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Baixaria toma conta da política de Garanhuns
Núbia Kênia
Pelo tom que foi dado esta semana, a campanha política 2004
de Garanhuns deve pegar fogo e atingir a baixaria, contrariando
a oratória de boa parte dos pré- candidatos, que ao
discursarem sempre ressaltam que farão uma campanha tranqüila.
A baixaria foi acentuada na última quarta, quando a cidade
acordou com um panfleto anônimo sendo distribuído por
todo centro da cidade, o qual acusava o empresário Luiz Carlos
de Oliveira, pré-candidato pelo PMDB, de traidor, charlatão,
assassino, ateu, além de ter abandonado um filho. Recentemente,
a vítima desse tipo de panfleto foi o médico Bartolomeu
Quidute, pré-candidato pelo PTB.
O panfleto acusando Luiz Carlos, se remota na sua juventude, afirmando
que o mesmo era chamado de "Calabar", o traidor. Em outro
trecho, o folhetim diz que Luiz Carlos é uma vergonha para
Garanhuns, com a prática de Charlatanismo, e que o mesmo
é ateu, candidato vita-C (laranja do prefeito Silvino) e
acoiteiro de assassino, pelo fato de ter ajudado sua filha a esconder
seu noivo Eurico, acusado de matar o irmão e a cunhada.
Em um dos trechos mais graves, o folheto afirma que o comerciante
teria aplicado um medicamento erroneamente, causando a morte de
Manoel Severino, de 68 anos.
O episódio aconteceu justamente no dia em que o governador
Jarbas Vasconcelos (PMDB) visita a cidade para inaugurar o Núcleo
de Segurança Comunitária do bairro São José,
e abalou vários seguimentos da sociedade Garanhuense, principalmente
porque o empresário sempre foi tido como um homem íntegro
e respeitador.
O promotor público, Alexandre Bezerra, pré-candidato
pelo PT, condenou essa forma de fazer política contra qualquer
que for o candidato, e afirmou que a campanha do PT não iria
jamais atacar ninguém, pois o que interessa e apresentar
propostas e defender o povo de Garanhuns.
Já o deputado Izaías Régis (PTB), em pronunciamento
no plenário da Assembléia Legislativa, citou a insatisfação
dos moradores de Garanhuns com o "clima de politicagem"
que se instala na cidade, referindo-se ao folhetim anônimo
contra Luíz Carlos e contra Bartolomeu Quidute, distribuído
há 2 meses. "São mensagens duras, que afetam
a honra e dignidade dos candidatos. Esta não é a forma
certa de fazer política", afirmou.
Além disso, o parlamentar ressaltou que existem diferenças
entre o PTB e PMDB, de Luiz Carlos, mas isso no campo político.
"Precisamos lutar com dignidade, sem baixar o nível",
destacou, isentando-se de qualquer culpa pela divulgação
do panfleto.
Em entrevista concedida ao Jornal do Commercio sobre o conteúdo
do folheto, Luiz Carlos de Oliveira, disse que esse tipo de coisa
não tem resposta, e que sua campanha está indo muito
bem.
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