Garanhuns, 13 de dezembro de 2003
  Início
  Opinião
  Política
  Cidade
  Geral
  Cultura
  Sociedade
  Ed. Anteriores
  Expediente
 
OPINIÃO
 

A jornada do professor Jailton

Rafael Brasil


No mês passado, mais precisamente no dia sete, terminou a jornada de história, idealizada pelo excelente professor Jaílton, e amplamente apoiada, tanto pelo departamento de história e geografia, gerenciado pelo professor Carlos Guedes, tanto pela direção da Faculdade de Formação de Professores da UPE, na pessoa do diretor Petrúcio e do adjunto Pedro Falcão.

Como também sou professor de lá, com muito orgulho, diga-se de passagem, quando soube da idéia, achei tudo uma besteira. Que, enfim, a tal jornada iria mesmo atrapalhar as matérias no final do período. Claro, fiquei calado, pois manda a ética profissional agir assim. Mais uma vez queimei a língua, e, felizmente, diga-se de passagem. A jornada foi excelente, com a mais ampla participação dos alunos, e, claro, dos professores, Geuda, Márcio Rosselini, Josualdo, com a assistência sempre da presença marcante das professoras Betânia, Geneverônica e Genealda, sem esquecer da presença marcante do professor Luciano, tendo como os principais orquestrados, claro, o grande Jaílton, e o competente e sempre sereno gerente do Departamento, professor Carlos Guedes. Foi uma semana diferente, calorosa, numa quase perfeita interação dos, digamos, corações e mentes. Mas claro, o principal mesmo, foi a participação das turmas. Com grande entusiasmo, e superando vários obstáculos, todas se saíram muito bem, dado a diversidade dos temas, refletindo, claro, a riqueza da história.

Comandados por Paula, irmã do roqueiro de Bom Conselho, Jordalino, o segundo período trabalhou a temática da pré-história. Não propriamente a pré-história apenas, mas iniciando no processo de formação do universo e da vida, segundo a teoria da evolução. Da evolução da vida, até nós seres humanos, os quais, dotados de condições fisiológicas especiais, somos os herdeiros de grupos de primatas que, para se adaptarem às condições físicas e ecológicas especiais, desenvolveram o andar ereto, liberando as mãos da tarefa de locomoção. E as mãos, aliadas ao vertiginoso crescimento do cérebro e da sofisticação da vida social, fez os homens construírem coisas, num processo contínuo, com algumas pedras no meio do caminho, claro, ninguém é de ferro. Mas a apresentação foi entusiasmante, contagiando o público presente.
O segundo grupo foi do quarto período. Orientados pelo professor Márcio Rosselini, e com a supervisão técnica de Jordalino, o roqueiro e técnico em computação gráfica de Bom Conselho, a temática desta vez foi a liberdade, nas suas mais diversas manifestações. A temática da liberdade nos mais diversos períodos históricos, que, convenhamos, reflete a história da falta de liberdade. As contradições do mundo ontem e hoje, e as perspectivas futuras da democracia e da liberdade humana. Com a apresentação competente e simpática dos alunos Ivo e Raquel, e uma efetiva participação de todos, foi um momento verdadeiramente singular.

A seguir, veio a turma do sexto período, comandados pelo competente (bota competência nisso) Julierme, uma das grandes revelações dos palcos garanhuenses, com a temática da Idade Média. A participação dos alunos foi excelente, com destaque para todos, que empolgaram a platéia, quando foram, ao final aplaudidos de pé. Uma noite inesquecível, em que todos desejaram ser pegos literalmente, pela peste negra. Ainda mais que a encenação foi cômica, o que convenhamos, é mais difícil. Seria interessante formar um núcleo teatral na faculdade. O que vocês acham? Com a palavra, Petrúcio, Pedro e Guedes.

Para finalizar veio o oitavo período, enfocando a cultura negra no Brasil. Comandados pela professora Giseuda, foram apresentados textos sobre o tema, com a locução da simpaticíssima Cecília, acompanhados por Eudes e Cleber. Sem esquecermos a participação de Pedro Henrique e Hélder Herik, com seus poemas pós-modernistas, e da turma da capoeira, comandados pelos irmãos gêmeos, Marcos Igor e Marcos Diego. Além é claro, da participação especial da Turma do Castainho, que entusiasmou a platéia.

Certamente, a idéia de Jaílton vai pegar, como convém às boas idéias. Todos estão de parabéns, e mais uma vez agradeço ao meu amigo e excelente profissional Jaílton, que fez o sonho tornar-se realidade. Tiro prazeirozamente o chapéu para ele, e fico muito feliz por ter queimado a língua. Muito obrigado companheiro Jaílton. Muito obrigado por todos que fazem a Faculdade de Formação de Professores de Garanhuns.