Garanhuns, 16 de agosto de 2003
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CULTURA
 

Pernambuco aparece com toda força no cinema

Estréia no próximo dia 22, nas principais capitais brasileiras, o filme "Lisbela e o Prisioneiro", baseado em livro do escritor Osman Lins, natural de Vitória de Santo Antão. O responsável pela direção é o pernambucano Guel Arraes, filho do ex-governador, autor também da última versão de "O Auto da Compadecida", esta uma história do paraibano Ariano Suassuna. Dentre os atores de "Lisbela", estão Selton Melo, Bruno Garcia, Débora Falabela e Marcos Nanini.

O filme é importante não somente por resgatar um dos primeiros trabalhos de Osman Lins, mas também por ter a direção de um pernambucano que tem investido no Estado e em produções capazes de agradar ao grande público. Além disso, "Lisbela" teve suas locações feitas em Igarassu, Paudalho, Porto de Galinhas e no Recife, embora o centro da história se passe mesmo em Vitória.

A obra cinematográfica tem, portanto, a cara do Estado e certamente contribuirá para divulgar a imagem de Pernambuco por todo país e quem sabe até no exterior. Afinal de contas, Osman Lins é um escritor com livros traduzidos em vários países da Europa e nos Estados Unidos, estudado em universidades do Brasil e do primeiro mundo. E imagens de Porto de Galinha e do Recife, convenhamos, podem encher os olhos de gringos espalhados nos quatro cantos da terra.

Importante também é ressaltar que o filme de Guel Arraes, com orçamento de R$ 4,5 milhões, teve apoio da americana Fox (R$ 2 milhões), da Petrobrás (R$ 1 milhão) e do Governo do Estado, que investiu R$ 250 mil na produção. Acredito que o retorno que Pernambuco receberá, em termos de divulgação, será pelo menos três vezes mais que o investido.

Felizmente, o mesmo Governo Jarbas que investiu R$ 1, 4 mil no Festival de Inverno, tem a sensibilidade de apoiar projetos desse tipo. Se todos os governantes tivessem a consciência da importância da cultura e da educação para o desenvolvimento do povo e do país, certamente a realidade seria outra.

Como aqui em Garanhuns não existe nem cinema, é torcer por uma oportunidade de ver o filme em Maceió, Caruaru ou Recife. Ou, quem sabe, comprar o livro de Osman Lins, que está sendo relançado por conta do filme. O escritor de Vitória de Santo Antão morreu há 25 anos, com apenas 54 anos de idade, tendo deixado um legado literário tão importante quanto o do nosso Luís Jardim. (R.A.)