Garanhuns, 11 de outubro de 2003
  Início
  Opinião
  Política
  Cidade
  Geral
  Especial
  Cultura
  Sociedade
  Ed. Anteriores
  Expediente
 
COLUNAS
 

CORREIO CULTURAL

Carlos Janduy


XIV Missa dos Vaqueiros Heleno Gino e Ivone Leão

Nos dias 13 e 14 de setembro foi realizada no Parque de Exposição de Animais de Garanhuns, a XIV Missa dos Vaqueiros Heleno Gino e Ivone Leão.

A sociedade em geral e mais de mil vaqueiros de vários estados do Nordeste prestigiaram o grande evento, que este ano contou com a organização de 22 pessoas, tendo à frente o professor e vereador Josmar Brandão (Mazinho).

"Há seis anos eu vinha participando da Missa como colaborador e este ano resolvi contribuir com o evento de forma mais efetiva, fazendo parte da comissão organizadora", comenta o Prof. Mazinho.

O vereador acrescenta ainda que não é nada fácil realizar um evento desse porte, mas que valeu à pena a experiência e, principalmente, o resultado positivo do evento, que é, sem dúvida, muito importante para a Suíça Pernambucana.

Além da celebração Eucarística, ponto primordial do acontecimento, foram realizados shows musicais no local, como também um grande desfile pelas principais ruas e avenidas da cidade.

Segundo comentários de pessoas que acompanham a Missa dos Vaqueiros há muito tempo, o evento deste ano alcançou um sucesso bem maior do que os anteriores.


Mário Rodrigues lança "A Madrugada dos Anjos"

No dia 30 de setembro aconteceu, no Salão de Eventos do SESC, o lançamento do livro A Madrugada dos Anjos, de Mário Rodrigues do Nascimento. A solenidade, que teve como mestre de cerimônia o contista Nivaldo Tenório, contou com um grande público, que lá esteve para prestigiar o jovem escritor garanhuense. Na ocasião, se pronunciaram Graça Barros, representando a Gerente do SESC, Graça Carneiro; o poeta e compositor João Marques dos Santos, que passou às mãos de Mário Rodrigues o diploma de sócio efetivo da Academia de Letras de Garanhuns; o poeta Helder Herick, que fez uma homenagem ao escritor; e o Dr. Osman Holanda, que na oportunidade falou sobre Mário Rodrigues e a Editora O Monitor, projeto cultural idealizado por ele, há muitos anos.

Veja a seguir, o pronunciamento feito pelo Dr. Osmam Holanda na solenidade de lançamento do livro "A Madrugada dos Anjos":

"Hoje é grande o meu contentamento. Contemplo, pois a minha própria alegria, mesmo porque, no instante desta hora, parafraseando o mestre Rui Barbosa, digo que as emoções mais íntimas se atropelam dentro de mim. O sonho acalentado há anos, neste momento, tornar-se realidade com o lançamento do livro A Madrugada dos Anjos, do ilustrado escritor garanhuense Mário Rodrigues do Nascimento.

Como todos já sabem e a história registra, com o resgate do jornal O Monitor, em 15 de junho de 2001, início de sua 3ª fase, cogitei em instalar à rua Capitão Pedro Rodrigues, no bairro São José, no Quilombo, uma das belas colinas de Garanhuns, uma gráfica e editora e, realmente, foi o que aconteceu, com o registro, no cartório competente, do jornal, da gráfica e da editora, cujo complexo passou a ser denominado de O Monitor Jornal, Editora e Gráfica.

O projeto da Editora era, há muitos anos, por mim idealizado. E a idéia concretizou-se pelo fato de conhecer poetas e escritores desta "enevoada pérola fugidia", no dizer do acadêmico Marcílio Reinaux, sem o mínimo de condição financeira para a publicação de seus escritos. E quando os queriam publicar recorriam, eles, aos poderes públicos que, raramente, os atendiam.

