Garanhuns, 13 de março de 2004
  Início
  Opinião
  Política
  Cidade
  Geral
  Cultura
  Sociedade
  Ed. Anteriores
  Expediente
 
POLÍTICA
 

Vereador admite erro da Câmara

O vereador Zaqueu Lins, do PMDB, vinculado politicamente ao prefeito Silvino Andrade, admitiu que a Câmara se precipitou e errou, ao aprovar por unanimidade as contas do ex-prefeito Bartolomeu Quidute. "Havia contradições entre os parecer do Tribunal de Contas do Estado e o parecer do Tribunal de Contas da União. Por isso resolvemos aprovar as contas com ressalvas. Creio que a decisão foi tomada de forma precipitada, devíamos ter tido mais tempo para analisar a questão", disse Zaqueu.

O representante peemedebista acredita que nesse sentido a Câmara errou e se queixa que às vezes chegam ao Legislativo matérias de interesse público, porém o tempo de análise e discussão é muito curto. "Acho até que devíamos ter chamado um auditor do Tribunal de Contas para esclarecer melhor a recomendação do TCE", salientou Zaqueu.

Na avaliação do vereador, a decisão recente da justiça condenando Bartolomeu terá de ser acatada pelo Legislativo e pela sociedade. Ele imagina também que a partir de agora a Câmara terá de tomar mais cuidado, evitando se apressar quando for julgar alguma matéria importante.

Por fim, Zaqueu Lins está convencido que a precipitação e o erro da Câmara Municipal terminarão por prejudicar a imagem dos vereadores. "Faltou também um maior esclarecimento a nós vereadores por parte do Tribunal de Contas", justificou o parlamentar. Ele negou também que tenha havido qualquer interferência do prefeito ou do ex na votação da Câmara.

Apontado por Zaqueu e pelo vereador Sivaldo Albino como o responsável pela negociação aprovando as contas de Bartolomeu, o ex-presidente da Câmara, João Inocêncio, disse que havia desencontros entre o parecer do Tribunal de Contas do Estado e o Tribunal de Contas da União. "Como este último inocentava o ex-prefeito, decidimos por unanimidade aprovar sua prestação de contas", explicou João.