Garanhuns, 05 de junho de 2004
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Festival bate recorde na oferta de oficinas culturais

A Fundarpe recebeu 147 projetos de oficinas culturais para o Festival de Inverno de Garanhuns. A procura confirma a consolidação do evento. Para se ter uma idéia, em 2002 houve 100 projetos inscritos; em 2003, esse número subiu para 134. O XIV FIG, programado para o período de 8 a 17 de julho, como parte do Circuito do Frio, selecionou 28 oficinas culturais distribuídas nas áreas de dança, teatro, circo, moda, música, artes visuais, patrimônio e literatura. Elas vão ocorrer entre os dias 12 e 16, no Castainho (comunidade quilombola); no Caic do bairro Indiano (periferia da cidade); no Colégio Santa Sofia e Parque Euclides Dourado (ambos no centro da cidade).

As inscrições para as oficinas estarão abertas a partir desta segunda-feira, prosseguindo até o dia 6 de julho, na sede da Fundarpe (na Rua da Aurora, 469, Boa Vista, no Recife) e no Parque Euclides Dourado e Caic/bairro Indiano, em Garanhuns. Para participar do evento o candidato deve fazer a doação de livros de literatura infanto-juvenil ou de CDs de música instrumental (erudita ou popular). Outras informações pelo site: fig2004@fundarpe.pe.gov.br. O Festival é uma realização da Secretaria de Educação e Cultura do Estado em parceria com a Prefeitura de Garanhuns.

Segundo a coordenadora geral das oficinas culturais, Teresa Amaral, foram encaminhadas propostas de várias partes do Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Natal, Maceió, Londrina e de dezenas de cidades pernambucanas).

A seleção dos projetos seguiu critérios como o público e o perfil de cada espaço. "No Caic optamos por oficinas de linguagem contemporânea, para um público mais jovem. No Castainho, a escolha foi pelas oficinas que valorizam a etnia e a africanidade, resgatando a memória e a história das comunidades quilombolas participantes. No Santa Sofia, àquelas voltadas para um público bem amplo - jovens, adultos e terceira idade - com as mais distintas categorias profissionais. E no Parque Euclides Dourado, as oficinas de circo, próprias para aquele espaço, já que existe lá uma tenda circense", explicou. Mais de 800 vagas serão oferecidas.
Origem - O Festival de Inverno de Garanhuns foi criado para a reciclagem e capacitação de professores. Com o tempo, as oficinas foram atraindo também o público em geral, incluindo estudantes das mais diversas áreas. E, desde o ano de 2001, com a inclusão da comunidade quilombola do Castainho, e em 2003, com a inserção do Caic no bairro Indiano, jovens e adultos da periferia começaram a participar.

Oficinas culturais

Dança
* Danças afro-brasileiras (Gilson Santana Mestre Meia-Noite e Vilma Carijós)
* Movimento e dança improvisação e criação (Cláudio Lacerda)
* Break dance (Adriano da Silva Chimba B. Boy)
* Danças populares maracatu e cavalo-marinho (Dayse Marques)
Teatro
* Do improviso ao texto dramaturgia do ator (Fernando Limoeiro - MG)
* Teatro de rua o ator, o espaço e o público (Ana Cristina Pilchowski Troupe Estrullini Teatro na Divaca - PR)
* Criação de figurinos e máscaras teatrais com materiais não convencionais (Ana Medeiros e Andrezza Alves)
Circo
* Técnicas circenses (perna-de-pau e malabares) e confecção de equipamentos com materiais alternativos (Antonio Carlos Pap, Carlos Eduardo Nascimento e Maxuel Divino - Escola Nacional de Circo RJ)
Moda
* Bastidores da moda produção de desfiles (Paulo Ricardo)
* Reciclando roupas e criando moda (Márcia Lima e Clezinho Santos)
Música
* Construção de instrumentos de maracatu (Maureliano Ribeiro e Luís Rogério de Lins)
* Rima (José Edson da Silva Zé Brown)
* Barbatuque percussão corporal (Bruno Buarque SP)
* Quilombo de todos os ritmos: a influência da música negra no Brasil (José Alexandre de Oliveira Garnizé)
* DJ (Osman Frazão DJ Tarzan)
* Laboratório de gravação e produção musical (Renata Amaral e André Magalhães - SP)
Artes visuais
* De pés com idéias, o desenho a partir da palavra (Rinaldo Silva)
* Graffiti (Bartolomeu Lima e Guga Cavalcanti)
* Iniciação ao vídeo faz de conta que é uma panela de fazer sonhos (Paulo Costa e Maria Pessoa)
* VJ vídeo em tempo real (Gabriel Furtado)
* Xilogravura (Marcelo Soares)
* Laboratório de linguagem visual e criatividade artística (Oriana Duarte e Paulo Meira)
* Criação e montagem de exposições (Célio Pontes)
* Desenho com fuligem de vela (Lorane Barreto)
Patrimônio
* Povos indígenas: saberes, memória e tradição (Caroline Mendonça Leal e Jozelito Arcanjo)
* Dikila dúdú: cultura negra (Valéria Costa)
Literatura
* O contador de histórias e suas ferramentas: memória, leitura, corpo e voz (José Mauro Brant RJ)
* Cultura e democracia da comunicação (Germana Accioly Pereira).