Garanhuns, 07 de fevereiro de 2004
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CIDADE
 

Tudo é Garanhuns

Roberto Almeida


Vinte e cinco anos atrás Garanhuns comemorou o seu centenário. Estavam no comando do município Ivo Amaral e José Tinoco.

A prefeitura, na época, promoveu uma festa à altura do primeiro século de vida da cidade. Foram realizadas palestras, encontros de bandas, exposições e shows musicais com grandes nomes da música brasileira.

Aqui por Garanhuns, na festa dos 100 anos, passaram personalidades como o sociólogo Gilberto Freire, o poeta Mauro Mota, o professor José Brasileiro Vila Nova, o jornalista Costa Porto, o cantor e compositor Luiz Gonzaga e o então líder sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva, hoje presidente da República.

Quase todos já partiram deste para outro mundo, mas deixaram na terra das sete colinas sua marca, e a passagem pelo município está registrada nas páginas dos jornais, nas fotografias e nas lembranças dos que viveram aquele momento.

Garanhuns hoje completa 125 anos de existência como município independente. É uma grande data, que também está sendo comemorada nas ruas da cidade. De forma mais modesta, mas também estamos tendo shows e inaugurações.

A chuva, que nos surpreende desde o início do ano, certamente atrapalhará um pouco a festa, mas nada que nos impeça de cantar essa bela cidade.

Garanhuns, se não chegou ainda ao nível de desenvolvimento desejado pelos seus moradores, é no entanto uma cidade privilegiada pela natureza.

Cidade de um povo bonito, que se orgulha das suas escolas, do seu grande festival cultural, das suas manifestações artísticas, das praças e jardins bem cuidados, das sete colinas e das fontes de águas cristalinas.

Garanhuns que perdeu a estação de trem, fábricas, a banda de música Manoel Rabelo e filhos ilustres que partiram. Mas a Garanhuns que tem o Pau Pombo, o Euclides Dourado, a beleza da Rui Barbosa, que ganhou o Centro Cultural e um novo Centro Administrativo, o relógio de flores e a vistosa entrada da cidade.

Suíça Pernambucana. Charmosa, com seu ar um tanto europeu, de um centro bonito e bem cuidado e que cresce desordenadamente na periferia, quase sempre relegada a segundo plano.

Massaranduba, Parque Fênix, Conjunto Francisco Fiqueira, Rosa Mística, Castainho, Timbó, Estrela, Mochila, Bela Vista, Mundaú, Magano, Brasília, São José, Indiano, Lacerdópolis, Vila do Quartel, São Pedro, Iratama, Miracica, Várzea, Manoel Chéu, Aloísio Pinto, Boa Vista, Santo Antônio...

Tudo isso é Garanhuns.

Ganhamos, na festa dos 125 anos um Centro de Controle Ambiental, uma Escola de Música, um novo educandário para a Boa Vista e um espaço de informações turísticas.

Não importa quem os trouxe, são bem vindas essas iniciativas e queremos muito mais. Faculdades, que possam somar-se às já existentes FFPG e FAGA, indústrias, empregos, oportunidades para a gente que habita essa Garanhuns mais do que centenária.

Garanhuns de Luís Jardim, de Luzinete Laporte, de Dominguinhos, de Padre Adelmar, de Humberto de Moraes, de Cristina Tavares, de José Cardoso, de Francisco Figueira, de Souto Dourado, de José Tinoco, de Ivo Amaral, de Aloísio Pinto, de Amilcar Valença, de José Inácio Rodrigues, de Celso Galvão, de Bartolomeu Quidute, de Silvino Andrade.

Garanhuns dos que a cantaram, dos que a governaram, de Josés e Marias, de muitos Antônios, Cláudias, Carlos, Marcelos, Paulos, Ritas, Cristinas, Silvias, Joanas, Teresas, Sandras, Mônicas, Simones, Tevanos, Ferreiras, Mários e Simoas.

Tudo é Garanhuns e eu poderia aqui passar a manhã a falar de ruas, becos, lugares, gentes, cinemas que fecharam, livros que foram escritos, rádios que surgiram, avanços conquistados. Mas o importante mesmo, meu caro ouvinte, é ter o sentimento de uma cidade, é vivê-la, é torcer por ela, é lutar pelo seu desenvolvimento, é fazer uma grande corrente para que as coisas aconteçam.

125 anos. Parabéns Garanhuns.


Crônica lida pelo jornalista Roberto Almeida no Jornal Marano, no dia do aniversário da cidade.