Garanhuns, 27 de setembro de 2003
  Início
  Opinião
  Política
  Cidade
  Geral
  Especial
  Cultura
  Sociedade
  Ed. Anteriores
  Expediente
 
POLÍTICA
 

Padre Carlos tenta explicar desistência

Depois de passar dois anos ausente de Garanhuns, o padre Carlos André retornou à cidade, no último dia 20, quando foi recebido por amigos e admiradores. Na catedral de Santo Antônio, quando foi celebrada uma missa em sua homenagem, o ex-paróco da Boa Vista tentou explicar num pronunciamento de 14 páginas porque desistiu de disputar a prefeitura do município, em 2004, como era seu plano.

Padre Carlos disse que tomou a decisão de sair da política depois de uma reflexão profunda, feita durante um retiro de 30 dias, quando ainda estava em Roma. "Eu me vi no ombro de Jesus, depois comunguei e senti que realmente tinha sido ele. E naquele instante decidi que não seria candidato à prefeitura de Garanhuns", afirmou o religioso. Muito emocionado e chorando o sacerdote nem conseguiu terminar o seu discurso.

Aos que ainda poderiam pressionar para que ele continuasse o seu projeto político, Carlos André avisou: "Quem estiver contra esta minha decisão estará contra Deus". Na catedral lotada, o religioso foi calorosamente aplaudido, mas também muitos admiradores do padre, que acreditavam no seu projeto, se mostraram decepcionados com a mudança.

Mesmo sem ser candidato, padre Carlos declarou que continuaria a lutar por um governo justo para Garanhuns. Segundo o sacerdote deixou transparecer, o promotor Alexandre Bezerra, o vice-prefeito Márcio Quirino ou o médico Alcindo Menezes são os preferidos no objetivo de levar à frente uma candidatura de esquerda no município.

Os partidos que davam sustenção a pré-candidatura do religioso, PT, PV, PL e PHS devem continuar unidos em 2004. O PDT, agora com Márcio Quirino e Gedécio Barros em seus quadros, deve também se integrar a essa aliança de legendas progressistas.