Garanhuns, 08 de maio de 2004
  Início
  Opinião
  Política
  Cidade
  Geral
  Cultura
  Sociedade
  Ed. Anteriores
  Expediente
 
OPINIÃO
 

A felicidade de ser mãe

Odete Melo de Souza


Diz o poeta que a felicidade está sempre onde a pomos, mas nunca a pomos onde nós estamos.

Ouvi ultimamente que alguém considera como as dez chaves da felicidade a riqueza, as aspirações, a inteligência, a genética (as pessoas já nascem felizes ou infelizes), a nbeleza, a amizadee, o casamento, a fé, a caridade, a idade.

Outras pessoas acreditam que ser feliz consiste em realizar um impossível e antigo sonho, de realizar uma grande viagem, escalar o pico do Everest, acertar na loteria, tornar-se um jogador, cantor, pintor, escritor, músico famoso, ou até um santo canonizado, recebendo honras de altares.

Fama, dinheiro, luxo, conforto!...

E onde está mesmo a felicidade?

A felicidade está com certeza na concretização do seu credo interior, isto é, naquilo que intimamente acredita ser a verdade, o essencial, expressando-o com convicção.

Pois, como todos sabem, quem não tem convicção no que quer e no que faz, dificilmente consegue realizar o que deseja.

E assim, enquanto uns acham que ser feliz é viajar, outros os solitários, os misantropos preferem ficar confinados em suas casas, bairros ou cidades.

Uns aspiram a grandes fortunas, outros contentam-se apenas com o necessário.

Uns desejam ser famosos, conhecidos, outros querem a simplicidade do claustro...

Cada felicidade de um jeito especial e diferente!...

Escolha o que há de melhor para sua pessoa e para sua vida.

E o que dizer daquela que espontaneamente encarnando o sentimento maior, transforma-se na própria felicidade? Para ela, a felicidade lhe é um dom gratuito, um presente de Deus, tamanha é a convicção da escolha que faz, assegurando-lhe o rumo da própria vida - ser mãe.

Não é sozinha que a mãe experimenta a felicidade em sua plenitude, mas tornando-se o outro que é o filho. A vida da mãe é a vida do próprio filho. Abraça-lo é como abraçar a si própria. Perdê-lo é como sentir-se amputado ou mesmo, morta.

A mãe sentindo no seu ventre a vibração da vida, concretiza-a maravilhosamente com o nascimento do filho - alegria indivisível, riqueza incomparável que o Criador lhe concede.

O coração de mãe pulsa fora dela, pois, é pequeno demais para conter o amor que nutre pelo filho, envolvendo-o de carinho, preeocupação, encantamento. O amor não tem dimensões, é infinito. Isso se chama felicidade. Mãe que dizer filho. Mãe quer dizer amor.

É o milagre do amor. É o milagre da felicidade.

Finalizando digamos: "A palavra mãe não é só um mavioso monossílabo", mas uma palavra cuja infinita extensão e imensurável significação é compreendida, traduzida, experimentada e vivenciada somente pela própria mãe, anunciando ao mundo: a felicidade de ser mãe.