Garanhuns, 10 de abril de 2004
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CIDADE
 

Hospital Dom Moura continua em crise

Núbia Kênia


Faltam médicos, faltam leitos, faltam medicamentos. Essa tem sido a rotina do Hospital Regional Dom Moura de Garanhuns, que como se não bastasse, vem enfrentando também, nos últimos anos, crises e mais crises na troca, troca, de diretoria. O último diretor, o médico Hugo Leonardo Cabral saiu a semana passada, alegando problemas pessoais, e desde então a unidade hospitalar está sem diretor, sendo administrada pela V Dires. Hugo foi procurado pela nossa reportagem e disse que não quer falar sobre o assunto, até porque ainda está magoado com Hospital.

Nesse vai e vem de diretores, o "pepino" fica nas mãos da diretora V Dires, Ana Lúcia de Almeida, que tem que acumular as duas funções, pois até o fechamento desta edição ainda não tinha nenhum nome em vista para ocupar cargo deixado por Hugo. Ela ressalta que a saída de Hugo foi apenas uma coincidência, e que as dificuldades vividas dentro da unidade são comuns em toda os hospitais públicos do País. "A demanda é muito grande, pois recebemos pacientes de mais de 25 municípios circunvizinhos", alega. Ana Lúcia revela que até o final desse semestre, o Governo Estadual deve fazer um concurso para aumentar o quadro de médicos e enfermeiros dos hospitais e assim melhorar o atendimento.

E é justamente um concurso público uma das saídas apontadas por Drª Leonila, ex- diretora do Dom Moura, que por mais de 1 ano sentiu na pele os problemas evidenciados dia a dia na unidade. "Os médicos plantonistas estão muito sobrecarregados. Para se ter uma idéia, tem dias que um único médico atende mais de 100 pacientes. Até pessoas de outros Estados procuram o Dom Moura. Uma das soluções é fazer um concurso para aumentar o número de médicos e enfermeiros, como também aumentar o número de leitos, principalmente na clinica médica, pois muitas vezes temos pacientes necessitando de internamento e não tem vaga", destaca Leonila. Entretanto, a médica ressalta que esse concurso tem que vim com o aumento salarial da categoria, pois com o valor mensal do jeito que está, poucos profissionais vão querer integrar o quadro funcional do hospital.

Outro aspecto que tem que ter uma atenção especial do Governo Estadual é a farmácia do hospital, pois é constante a falta de remédios. Para isso, é necessário a contratação de mais Farmacêuticos, para a fiscalização no setor seja mais intensa e não falte qualquer medicação necessária.

Vários ex-diretores do HRDM foram procurados para falar sobre as dificuldades encontradas em suas respectivas administrações, a exemplo de Dr Etelvino Chaves e Saulo Rocha, mais não quiseram se pronunciar. O primeiro alegou que não queria falar sobre o assunto, e que integrado no quadro funcional do hospital, há mais de 15 anos, estava dando sua parcela de contribuição. Já o segundo, estava sempre ocupado atendendo seus pacientes e não pode atender ou retornar nosso contato.