Garanhuns, 28 de fevereiro de 2004
  Início
  Opinião
  Política
  Cidade
  Geral
  Cultura
  Sociedade
  Ed. Anteriores
  Expediente
 
GERAL
 

Veterinário indiciado pelo assassinato do irmão e cunhada

Núbia Kênia


No último dia 17 a delegada do 2º Distrito policial de Garanhuns, Débora Tenório, concluiu o inquérito que apura o assassinato do casal o agropecuarista Clóvis Alves Monteiro Filho, 33 anos, "Clovinho", e sua esposa, Lúcia Helena Rezende Bezerra, 26, e indiciou criminalmente o irmão de Clóvis, o veterinário Eurico Jorge Branco Monteiro, 36. Além do indiciamento, a delegada solicitou a Justiça a prisão preventiva do acusado, mas até o fechamento dessa edição o Poder Judiciário de Garanhuns ainda não tinha se pronunciado sobre o acatamento ou não da prisão. O duplo homicídio ocorreu, no último dia 13, em um edifício em construção, onde o casal morava, localizado na rua David Jorge Rodrigues, em Heliópolis, e chocou toda população de Garanhuns.

De acordo com a delegada, durante o transcorrer do inquérito policial, além do acusado foram ouvidas 7 pessoas, entre elas a empregada do casal que presenciou o crime. "Eurico confessou a autoria do crime, e contou que tinha ido a casa do irmão para acertar algumas coisas pendentes sobre a dissolução de uma sociedade de uma cerâmica. No meio da conversa, entraram em atrito, e o acusado efetuou os disparos que atingiram fatalmente o casal", revelou Débora Tenório.

Segundo a titular da 2ª DP o acusado afirmou em seu depoimento que tinha consciência do que fez e que estava arrependido pelo crime. "Ele alegou ter atirado contra o irmão numa atitude de defesa, porque durante o "bate-boca" Clóvis teria partido para cima dele", revelou.

Sobre o fato de estar armado, Eurico disse que não premeditou o crime, e que naquele dia estava armado porque toda sexta feira, tinha o costume de andar armado, pois fazia o pagamento dos funcionários de uma fazenda de sua propriedade. "Vai ficar a cargo da análise do Juiz se houve ou não premeditação. Isto só pode ser apurado no decorrer da instrução criminal".

VERSÃO - Eurico chegou ao apartamento do irmão, por volta da 7h40, e pegou uma escada da obra, para chegar ao primeiro andar, onde havia um buraco nos fundos do edifício. Assim, ele chegou até o segundo andar e surpreendeu o irmão na sala do apartamento. Lá eles iniciaram uma discussão, e Eurico disparou um tiro no pescoço e outro na cabeça de Clóvis, que morreu na hora. Já sua esposa, Lúcia Helena, foi atingida no pescoço, boca e perna e chegou a ser levada para a Casa de Saúde Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, mas não resistiu.

O filho do casal de dois anos e a babá, que presenciou o inicio da discussão e ouviu o primeiro disparo, em seguida ela se refugiou com a criança no quarto. Depois dos tiros, Eurico fugiu e só se apresentou a polícia civil de Garanhuns no outro dia, onde prestou depoimento e em seguida foi liberado.