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CORREIO CULTURAL
Carlos Janduy
Intelectuais mostram a importância
do Prof. Maurilo Matos
Faleceu no último dia 3, em Recife, acometido de enfarto,
o Prof. Maurilo Campos Matos. Seu sepultamento foi no Cemitério
da Várzea, na capital pernambucana.
Poeta, compositor, artista plástico, crítico literário,
odontólogo, ele era respeitado em todas as áreas que
atuava.
Eu tive a grata satisfação de conviver com o Prof.
Maurilo Matos, por quem eu sempre tive uma grande admiração,
nas reuniões do Grêmio Cultural Ruber van der Linden
e na Faculdade, como seu aluno.
À Sra. Maria Helena, sua esposa, Maurilinho, Cristina e
os demais filhos e parentes nossas condolências.
No intuito de prestar-lhe uma homenagem, aproveitamos o espaço
desta coluna para registrar depoimentos de algumas das inúmeras
pessoas que tiveram a oportunidade de conhecê-lo e desfrutar
de sua amizade.
Por um Poeta que se consuma - Depoimento
O poeta Maurilo Matos expirou, em Recife,
quando era a tarde da quarta feira, dia 3. É pranteado pela
família e pelos amigos. Não era, com efeito, muito
tarde assim. Ia fazer 77 anos de idade. Mas, para consolo, outro
poeta já disse que "O poeta nunca morre". E quando
se dá sua morte, é no esquecimento. Maurilo Matos,
que deixou a sua poesia granítica em muro do Espaço
Cultural Luís Jardim, não será esquecido aqui,
certamente. Pela poesia e pela amizade, esse homem de saber terá
sempre o seu nome entre os imortais da terra. Poeta compositor e
artista plástico, ele deixou obras que só honraram
os artistas de Garanhuns. Se publicadas como se espera, poderá
vir a ser conhecido o poeta em todo País. A estátua
do menino, na praça João Pessoa, foi restaurada por
ele.
Era da Academia de Letras de Garanhuns. Foi
seu presidente, bem como do Grêmio Cultural Ruber van der
Linden. Maurilo Matos, nascido em 1927, pôde acompanhar a
antiga e a nova gerações de intelectuais desta cidade.
E demonstrava esforços pela efetivação dos
novos. Identificava-se com todos, arrancando admiração
e respeito. Entre tantas coisas boas que fez, deixou trabalho eloqüente
sobre o Patrono da Cadeira 10, Ruber van der Linden, na Academia
de Letras de Garanhuns. A sua participação, com poesias,
nos jornais O Monitor e Jornal de Garanhuns (por último,
em O Século), se deram nas décadas de 50, 60 e 70.
À Academia de Letras de Garanhuns cabe
guardar a memória, tornando esse grande poeta mais conhecido.
À Garanhuns, a lembrança, as homenagens de reconhecimento,
para que não venha o poeta Maurilo Campos Matos realmente
morrer.
João Marques dos Santos
Presidente da Academia de Letras de Garanhuns
Prof. Maurilo Matos: um ícone
da educação
Com certeza, Garanhuns ficou muito triste
na quarta-feira (03/03/2004). Recebíamos a notícia
do falecimento do Prof. Maurilo Matos.
Falar do prof. Maurilo é lembrar do
homem dedicado às artes, do professor capaz e atencioso,
lembrar do músico excepcional e do amigo para todas as horas.
No Diocesano fez história, ensinou
a várias gerações, fazendo o mesmo com sapiência
em outros Colégios, como Santa Sofia, XV de Novembro e Estadual.
Por sinal, sua capacidade musical o inspirou para, com rara beleza,
compor os Hinos do Colégio Monsenhor Adelmar, Colégio
Estadual e Escola Elisa Coelho.
Falar do Prof. Maurilo é lembrar da Academia de Letras de
Garanhuns, da qual foi Presidente, das artes plásticas, da
arquitetura, da odontologia, do evangelizador, através do
MCC; enfim, do homem que sabia usar toda a habilidade que Deus lhe
deu em favor do próximo.
Ficam a saudade e a certeza de que Garanhuns perdeu um de seus grandes
nomes. O Colégio Diocesano, nesse momento de saudade, une-se
à família e aos amigos do Prof. Maurilio Matos, em
oração, pelo bem que ele fez a Garanhuns e à
causa da educação.
