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Padre Carlos tenta explicar desistência
Depois de passar dois anos ausente de Garanhuns, o padre Carlos
André retornou à cidade, no último dia 20,
quando foi recebido por amigos e admiradores. Na catedral de Santo
Antônio, quando foi celebrada uma missa em sua homenagem,
o ex-paróco da Boa Vista tentou explicar num pronunciamento
de 14 páginas porque desistiu de disputar a prefeitura do
município, em 2004, como era seu plano.
Padre Carlos disse que tomou a decisão de sair da política
depois de uma reflexão profunda, feita durante um retiro
de 30 dias, quando ainda estava em Roma. "Eu me vi no ombro
de Jesus, depois comunguei e senti que realmente tinha sido ele.
E naquele instante decidi que não seria candidato à
prefeitura de Garanhuns", afirmou o religioso. Muito emocionado
e chorando o sacerdote nem conseguiu terminar o seu discurso.
Aos que ainda poderiam pressionar para que ele continuasse o seu
projeto político, Carlos André avisou: "Quem
estiver contra esta minha decisão estará contra Deus".
Na catedral lotada, o religioso foi calorosamente aplaudido, mas
também muitos admiradores do padre, que acreditavam no seu
projeto, se mostraram decepcionados com a mudança.
Mesmo sem ser candidato, padre Carlos declarou que continuaria
a lutar por um governo justo para Garanhuns. Segundo o sacerdote
deixou transparecer, o promotor Alexandre Bezerra, o vice-prefeito
Márcio Quirino ou o médico Alcindo Menezes são
os preferidos no objetivo de levar à frente uma candidatura
de esquerda no município.
Os partidos que davam sustenção a pré-candidatura
do religioso, PT, PV, PL e PHS devem continuar unidos em 2004. O
PDT, agora com Márcio Quirino e Gedécio Barros em
seus quadros, deve também se integrar a essa aliança
de legendas progressistas.
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