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Hospital Dom Moura continua em crise
Núbia Kênia
Faltam médicos, faltam leitos, faltam medicamentos. Essa
tem sido a rotina do Hospital Regional Dom Moura de Garanhuns, que
como se não bastasse, vem enfrentando também, nos
últimos anos, crises e mais crises na troca, troca, de diretoria.
O último diretor, o médico Hugo Leonardo Cabral saiu
a semana passada, alegando problemas pessoais, e desde então
a unidade hospitalar está sem diretor, sendo administrada
pela V Dires. Hugo foi procurado pela nossa reportagem e disse que
não quer falar sobre o assunto, até porque ainda está
magoado com Hospital.
Nesse vai e vem de diretores, o "pepino" fica nas mãos
da diretora V Dires, Ana Lúcia de Almeida, que tem que acumular
as duas funções, pois até o fechamento desta
edição ainda não tinha nenhum nome em vista
para ocupar cargo deixado por Hugo. Ela ressalta que a saída
de Hugo foi apenas uma coincidência, e que as dificuldades
vividas dentro da unidade são comuns em toda os hospitais
públicos do País. "A demanda é muito grande,
pois recebemos pacientes de mais de 25 municípios circunvizinhos",
alega. Ana Lúcia revela que até o final desse semestre,
o Governo Estadual deve fazer um concurso para aumentar o quadro
de médicos e enfermeiros dos hospitais e assim melhorar o
atendimento.
E é justamente um concurso público uma das saídas
apontadas por Drª Leonila, ex- diretora do Dom Moura, que por
mais de 1 ano sentiu na pele os problemas evidenciados dia a dia
na unidade. "Os médicos plantonistas estão muito
sobrecarregados. Para se ter uma idéia, tem dias que um único
médico atende mais de 100 pacientes. Até pessoas de
outros Estados procuram o Dom Moura. Uma das soluções
é fazer um concurso para aumentar o número de médicos
e enfermeiros, como também aumentar o número de leitos,
principalmente na clinica médica, pois muitas vezes temos
pacientes necessitando de internamento e não tem vaga",
destaca Leonila. Entretanto, a médica ressalta que esse concurso
tem que vim com o aumento salarial da categoria, pois com o valor
mensal do jeito que está, poucos profissionais vão
querer integrar o quadro funcional do hospital.
Outro aspecto que tem que ter uma atenção especial
do Governo Estadual é a farmácia do hospital, pois
é constante a falta de remédios. Para isso, é
necessário a contratação de mais Farmacêuticos,
para a fiscalização no setor seja mais intensa e não
falte qualquer medicação necessária.
Vários ex-diretores do HRDM foram procurados para falar
sobre as dificuldades encontradas em suas respectivas administrações,
a exemplo de Dr Etelvino Chaves e Saulo Rocha, mais não quiseram
se pronunciar. O primeiro alegou que não queria falar sobre
o assunto, e que integrado no quadro funcional do hospital, há
mais de 15 anos, estava dando sua parcela de contribuição.
Já o segundo, estava sempre ocupado atendendo seus pacientes
e não pode atender ou retornar nosso contato.
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