|
Veterinário indiciado pelo assassinato
do irmão e cunhada
Núbia Kênia
No último dia 17 a delegada do 2º Distrito policial
de Garanhuns, Débora Tenório, concluiu o inquérito
que apura o assassinato do casal o agropecuarista Clóvis
Alves Monteiro Filho, 33 anos, "Clovinho", e sua esposa,
Lúcia Helena Rezende Bezerra, 26, e indiciou criminalmente
o irmão de Clóvis, o veterinário Eurico Jorge
Branco Monteiro, 36. Além do indiciamento, a delegada solicitou
a Justiça a prisão preventiva do acusado, mas até
o fechamento dessa edição o Poder Judiciário
de Garanhuns ainda não tinha se pronunciado sobre o acatamento
ou não da prisão. O duplo homicídio ocorreu,
no último dia 13, em um edifício em construção,
onde o casal morava, localizado na rua David Jorge Rodrigues, em
Heliópolis, e chocou toda população de Garanhuns.
De acordo com a delegada, durante o transcorrer do inquérito
policial, além do acusado foram ouvidas 7 pessoas, entre
elas a empregada do casal que presenciou o crime. "Eurico confessou
a autoria do crime, e contou que tinha ido a casa do irmão
para acertar algumas coisas pendentes sobre a dissolução
de uma sociedade de uma cerâmica. No meio da conversa, entraram
em atrito, e o acusado efetuou os disparos que atingiram fatalmente
o casal", revelou Débora Tenório.
Segundo a titular da 2ª DP o acusado afirmou em seu depoimento
que tinha consciência do que fez e que estava arrependido
pelo crime. "Ele alegou ter atirado contra o irmão numa
atitude de defesa, porque durante o "bate-boca" Clóvis
teria partido para cima dele", revelou.
Sobre o fato de estar armado, Eurico disse que não premeditou
o crime, e que naquele dia estava armado porque toda sexta feira,
tinha o costume de andar armado, pois fazia o pagamento dos funcionários
de uma fazenda de sua propriedade. "Vai ficar a cargo da análise
do Juiz se houve ou não premeditação. Isto
só pode ser apurado no decorrer da instrução
criminal".
VERSÃO - Eurico chegou ao
apartamento do irmão, por volta da 7h40, e pegou uma escada
da obra, para chegar ao primeiro andar, onde havia um buraco nos
fundos do edifício. Assim, ele chegou até o segundo
andar e surpreendeu o irmão na sala do apartamento. Lá
eles iniciaram uma discussão, e Eurico disparou um tiro no
pescoço e outro na cabeça de Clóvis, que morreu
na hora. Já sua esposa, Lúcia Helena, foi atingida
no pescoço, boca e perna e chegou a ser levada para a Casa
de Saúde Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, mas não
resistiu.
O filho do casal de dois anos e a babá, que presenciou o
inicio da discussão e ouviu o primeiro disparo, em seguida
ela se refugiou com a criança no quarto. Depois dos tiros,
Eurico fugiu e só se apresentou a polícia civil de
Garanhuns no outro dia, onde prestou depoimento e em seguida foi
liberado.
|