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CORREIO CULTURAL
Carlos Janduy
Lallo Gonzaga
Lallo Gonzaga, natural de Fortaleza-CE, é músico
e compositor; mora em Garanhuns há dois anos. Suas composições
passeiam pela MPB tradicional e pelo pop. Tal miscelânea será
acompanhada, na apresentação ao vivo, por algumas
composições resgatadas dos trabalhos de artistas do
porte de Alceu Valença, Zé Ramalho, Antônio
Carlos Belchior, Oswaldo Montenegro, Milton Nascimento, Djavan e
Raul Seixas, combinando com trabalhos de composições
mais recentes, como de Arnaldo Antunes, Samuel Rosa, Nando Reis,
Humberto Gessinger, Paulinho Moska e Zélia Duncan.
O fio condutor do repertório escolhido por Lallo, constitui
de uma valorização do conteúdo das letras,
buscando-se a montagem de uma seqüência na qual cada
música se relaciona com as demais, seja na temática,
seja na influência que as mesmas trouxeram ao trabalho do
compositor.
Neste momento, o artista trabalha no projeto cultural Descartesiando
o desafio da emoção sobre a razão, já
aprovado pelo Ministério da Cultura, sob os auspícios
da Lei Rouanet, para gravação de álbum conceitual
com 16 composições próprias, o qual se encontra
em fase de remodelação, para reapresentação
àquele Ministério, visando a captação
de recursos no próximo ano.
Lallo Gonzaga participou, do II Festival de Música de Caruaru,
em 2002, tendo classificado a música Choro Otimista, para
a final daquele evento. A apresentação, incluída
na programação do Natal dos Sonhos, por outro lado,
se constitui de um marco na sua carreira iniciante, diante da importância
da cidade de Garanhuns (e de seus amigos) em todo esse processo
de criação e mudança pessoal.
O show de Lallo Gonzaga será no próximo dia 16 (terça-feira),
às 17 horas, no palco instalado no Largo Colunata, na Av.
Santo Antônio, centro de Garanhuns.
Trilhos Urbanos
Quem vai estar também na programação do Natal
dos Sonhos é o grupo Trilhos Urbanos, formado por Valdir
Marino, Júlio César e Lucas. Predomina no repertório
do trio o blues raiz. Para esta apresentação, o grupo
contará com duas participações especiais: Seninha
(bateria) e Efrain (baixista). Eu já tive a oportunidade
de ouví-los e a rapaziada é muito boa; sabe o que
quer e é consciente do que faz. O show será no dia
17 (quarta-feira próxima), às 17 horas, na Av. Santo
Antônio. Vale à pena prestigiar essa apresentação.
Eu vou. E você?
"O Messias Nordestino"
O Grupo Diocesano de Artes, do Colégio Diocesano de Garanhuns,
apresentará no próximo dia 19, às 17 horas,
no Largo Colunata, na Av. Santo Antônio, o espetáculo
regional O Messias Nordestino.
A peça é um Auto de Natal, tendo como cenário,
imagens do sertão nordestino. A seca é a grande vilã
da história e a esperança dos sertanejos de afugentá-la
é ratificada e fortalecida com o nascimento do Messias. A
poesia e a música adornam cada cena, valorizando, assim,
a rica arte popular.
A direção é da premiada Sandra Albino e o
elenco, basicamente é o mesmo que atuou no espetáculo
Folia dos Três Bois, grande sucesso da troupe este ano.
Imperdível
No próximo dia 19, às 21 horas, no Teatro Luís
Souto Dourado (Centro Cultural), Maurilinho Matos, Cláudia
Costa e Jailson Vilela apresentam Tríade, cadê o trem?!
Para quem curte a boa música, taí uma excelente oportunidade
de se deleitar com o show desse trio, que é, indubitavelmente,
de primeira linha.
Chegança
Imperdível também é a Chegança, que
acontecerá no dia 20 de dezembro (sábado), a partir
das 19 horas, na Rua Pe. Pedro Pacífico, em frente a Bodega
de Massilon, próximo a Academia de Carlos Tevano. O evento,
que tem à frente da organização Massilon Falcão,
conta com o apoio de vários artistas da cidade e região
e a Prefeitura de Garanhuns.
Chegança, que tem nesta edição o "tema"
Não temos o saco de Papai Noel, é sempre uma festa
em que a cultura popular está presente, sendo realmente valorizada
pelo público fiel que sempre comparece.
"Quadro de Natal"
É Natal
E eu queria pintar
No coração da minha gente
Um quadro diferente
Com as cores da justiça,
Os traços da paz,
O brilho da simplicidade.
Um quadro sempre sonhado
E nunca pintado.
Queria um quadro vivo,
Transparente como a poesia,
Livre das molduras do medo
E longe das paredes da dor.
Um quadro, onde pessoas
Pudessem expor
No olhar,
Guardar no sorriso,
Dependurar na alma.
Que não pudesse ser vendido
Nem comprado.
Um quadro para ser vivido
Na vida da minha gente.
Edson Francisco
Santa Maria do Cambucá-PE
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