A Editora O Monitor é, também, um projeto cultural que traz à tona uma plêiade, em plena efervescência, de poetas e escritores garanhuenses e do Agreste Meridional, que publicam em jornais, ou os têm inéditos, poesias, artigos, crônicas, contos e romances que atraem pelo estilo ímpar. Dentre esses escritores de escol, destacam-se os poetas Paulo Gervais, Carlos Janduy; o escritor e também poeta João Marques, presidente da Academia de Letras e compositor do hino de Garanhuns; os contistas Nivaldo Tenório, Roberto Almeida e Roberto Cardoso; o noviço nas letras, mas surpreendente na poesia e na prosa Helder Herick; e o romancista policial Mário Rodrigues do Nascimento, que ora lança o livro A Madrugada dos Anjos. Destaque-se que outros escritores existem a abrilhantar não só Garanhuns, mas o nosso Pernambuco, o Nordeste, e porque não dizer o Brasil, a exemplo de Marília Jackelyne, então aluna do Colégio Diocesano de Garanhuns, que ganhou a fase nacional do concurso "Manoel Cerqueira Leite" de poesia, promovido pela Via Sette Editorial e Produções e pela Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo de Itapetininga, Estado de São Paulo.

Conclua-se que com a criação da Editora O Monitor, Garanhuns avança pelos meandros do mais lídimo universo das letras.

Daí porque me orgulho deste feito e, na realidade, fortes emoções se atropelam dentro de mim. Emoções de contentamento, de glória, de alegria e de amor a esta terra de Simoa, que de tão encantadora, em alto e bom som declamo a seguinte estrofe de minha autoria:

"De Garanhuns, quero o perfume das flores,
Quero a brisa acariciando meu rosto,
O sol de fevereiro, o frio de agosto
E da primavera, seus esplendores."


Para finalizar, é de bom alvitre que se fale da vida e da obra, ora em lançamento de Mário Rodrigues. Mário nasceu aqui em Garanhuns, no coração de Pernambuco, no Planalto da Borborema, há vinte e cinco anos. E é exatamente esta região pitoresca, liame entre o sertão e o litoral, entre o arcaico e o high-tee, que serve de tela de fundo para seus romances que descrevem, como ninguém até hoje, o cotidiano popular de nossa cidade.

Durante a vida, ao passo que seguia seus estudos, Mário exerceu uma variedade de profissões: comerciário, marqueteiro, pesquisador científico, professor de literatura. Também foram variados os ares que ele respirou: durante a década de noventa vamos encontrar o adolescente Mário vivendo em cidades tão distintas como Aracaju, no Sergipe, Canhotinho, nossa vizinha e a megalópole São Paulo, entre outras; contudo, tendo sempre como âncora, ou útero, a sua Garanhuns natal. Talvez seja daí a capacidade que o escritor tem de perceber a realidade de filtrá-la para seus leitores. Mas sabemos que o recluso escritor não gosta de fotografias, nem de filmagens, nem que falem de sua vida particular, prefere que falemos de sua obra. Partamos então a ela.

Mário Rodrigues do Nascimento já havia terminado vários romances, quando em 2002 publica "A Suíça Pernambucana", aquele romance peculiar que nos prende e nos envolve como uma grande serpente que é. Além disso, viria a ser o primeiro romance urbano escrito em Garanhuns. Quem leu a história de Caio Calígula e Janaína percebeu que aquele livro, pela primeira vez, atribuía a nossa cidade uma grandeza julgada perdida pelos idos do tempo. Mostrando assim para todos nós, leitores ou literatos, que seria possível uma boa literatura, tendo Garanhuns, suas belezas, como matéria prima.

Chegamos então a este tão esperado "A Madrugada dos Anjos", segundo romance do jovem escritor. Mário poderia ter escolhido transportar nas suas histórias apenas um mero entretenimento inofensivo, poderia ter usado sua literatura como mecanismo para a tão fácil bajulação dos poderosos da cidade; poderia também fazer uma literatura ininteligível, para parecer intelectual e sobre-humano. Mas não foi isso que fez. Ele escolheu para tratar nos seus romances assuntos sérios e reveladores, como o medo e a solidão de todos nós, como a angústia dos que não foram no mundo nada mais que perdedores, como a devassidão existencial de alguns dos seus personagens e que, todavia, tanto nos atraem, porque há o reconhecimento. Escolheu também mostrar a cidade onde nasceu e vive de um outro ângulo: o ângulo mais verdadeiro possível e, por isso, o mais belo!

