Garanhuns, 13 de dezembro de 2003
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Rocir Santiago na FM Monte Sinai

Depois de 14 anos liderando a audiência na Rádio FM 7 Colinas o radialista Rocir Santiago muda de prefixo e, desde o último dia oito deste mês, comanda um programa que leva o seu nome na Rádio Comunitária FM Monte Sinai (87,6), aqui em Garanhuns. Profissional de comunicação há 27 anos, sob o registro 047 de Produtor Executivo, seu trabalho foi sempre exercido na área de jornalismo em rádios e televisões, com serviços prestados à imprensa escrita tais como aos jornais do Commercio, Diario de Pernambuco, O Monitor e Correio Sete Colinas.

Extremamente eclético, Rocir é torneiro mecânico, artesão, ator de teatro (foi campeão nacional de teatro amador por Caruaru, com a peça "O Sol feriu a Terra e chaga se alastrou" do dramaturgo Vital Santos), autor de poemas e canções publicadas, participou de festivais nacionais de músicas, tem curso de destilação alcoólica para combustível, foi diretor de jornalismo de quatro emissoras de rádio, assessor de imprensa da Prefeitura de Garanhuns, diretor de produção de emissora de televisão, gerente interino da Rádio Jornal de Garanhuns e escritor de uma novela para TV Educativa sobre a invasão holandesa no Brasil em 1622. Seu último trabalho na FM 7 Colinas (teve uma passagem de cerca de sete meses na Rádio Marano), era fundamentado no entretenimento com as coisas do Nordeste: causos, poemas, contos, piadas, cultura, música e, como não poderia deixar de ser, jornalismo destemido e incisivo, às vezes polêmico.

Foi justamente na Sete Colinas nesta , onde o profissional revelou mais uma de suas qualidades que foi a criação de personagem, com sua própria voz, que ainda são inesquecíveis aos milhares de seus ouvintes, tais como o Pato Quaquá, o Véi Potó, o Tranca rua e o que considera mais famoso, o Zé Rolinha. Anteriormente com uma hora de programa pela manhã e outra à tarde, onde o mais famoso foi o sugestivo Balcão de Bodega, sugerido - faz questão de frisar - por uma de suas colegas de trabalho, a discotecária da 7, Luciana Vasconcelos.

Perguntado sobre os motivos da saída da emissora de Ivo Amaral para a atual, Rocir, faz questão de dizer que se tratou de uma decisão de fórum íntimo, sem qualquer lesão no relacionamento com colegas de trabalho, nem com a gerência e proprietários da 7, a quem só faz elogios. Sua vontade era de trabalhar no Recife, chegou a receber um convite, mas esse desejo foi frustrado por circunstâncias alheias à sua vontade. Assim, resolveu por em prática um outro desafio: apresentar um programa de rádio de maior duração, em horário nobre, com finalidades que acredita darão certo como todos os seus empreendimentos anteriores na comunicação: informar, formar, entreter e manter viva a cultura brasileira com especialidade à nordestina e a religião. Seu novo programa começa às 9 da manhã e vai até o meio dia.

"Não sou garanhuense de título, afirma, mas mesmo tendo nascido em Barreiros-PE., de onde saí com um ano, morei alguns anos no estado do Rio de Janeiro e em São Paulo, tive, de maneira mais forte, minha infância no município de Quipapá", disse Rocir.

O radialista garante que deve sua escolaridade, profissão, o exercício de cidadania e de religiosidade a terra da sete colinas. "Além da minha família de um casal de filhos - Amanda Eunice e Rocir Marcos - e minhas amizades mais afetivas", arremata Rocir Santiago.