Garanhuns, 05 de junho de 2004
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POLÍTICA
 

Baixaria toma conta da política de Garanhuns

Núbia Kênia


Pelo tom que foi dado esta semana, a campanha política 2004 de Garanhuns deve pegar fogo e atingir a baixaria, contrariando a oratória de boa parte dos pré- candidatos, que ao discursarem sempre ressaltam que farão uma campanha tranqüila. A baixaria foi acentuada na última quarta, quando a cidade acordou com um panfleto anônimo sendo distribuído por todo centro da cidade, o qual acusava o empresário Luiz Carlos de Oliveira, pré-candidato pelo PMDB, de traidor, charlatão, assassino, ateu, além de ter abandonado um filho. Recentemente, a vítima desse tipo de panfleto foi o médico Bartolomeu Quidute, pré-candidato pelo PTB.

O panfleto acusando Luiz Carlos, se remota na sua juventude, afirmando que o mesmo era chamado de "Calabar", o traidor. Em outro trecho, o folhetim diz que Luiz Carlos é uma vergonha para Garanhuns, com a prática de Charlatanismo, e que o mesmo é ateu, candidato vita-C (laranja do prefeito Silvino) e acoiteiro de assassino, pelo fato de ter ajudado sua filha a esconder seu noivo Eurico, acusado de matar o irmão e a cunhada.

Em um dos trechos mais graves, o folheto afirma que o comerciante teria aplicado um medicamento erroneamente, causando a morte de Manoel Severino, de 68 anos.

O episódio aconteceu justamente no dia em que o governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) visita a cidade para inaugurar o Núcleo de Segurança Comunitária do bairro São José, e abalou vários seguimentos da sociedade Garanhuense, principalmente porque o empresário sempre foi tido como um homem íntegro e respeitador.

O promotor público, Alexandre Bezerra, pré-candidato pelo PT, condenou essa forma de fazer política contra qualquer que for o candidato, e afirmou que a campanha do PT não iria jamais atacar ninguém, pois o que interessa e apresentar propostas e defender o povo de Garanhuns.

Já o deputado Izaías Régis (PTB), em pronunciamento no plenário da Assembléia Legislativa, citou a insatisfação dos moradores de Garanhuns com o "clima de politicagem" que se instala na cidade, referindo-se ao folhetim anônimo contra Luíz Carlos e contra Bartolomeu Quidute, distribuído há 2 meses. "São mensagens duras, que afetam a honra e dignidade dos candidatos. Esta não é a forma certa de fazer política", afirmou.

Além disso, o parlamentar ressaltou que existem diferenças entre o PTB e PMDB, de Luiz Carlos, mas isso no campo político. "Precisamos lutar com dignidade, sem baixar o nível", destacou, isentando-se de qualquer culpa pela divulgação do panfleto.

Em entrevista concedida ao Jornal do Commercio sobre o conteúdo do folheto, Luiz Carlos de Oliveira, disse que esse tipo de coisa não tem resposta, e que sua campanha está indo muito bem.