Garanhuns, 24 de abril de 2004
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OPINIÃO
 

O destino dos atuais vereadores

Marcílio Viana Luna


Praticamente os 15 atuais vereadores com assento na Câmara Municipal de Garanhuns serão candidatos à reeleição. Obtive essa confirmação durante a minha recente estada na Suíça Pernambucana, quando conversei com alguns edis, mantive contatos com lideranças políticas e cheguei a dialogar com os meus conterrâneos. Ou seja: com os próprios eleitores garanhuenses. Apenas três dos atuais vereadores ainda permanecem cotados para disputar os cargos de prefeito e vice. São eles: Givaldo Calado, um nome bem cotado e que irá até o fim; João Inocêncio, apontado para vice; e, Gedécio Barros de Almeida, disputando a indicação do PDT com Márcio Quirino. Acontece que, em vez de aumentar de 15 para 17 vagas, o número caiu para 11 e a briga por uma cadeira será feia e difícil.

Analisar o desempenho dos atuais 15 vereadores é tarefa difícil, principalmente, quando não disponho de dados estatísticos sobre apresentação de projetos, indicações, discursos proferidos e a verdadeira defesa dos interesses maiores de Garanhuns, por parte dos edis garanhuenses. A Câmara deveria fornecer, pelo menos anualmente, esses dados. Apenas os vereadores Givaldo Calado e Audálio Ramos Machado Filho me mandam informações nesse sentido. Sobre os demais, leio notícias nos jornais e tem gente que nunca sequer ouço falar. Mas acho que a média do desempenho dos atuais vereadores é razoável para satisfatório. Vale ressaltar a boa representatividade na Casa de Raimundo de Moraes: tem médico, economista, enfermeiro, cobrador de ônibus, empresário, agropecuarista, professor, funcionário público e comerciário. Muito boa essa diversidade.

Conheço a maioria pessoalmente. Outros apenas de vista. O médico Aldemiro de Medeiros Aquino conheço ligeiramente; Audálio Machado é pessoa amiga e filho de velho conhecido; Daniel Silva é figura simpática e muito dinâmico; Edson Rodrigues Pereira conheci outro dia e me pareceu ser gente muito boa; Gedécio Barros é figura conhecida; Givaldo Calado é amigo de longas datas e excelente político; João Inocêncio conheci na administração Ivo Amaral de quem foi secretário de Obras e de quem sou admirador; José Augusto Acioly não tenho, infelizmente, maior aproximação, precisamos conversar mais; José Carlos Santos, o Cacau, é corajoso, foi escolhido por esse colunista como o Vereador de 2002.

Os demais vereadores: José Carlos Rocha, o Zé de Vilaça, tenho profunda admiração por ele ter apresentado indicação que resultou nas reformas da Escola Jaime Luna, na Bela Vista, em homenagem ao meu saudoso pai que foi tudo e deu tudo de si por Garanhuns; Josmar Brandão da Silva, professor, grande desportista, filho do velho amigo Cassiano e casado com uma professora que toda Garanhuns admira, justamente a diretora da Escola Elvira Viana. E mais: Luiz Taveira de Melo, velho conhecido dos tempos de Ivo Amaral; Sivaldo Rodrigues Albino, filho de antigo edil e político promissor; Sônia Moreno de Lima, minha vizinha da velha rua do Recife, filha de Dão e funcionária pública; finalmente, Zaqueu Naum Lins, o vereador mais votado, bom comerciário, precisa apenas ter mais contato com os jornalistas.

Esses 15 vereadores, com apenas uma ou duas exceções, querem voltar no pleito de outubro próximo. O danado é que existem agora apenas 11 vagas e tem gente nova muito boa para disputar uma vaga na Casa Raimundo de Moraes. Somente entre os nomes mais conhecidos figuram candidatos como Paulo Francisco Gomes, excelente vereador por muitos anos, Girlane Santana, atual secretária de Educação e os colegas Humberto de Moraes, grande nome no jornalismo local; João Marques, poeta e grande intelectual; José Rodrigues, professor em todos os sentidos; Roberto Almeida, autor da maior revolução jornalística ocorrida na Terra de Simoa Gomes; e, Rejane Pessoa, renovadora do PV em Garanhuns e que poderá surpreender.

Agora, vem a grande interrogação: com a diminuição de 15 para 11 vereadores, todos os atuais edis candidatos à reeleição e muita gente boa tentando voltar ou entrar pela primeira vez no casarão da Siqueira Campos, como será o pleito municipal de outubro próximo? Como sou adepto de uma Câmara integrada por representantes de várias categorias, como bancários, estudantes, agricultores, comerciários, empresários e jornalistas, vou continuar torcendo para que os eleitores de minha terra sejam iluminados e escolham 11 nomes dignos, competentes, independentes e acima de tudo: que tenham o verdadeiro amor para com Garanhuns, uma terra tão esquecida e impregnada de forasteiros que só pensam em tirar proveito pessoal de uma cidade de clima ameno e saudável, de um povo culto e civilizado, abençoado por um Cristo localizado no Magano e, agora, pela Venerável Mãe Rainha.