista ainda solicitou que os deputados Marcantônio Dourado (PMDB), Claudiano Martins (PMDB) e Adelmo Duarte (PFL), todos da base do governo, que intercedam junto ao Governador do Estado para solucionar os problemas.

Izaías ainda criticou o secretário estadual de Saúde, Guilherme Robalinho. "Ele é ineficiente e sequer vai investigar a situação dos hospitais pessoalmente, manda sempre um representante", disse, alegando que os hospitais do Interior do Estado estão na mesma situação precária. Segundo o deputado, o Dom Moura foi referência na saúde, com muitos médicos fazendo residência. "Hoje, o descaso é grande. Até um assassinato foi cometido dentro da unidade e, mesmo assim, nada foi feito para resolver os problemas". "Infelizmente, os jornais do município não repercutem na Capital", disse o petebista, informando que é grande o número de reclamações na imprensa local.

DESAPROVAÇÃO - A iniciativa do Governo do Estado de deslocar a sede da 1ª Delegacia de Polícia (DP) de Garanhuns, no Agreste, para o interior do núcleo de segurança comunitária, inaugurado pelo governador Jarbas Vasconcelos (PMDB), foi criticada por Izaías Régis. O trabalhista acredita que a ação prejudicará a comunidade. "Quem mora no bairro da Cohab II, por exemplo, precisará pegar dois ônibus para chegar à delegacia", frisou.

"O que se faz necessário é uma reforma no estabelecimento para proporcionar aos profissionais melhores condições de trabalho. Desta forma, a população também sairia ganhando, pois teria o acesso ao local facilitado", enfatizou.

PANFLETAGEM - Izaías ainda citou a insatisfação dos moradores com o "clima de politicagem" que se instalou na cidades. De acordo com o deputado, "panfletos agressivos tem sido constantes". São mensagens duras, que afetam a honra e a dignidade dos candidatos. Esta não é a forma certa de se fazer política", afirmou, destacando o episódio ocorrido com o seu adversário político, o candidato à Prefeitura Luiz Carlos de Oliveira (PMDB). "É verdade que temos nossas diferenças, mas isso é no campo político. Precisamos lutar com dignidade, sem baixar o nível", observou, isentando-se de qualquer responsabilidade pela publicação do material publicitário.