E todos vocês logo poderão apreciar, e provavelmente compartilhar, desta aguda visão do escritor quando enveredarem pelas páginas tão instigantes e pungentes deste livro "A Madrugada dos Anjos". Há nessa história uma tendência ao humor negro, que acaba compensando a crueldade do seu tema. Sua simpatia é sempre dirigida ao oprimido, ao inapto, ao infeliz. Mário gosta de opor a alegria simples da vida à sede brutal e clínica do dinheiro. Está tudo aí neste romance, basta ao leitor se deliciar.

Por hora é o bastante, não cabe numa breve apresentação demorarmo-nos longamente. Aí está "A Madrugada dos Anjos". No entanto, pensar no futuro faz com que exultemos ao vislumbrar as possibilidades que os próximos romances do autor trarão para nós.

O meu muito obrigado."


CMA: 47 anos de doação e serviço às famílias da região

Sandra Albino, ex-aluna e professora do CMA, enviou à nossa redação, a seguinte matéria:

Idealizado, fundado e construído por Monsenhor Adelmar, com a denominação de Ginásio do Arraial, foi inaugurado no dia 07 de março de 1956, dia de Santo Tomás de Aquino, sendo este, portanto, o patrono do educandário.

Quando o Ginásio do Arraial fazia suas Bodas de Prata, as Irmãs Missionárias mudaram o nome de origem para Colégio Monsenhor Adelmar da Mota Valença, fazendo assim uma homenagem carinhosa e por demais merecida ao seu fundador.

Monsenhor Adelmar costumava dizer que o colégio só lhe dava alegrias. Certa vez chegou a citar um trecho da música de Isolda, gravada por Roberto Carlos, para se referir ao CMA: "Das lembranças que eu trago da vida, o Ginásio do Arraial é a saudade que eu gosto de ter".

Encerram-se hoje (11/10/2003) as comemorações de aniversário do CMA, com uma confraternização dos professores, funcionários e Missionárias de Fátima, que teve em sua programação festiva Intercâmbio Esportivo, com colégios de Garanhuns e outras cidades; Palestras; Exposição de Artes; Celebração Eucarística; Encontro de Jovens, Encontro de Pais; Apresentações Artísticas e Festa das Crianças.

Parabéns ao Colégio Monsenhor Adelmar por mais um ano de luta na sua missão de "construir uma sociedade mais justa e fraterna à luz do projeto de vida plena para todos, que Jesus anunciou".


Diocesano comemora 88 Anos de Ciência e Fé

O Colégio Diocesano de Garanhuns completa mais um ano de serviços prestados à educação do nosso estado. Visando sempre a formação e preparação da juventude para o futuro, a direção do Colégio e a Associação do Ex-aluno elaboraram uma vasta programação. Destaque para o Ciclo de Palestras, que aconteceu de 01 a 09 deste mês, na qual especialistas, e inclusive alunos, abordaram vários temas de grande importância para a reflexão e o engrandecimento do alunado do Gigante da Praça da Bandeira.

Hoje, (11/10/2003) a partir das 20 horas, no Salão de Eventos do SESC, o ex-aluno Julião Marques, músico radicado atualmente em Maceió-AL, estará realizando um grande show instrumental, que também faz parte das festividades de aniversário do Diocesano. Amanhã, último dia da programação, haverá às 06 horas, salva de 21 tiros, às 08, hasteamento das Bandeiras e apresentação da Banda do Colégio; às 09 horas, Missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida e em Ação de Graças pelos 88 Anos de Ciência e Fé, celebrada pelo Bispo Diocesano de Garanhuns, Dom Irineu Roque Scherer; às 11, Posse da Nova Diretoria da Associação do Ex-aluno e às 12, almoço de confraternização.

Este é o segundo ano em que o Colégio Diocesano vivencia suas festividades de aniversário sem a presença física do seu maior bem feitor: Monsenhor Adelmar da Mota Valença, eterno Mestre.