Prof. Albérico L. Fernandes Vilela
Diretor do Colégio Diocesano de Garanhuns
Dr. Maurilo Matos, Grande Professor
e Grande Amigo
Partiu para os braços do Pai o nobre
Professor, artista, músico, escultor, literato, odontólogo,
Dr. Maurilo Matos, deixando para todos que com ele conviveram, um
patrimônio cultural, um testemunho de vida íntegra,
cristã, repleta de sabedoria, que eterniza sua presença
nesta cidade e especialmente, no Colégio Monsenhor Adelmar,
antigo Ginásio do Arraial, que foi por ele contemplado com
muito carinho, amor e dedicação.
Prof. Maurilo, além de ser um Mestre
amigo do CMA, há muitos anos, eternizou-se na vida deste
Colégio, derramando um pouco de sua alma, criando a letra
e a música do seu Hino.
Dando vitalidade à poesia com uma melodia
que eleva a juventude para valores reais, a construir uma vida de
cristianismo e patriotismo, que os entusiasmam para vencer os percalços
do caminho de sua existência.
E assim passaram gerações, sendo
orvalhadas pelos acordes musicais, unidos num único ideal,
formando uma grande família que luta pela construção
de um mundo fraterno e justo.
Este Hino, já cantado por três
gerações, continuará elevando sentimentos nobres
e cristãos a todos os que ainda virão.
Querido Prof. Maurilo, você ficou imortalizado
em nosso Colégio; sua presença ficará viva
entre nós que o amamos e agradecemos pelo Patrimônio
que você deixou para todos que fazem o Colégio Monsenhor
Adelmar da Mota Valença, seu Ginásio do Arraial de
outrora.
Ir. Cândida Araújo Corrêa
(Colégio Monsenhor Adelmar)
Maurilo Matos: o Homem, o Professor,
o Amigo.
Para falar de Maurilo, que tão bem
conheci, tomo palavras da "Canção da América",
de Milton Nascimento e Fernando Brant: "...mas quem ficou,
no pensamento voou com seu canto que o outro lembrou, e quem voou,
no pensamento ficou uma lembrança que o outro cantou. Amigo
é coisa pra se guardar no lado esquerdo do peito..."
Do homem, um mensageiro de um plano chamado
"Plano de Deus...", inserido no meio ambiente como modificador
das estruturas.
Do professor, o saber que nada mais queria
a não ser que o outro fosse melhor. Transparente, leal e
justo, nos argumentos e interpelações. Na Faculdade
de Formação de Professores de Garanhuns - FFPG, o
exemplo, com seu companheirismo, metódico na fala, crítico
construtivo, deslumbrador de melhorias. Foi exemplo, foi profissional,
foi amigo.
Do amigo, homem relacionado com outro sem
nunca ter de minha parte ouvido falar que prejulgasse alguém.
Sincero, conselheiro e leal.
Assim foi o homem, o profissional, o amigo,
alma repleta que nunca passa, Maurilo Matos.
O Amigo Prof. Souza
Maurilo Matos: Grande Mestre
As grandes obras deixam lembranças
que gostamos de rememorar sempre. O Prof. Maurilo Matos foi um dos
que muito fizeram por Garanhuns. As suas poesias marcam o seu amor
por esta terra. Como professor, demonstrou competência de
grande Mestre. Entre os vários Hinos que compôs, está
o da Escola Profª Elisa Coelho, obra que proporciona mais uma
razão para sermos solidários com os seus familiares,
neste momento de passagem para a eternidade.
Prof. Luiz Ferreira
Diretor da Escola Profª Elisa Coelho
"Apaga a luz e faz de conta que estamos
bêbados"
O espetáculo Apaga a luz e faz de conta que estamos bêbados,
de Ronald Radde, montado pela Cênicas Companhia de Repertório,
foi apresentado nos dias 11 e 12 deste mês, no Teatro Luís
Souto Dourado (Centro Cultural Alfredo Leite Cavalcanti). A atriz
Lílian Ferreira fala sobre a peça e a Companhia:
"Em seu terceiro espetáculo, a Cênicas Companhia
de Repertório trás para os palcos, o resultado da
pesquisa baseada no teatro do opressor, que para outros estudiosos,
é teatro psicológico. O autor é Ronald Radde,
que assim como em Transe, montagem anterior, aborda em seus textos
uma narrativa densa e povoada por personagens que são conseqüências
diretas do próprio sistema.
Nesse espetáculo, há uma predominância de linguagens
contemporâneas, com marcações dinâmicas
de cena, anulando o naturalismo teatral, dando espaço à
naturalidade das personagens no seu cotidiano, cujos sentimentos
de inutilidade, problemas e aflições também
estão em todas as pessoas que passam pelas ruas e têm
suas vidas esmagadas pela rotina.
