Garanhuns, 13 de dezembro de 2003
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COLUNAS
 

CORREIO CULTURAL

Carlos Janduy


Lallo Gonzaga

Lallo Gonzaga, natural de Fortaleza-CE, é músico e compositor; mora em Garanhuns há dois anos. Suas composições passeiam pela MPB tradicional e pelo pop. Tal miscelânea será acompanhada, na apresentação ao vivo, por algumas composições resgatadas dos trabalhos de artistas do porte de Alceu Valença, Zé Ramalho, Antônio Carlos Belchior, Oswaldo Montenegro, Milton Nascimento, Djavan e Raul Seixas, combinando com trabalhos de composições mais recentes, como de Arnaldo Antunes, Samuel Rosa, Nando Reis, Humberto Gessinger, Paulinho Moska e Zélia Duncan.

O fio condutor do repertório escolhido por Lallo, constitui de uma valorização do conteúdo das letras, buscando-se a montagem de uma seqüência na qual cada música se relaciona com as demais, seja na temática, seja na influência que as mesmas trouxeram ao trabalho do compositor.

Neste momento, o artista trabalha no projeto cultural Descartesiando o desafio da emoção sobre a razão, já aprovado pelo Ministério da Cultura, sob os auspícios da Lei Rouanet, para gravação de álbum conceitual com 16 composições próprias, o qual se encontra em fase de remodelação, para reapresentação àquele Ministério, visando a captação de recursos no próximo ano.

Lallo Gonzaga participou, do II Festival de Música de Caruaru, em 2002, tendo classificado a música Choro Otimista, para a final daquele evento. A apresentação, incluída na programação do Natal dos Sonhos, por outro lado, se constitui de um marco na sua carreira iniciante, diante da importância da cidade de Garanhuns (e de seus amigos) em todo esse processo de criação e mudança pessoal.

O show de Lallo Gonzaga será no próximo dia 16 (terça-feira), às 17 horas, no palco instalado no Largo Colunata, na Av. Santo Antônio, centro de Garanhuns.


Trilhos Urbanos

Quem vai estar também na programação do Natal dos Sonhos é o grupo Trilhos Urbanos, formado por Valdir Marino, Júlio César e Lucas. Predomina no repertório do trio o blues raiz. Para esta apresentação, o grupo contará com duas participações especiais: Seninha (bateria) e Efrain (baixista). Eu já tive a oportunidade de ouví-los e a rapaziada é muito boa; sabe o que quer e é consciente do que faz. O show será no dia 17 (quarta-feira próxima), às 17 horas, na Av. Santo Antônio. Vale à pena prestigiar essa apresentação. Eu vou. E você?


"O Messias Nordestino"

O Grupo Diocesano de Artes, do Colégio Diocesano de Garanhuns, apresentará no próximo dia 19, às 17 horas, no Largo Colunata, na Av. Santo Antônio, o espetáculo regional O Messias Nordestino.

A peça é um Auto de Natal, tendo como cenário, imagens do sertão nordestino. A seca é a grande vilã da história e a esperança dos sertanejos de afugentá-la é ratificada e fortalecida com o nascimento do Messias. A poesia e a música adornam cada cena, valorizando, assim, a rica arte popular.

A direção é da premiada Sandra Albino e o elenco, basicamente é o mesmo que atuou no espetáculo Folia dos Três Bois, grande sucesso da troupe este ano.


Imperdível

No próximo dia 19, às 21 horas, no Teatro Luís Souto Dourado (Centro Cultural), Maurilinho Matos, Cláudia Costa e Jailson Vilela apresentam Tríade, cadê o trem?!

Para quem curte a boa música, taí uma excelente oportunidade de se deleitar com o show desse trio, que é, indubitavelmente, de primeira linha.


Chegança

Imperdível também é a Chegança, que acontecerá no dia 20 de dezembro (sábado), a partir das 19 horas, na Rua Pe. Pedro Pacífico, em frente a Bodega de Massilon, próximo a Academia de Carlos Tevano. O evento, que tem à frente da organização Massilon Falcão, conta com o apoio de vários artistas da cidade e região e a Prefeitura de Garanhuns.

Chegança, que tem nesta edição o "tema" Não temos o saco de Papai Noel, é sempre uma festa em que a cultura popular está presente, sendo realmente valorizada pelo público fiel que sempre comparece.


"Quadro de Natal"

É Natal
E eu queria pintar
No coração da minha gente
Um quadro diferente
Com as cores da justiça,
Os traços da paz,
O brilho da simplicidade.
Um quadro sempre sonhado
E nunca pintado.
Queria um quadro vivo,
Transparente como a poesia,
Livre das molduras do medo
E longe das paredes da dor.
Um quadro, onde pessoas
Pudessem expor
No olhar,
Guardar no sorriso,
Dependurar na alma.
Que não pudesse ser vendido
Nem comprado.
Um quadro para ser vivido
Na vida da minha gente.

Edson Francisco
Santa Maria do Cambucá-PE