Garanhuns, 08 de novembro de 2003
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CULTURA
 

Concurso do Simoa Gomes faz sucesso

O concurso literário do Colégio Simoa Gomes (Cohab II), realizado no último dia 25 de outubro, fez sucesso entre professores, estudantes e intelectuais da cidade. Dezenas de jovens participaram do evento, concorrendo com textos em prosa e poesia. Os organizadores do concurso, à frente a diretora da escola, professora Helenita, a vice-diretora, Ângela Maria e o professor Pedro Maciel, se mostraram entusiasmados e já se preocupam com a Segunda edição da Feira da Cultura e do Concurso Literário, no próximo ano.

Abaixo, como foi prometido pela direção do jornal, publicamos os trabalhos classificados em primeiro lugar no concurso do Colégio Simoa Gomes.


Paulo e Manuela

Na pequena Garanhuns, terra bem servida pelas chuvas, localizada entre sete colinas, havia uma linda fazenda, rodeada de lavouras diversas; e, mais para dentro ainda, pastagens cobriam o alto, era pra onde se levava o gado.

O proprietário da fazenda, Pedro Teodoro, considerado um homem muito rico, apesar de já estar aposentado comandava uma frota de vans. Esses veículos faziam o percurso Garanhuns-Arcoverde, todos os dias, levando passageiros.

No inverno, o céu ficava cinzento. Chovia continuamente e, nas noites chuvosas, a terra reservada à lavoura ficava bastante encharcada. Aves de espécies, então, migravam, faziam vôos razantes naquela vegetação cercada por água. Nas colinas, os animais arrepiavam o pelo, devido ao frio.

Paulo, neto de Teodoro, não apreciava muito o inverno, com suas chuvas que pareciam nunca ter fim.

(Texto de Paula e Manuela, de João Paulo da Silva)


O Mar e a Lua

Um dia, olhando
O céu estrelado,
Foi como um passe
De mágica que eu
Vi uma linda figura
A pairar no céu.

Eu que vivia numa profunda solidão
Vi a mais maravilhosa fêmea branca
Iluminada com um clarão de beleza.

Fiquei apaixonado por ela
Que estava ali parada a me olhar
E num simples trocar de olhar
Nos deixamos tocar.

Foi aí que me entreguei
Àquele momento de total fascinação
Deixei que ela me possuíse de tal forma
Que me fizesse esquecer
A minha profunda solidão.

Deixei que ela entrasse em meu corpo
Como uma droga que vai viciando aos poucos
Que me fizesse ficar dependente de sua pele clara e macia.
Deixei que me habitasse
Como os peixes habitam o mar
Já descobriu quem somos?
Nós somos o mar e a lua
Apesar da distância entre nós
Nada é impossível quando se ama.

(Ronaldo José da Silva, 8ª série C, terceiro colocado)


Apelo

Eu faço um apelo
Mas um apelo de amor
Meu coração foi roubado
Iludido por uma flor.

A mais bela das flores
Do jardim do amor
Com o seu cheiro de pureza
E como seu toque de amor.


Uma estrela

Uma estrela eu vi no céu
Numa noite enluarada
Brilhando para os olhos meus
Incendiando toda a minha alma.

Uma estrela tão brilhante
Como um raio incandescente
Iluminando o meu amor
Iluminando a minha mente.


Pensando em você

Andando na rua
Só penso em você
Paro e penso
Eu quero te ver.

Então eu te vejo
Parece uma flor
Vem me dar um beijo
Eu te quero meu amor.

(Cleyton Matias de Lima, 5ª série B, 2º colocado)


Como amar

Não sei como vivi.
Nem sei como viverei.
Ensina-me a te amar.
Ver o tempo passar.
E nele não me perder.

Mostra-me coisas belas da vida.
E como aproveitar.
Se resta ainda uma saída
Não quero mas desperdiçar.
Ver como seria.
Se contigo aprenderia.
Como por isso passar.

Ensina-me como te entender.
Eu te ensinarei como viver.
A cada minuto se ver.
Que é tempo de amar.
E não tempo de sofrer.

(Adeilma Couto da Silva - 1ª colocada no concurso de poesia)