A Cênicas Companhia de Repertório, nasceu da iniciativa
de garanhuenses em montar um grupo de teatro na cidade. Seu maior
objetivo é utilizar novos conteúdos e experimentos
do fazer teatral, buscando a nudez psicossomática de sintomas
atuais, como por exemplo: stress. O conhecimento adquirido pelo
grupo é constantemente feito através de cursos, oficinas,
e trabalhos do próprio grupo. Com o passar do tempo, outros
conterrâneos e contemporâneos de outras cidades do estado
passaram a fazer parte desta companhia e hoje formam seu atual corpo
de 13 componentes.
Apaga a luz... é um turbilhão de fatores em que se
desenvolve a trama criada por Radde, para criticar e emocionar o
ser humano. A peça gira em torno de um homem e uma mulher,
suas frustrações, suas mentiras, seus medos e uma
noite qualquer, numa catarse de humanismo, buscando entre si a comunicabilidade,
o amor e o rompimento com a hipocrisia social. Ela, interpretada
por mim (Lílian Ferreira), a fuga da realidade, a falsa realização
pessoal, os traumas recentes, a cultura estabelecida de uma sociedade
que oprime e deixa oprimir todos os dias. Ele, interpretado pelo
ator e diretor Antônio Rodrigues, a autenticidade, o grito
preso na garganta a ponto de explodir, a necessidade de se fazer
escutar e de ser ele mesmo. Eles: a solidão.
Foi com grande prazer que a Companhia, montada em Garanhuns, reapresentou
Apaga a luz e faz de conta que estamos bêbados. A peça
participou da X Mostra de Artes Cênicas e em seguida fez apresentações
em Petrolina e temporada em Recife, em dezembro do ano passado,
no Teatro Joaquim Cardozo. Ainda neste semestre estaremos em Arcoverde,
Caruaru, como também participando, como segundo grupo a representar
a região Nordeste, da mostra FRINGE (Festival Nacional de
Teatro em Curitiba-PR), no início de abril de 2004."
Mais informações, ligar para 9917-2295 ou através
do e-mail encenalilian@hotmail.com.
Coral do Arraial
O Coral do Arraial estará completando no próximo
dia 22, 34 anos de existência. Amanhã, às 9
horas da manhã, na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo
Socorro, será celebrada uma Missa em Ação de
Graças por mais um aniversário do glorioso Coral.
Pe. Luiz Gonzaga Rodrigues Duarte, fundador e regente do Coral do
Arraial, que está atualmente na Congregação
Redentorista de Campina Grande, já se encontra em Garanhuns,
para comemorar, junto a todos componentes e a comunidade em geral,
mais um ano de belíssimos louvores a Deus. Segundo informações
de Oswaldo Rodrigues, durante a Celebração, o Coral
prestará uma homenagem ao Prof. Maurilo Matos.
Água... Nosso Petróleo?
(Artigo do Prof. Luciano Fontes)
Dos recentes conflitos bélicos no mundo, todos já
sabem qual é a causa principal: petróleo. Os senhores
da guerra, os bucaneiros anglo-americanos, e seus lacaios esforçam-se
para convencer aos menos informados e aos que rezam em sua cartilha
intervencionista e opressora, criando inúmeros motivos, ressaltando
sempre os de proteção à humanidade, contra
o flagelo terrorista do mundo islâmico.
Tudo que causa dano, logicamente causa terror; até aí,
tudo bem, ou pior, tudo mal. A maioria das pessoas sabe, mas esquece
que terror não é só jogar bombas ou praticar
atos suicidas, enrolando-se em explosivos, causando mortes de gente
inocente. É abominável, infinitamente condenável
e covarde. Porém, será que não está
claro, que existe uma modalidade de terror, satanicamente disfarçada,
que assola o mundo subdesenvolvido, com bombas de fome, de opressão,
de juros altíssimos, causadores de miséria e desintegração
social? Este tipo de terrorismo é difícil de ser percebido
e combatido. Difícil de ser percebido, porque quem está
na pior não regateia qualquer pseudo-ajuda, mesmo que depois
lhe tirem até as cuecas; e difícil de ser combatido,
porque o poderio bélico foi construído para esmagar
qualquer reação possível, em qualquer parte
do globo terrestre.
O petróleo atualmente é a bola da vez, uma vez que
o deles está acabando. Urge reposição: vão
buscar onde houver, custe o que custar.
Virá então outra bola da vez, e, não vai demorar
muito sua estada no pano verde, em nosso verde, a água. Dessa
vez, o teatro de operações, como dizem os estrategistas
militares, será onde? Adivinhem, caros compatriotas.
Alerta, rapaziada! "Água, fonte de vida". Devemos
preservá-la sob todos aspectos.
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