Garanhuns, 25 de outubro de 2003
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ESPECIAL
 

IPA vai produzir alimentos para o programa Fome Zero

O diretor de Pesquisa da Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária (IPA), Antônio Félix, participou em Brasília de reunião com a coordenação do Programa Fome Zero. O encontro, na sede da Embrapa, serviu para definir o montante de recursos que o Governo Federal vai liberar para Pernambuco.

No total, será liberado R$ 1,01 milhão, sendo que a primeira parcela, no valor de R$ 456 mil (45%), será liberada até o final deste mês. A segunda parte chegará ao Estado em fevereiro de 2004.
Produção - O dinheiro será destinado à produção de sementes, inoculantes, criação de alevinos e inseminação artificial de caprinos e ovinos, conforme projeto elaborado pelo IPA com o objetivo de contribuir para o Fome Zero. O projeto será desenvolvido na Estação Experimental de Sertânia.

Ações - O Recife sedia, até amanhã, a 1ª Reunião de Trabalho do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea). No evento, realizado no Recife Praia Hotel, em Boa Viagem, estão sendo discutidas as condições necessárias para a instalação dos Conselhos Municipais de Segurança Alimentar e uma metodologia participativa que valorize as diferentes experiências de cada localidade.

Os representantes dos 57 municípios da Mata Sul de Pernambuco que foram incluídos, recentemente, no Programa Fome Zero discutem os conceitos sobre fome, segurança alimentar e direitos humanos. Esses critérios vão auxiliá-los na sensibilização e mobilização dos setores organizados de seus municípios, visando a implantação efetiva dos Comitês Gestores Locais. Estes comitês consistem em assembléias setoriais, com representantes das diversas esferas sociais (produtores agrícolas, comerciantes, Igreja, Justiça e sindicatos), que devem ficar responsáveis pelo gerenciamento do Cartão Alimentação em seus municípios.

O capacitador do Ministério Extraordinário da Segurança Alimentar e Nutricional (MESA), Sebastião de Deus Pereira, explica que cada um dos participantes (sempre dois por cidade, um da prefeitura e outro da sociedade civil), deve se tornar ao fim do encontro um multiplicador de informação, fomentando a inclusão social nas localidades mais carentes do Estado. Já às prefeituras, caberão ações como a criação dos Conselhos Municipais de Segurança Alimentar, a implementação de um Programa Municipal de Segurança Alimentar e, ainda, a garantia da infra-estrutura necessária à realização das atividades do Comitê Gestor Local. E aos comitês caberá a inscrição, seleção, inclusão e exclusão de famílias beneficiárias do Cartão Alimentação.