Garanhuns, 08 de novembro de 2003
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Mutirão combate pobreza no Agreste

Para combater a pobreza nos onze municípios de Pernambuco com os menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), o Governo do Estado propõe um mutirão, com a participação das prefeituras e entidades da sociedade civil. Essa proposta está sendo debatida desde ontem, em Ibimirim, no Sertão do Moxotó, onde o vice-governador José Mendonça Filho abriu a nova fase do Programa Governo nos Municípios. O tema deste encontro é inteiramente voltado para o desenvolvimento local com ênfase na inclusão social.

A reunião foi aberta no auditório do Banco do Brasil, com cerca de 200 participantes, entre os quais prefeitos, secretários, agentes financeiros (Caixa Econômica, Banco do Nordeste e Banco do Brasil), e representantes de entidades de Ibimirim, Inajá e Manarí, os três municípios mais pobres do Sertão do Moxotó. Hoje e amanhã, serão realizados os encontros do Agreste Meridional, nas cidades de Caetés e Iati. A instalação do programa, em Ibimirim, contou com a participação dos secretários José Arlindo Soares (Planejamento), Lúcia Pontes (Gabinete Civil), Guilherme Robalinho (Saúde); dos secretários executivos de Desenvolvimento Urbano, Fernando Guilherme, e Produção Rural e Reforma Agrária, Márcio Wortz; do diretor regional do Dnocs, Valdemar Borges, e do pró-reitor da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Marco Antonio de Andrade.

O vice-governador Mendonça Filho disse que entre os problemas mais urgentes do Moxotó está a questão do abastecimento d'água, que atinge principalmente Manari. Para ele, as obras de recursos hídricos que forem realizadas no Moxotó, são importantes para recuperar a economia no centro geográfico do Estado. Uma das principais medidas para a regularização da situação é a revitalização do perímetro irrigado de Ibimirim, que inclui o açude de Poço da Cruz.

Segundo o secretário José Arlindo, diferentemente das etapas anteriores do Programa Governo nos Municípios, quando foram elaborados planos de desenvolvimento regional em que a infra-estrutura teve um papel decisivo para o desenvolvimento econômico do Estado, a nova sistemática de trabalho será voltada para o desenvolvimento local com inclusão social. Em oficinas de trabalho, que terão um mês de duração, vão ser elaborados ou revalidados planos locais de desenvolvimento e as obras que forem definidas serão iniciadas no próximo ano.