Garanhuns, 13 de março de 2004
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POLÍTICA
 

Silvino garante que questão é jurídica

A decisão da justiça contra o ex-prefeito Bartolomeu Quidute é técnica e jurídica. Isso foi o que o prefeito Silvino Andrade tentou demonstrar, na última terça-feira, quando convocou a imprensa local para um coletiva. "Não me cabe tomar decisões pessoais. A ação foi movida pela procuradoria jurídica, por conta de documentos que foram enviados à prefeitura pelo Tribunal de Contas do Estado e pelo Ministério Público", esclareceu Silvino, negando qualquer conteúdo político na condenação do seu antecessor pelo juiz Breno Ribeiro.

O prefeito disse que foi atacado violentamente por Bartolomeu, na entrevista que este deu recentemente na Sete Colinas, daí a razão de convocar radialistas e jornalistas para fazer os esclarecimentos necessários. "Ele quer se fazer de vítima e com isso me ataca, mas a imprensa é testemunha de que nunca falei mal dele e nunca mandei publicar nada que o atingisse nos jornais locais", enfatizou o governante do muncípio.

Silvino Andrade citou até o caso de uma outra punição contra Bartolomeu, quando este foi obrigado a devolver três mil UFIRs aos cofres públicos, tendo efetuado o pagamento em 10 parcelas. Segundo o prefeito, isso aconteceu em pleno período da campanha política passada, quando os dois disputavam a eleição. "Mesmo assim não divulguei nada porque tenho ética. Nem mesmo meus secretários tomaram conhecimento desse fato", disse.

Em outro ponto da coletiva, o prefeito comentou a decisão da Câmara Municipal, que por unanimidade aprovou as contas de Bartolomeu Quidute, mesmo com a recomendação do Tribunal para que estas fossem rejeitadas. "A decisão dos vereadores foi política, mas a questão agora é técnica e só a justiça poderá decidir quem tem razão", completou.

Questionado a respeito de quanto o ex-prefeito teria de devolver aos cofres públicos, com a dívida atualizada, Silvino confessou que não tinha tido a preocupação de saber os valores em real. Lembrou, no entanto, que em UFIR o débito totalizava 74.447 mil e mais um multa de 2.000 mil UFIRs.

Com relação ao recurso que poderá ser feito por Quidute, o procurador da prefeitura, advogado Clínio Reinaldo, que também participou da entrevista, declarou que "essa decisão fica a cargo do executado". Na entrevista ao Jornal da Sete, o ex-prefeito já anunciara sua intenção de recorrer contra a decisão da justiça.