Garanhuns, 13 de março de 2004
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POLÍTICA
 

Justiça condena Bartolomeu e processa Silvino

Tanto o ex-prefeito Bartolomeu Quidute quanto o seu sucessor, Silvino Andrade, este último no exercício do seu segundo mandato, estão no momento enfrentando problemas com a justiça. O primeiro foi condenado pelo juiz Breno Ribeiro, da Vara da Fazenda Pública, e teve parte dos seus bens penhorados. O magistrado atendeu a uma solicitação da procuradoria do município, através do advogado Clínio Reinaldo. Apesar de ter tido as suas contas, referentes a 1995, aprovadas pela Câmara, Bartolomeu é acusado por erros na edição do jornal O Monitor, falhas nos processos de licitação, na engenharia de alguns serviços e superfaturamento de obras. Terá de devolver ao município quase R$ 100 mil, caso a sentença seja mantida. Quanto a Silvino, responde a um processo por ter descumprido uma ordem judicial. O ato contra o prefeito foi publicado no Diário Oficial do Estado, no último dia 31 de janeiro de 2004.

Durante os últimos dias, estabeleceu-se um verdadeiro tiroteio verbal, na cidade, por conta das pendências jurídicas dos dois políticos. Semana passada, inesperadamente, jornalistas e radialistas de Garanhuns receberam cópias de um decisão da justiça condenando Bartolomeu. Divulgado o fato, o ex-prefeito concedeu uma entrevista no Jornal da Sete 2ª Edição, quando acusou Silvino de estar por trás da ação, tentando prejudicar sua candidatura à prefeitura, já que atualmente lidera todas as pesquisas de intenção de voto feitas no município. "O fato é político", disse Quidute, voltando a chamar seu sucessor de traidor pelo rompimento ocorrido entre os dois em 1996. Também criticou a administração municipal, que no seu entender só cuida dos bairros ricos, esquecendo a periferia.

Silvino Andrade partiu para o revide na última terça-feira, quando convocou a imprensa e deu uma entrevista coletiva, abordando a questão. Segundo o prefeito, a condenação contra o seu antecessor é meramente técnica e decorre de uma exigência do Tribunal de Contas do Estado e do Ministério Público. "Eu sempre fui ético e nunca falei mal dele, a questão atual não tem nada de pessoal nem de política. É meramente jurídica", afirmou Silvino, rechando o desejo de Bartolomeu de "se fazer de vítima". Já o prefeito de Garanhuns enfrenta um processo na justiça por ter despachado o vice-prefeito Márcio Quirino do seu gabinete, no início de 2003, logo depois de ter rompido com o mesmo. O ato foi anulado por determinação judicial.