Garanhuns, 23 de julho de 2003
  Início
  Opinião
  Política
  Cidade
  Geral
  Especial
  Cultura
  Sociedade
  Entrevista
  Ed. Anteriores
  Expediente
 
COLUNAS
 

HUMOR

Raulzito


Um festival entre tapas e beijos

O Festival de Inverno terminou e entre mortos e feridos salvaram-se todos, até o Stoni Costa, resgatado em vida graças a um milagre praticado pelo padre Carlos André.

O padreco vive lá em Roma, estudando e praticando os ensinamentos do senhor. Mas não querem deixá-lo em paz. Uns, desejam colocá-lo na prefeitura, no lugar de Sirvino, e se isso acontecer pela primeira vez Garanhuns ficará sem primeira dama.

Outros acham que lugar de padre é na Igreja e por isso defendem com ênfase os nomes de Bartolomeu Quichute, Márcio Quinino e agora Luís Carlos do Jardim das Oliveiras, que com esse nome só falta ser padre também, ou pelo menos pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular (essa existe mesmo, não é brincadeira não).

Mas o Izaías Régua, que dizem querer ser candidato também, além de bom de votos está se revelando um verdadeiro Mike Traço. Pegou o Stoni e lona. É capaz de agora o rapaz se eleger vereador, já que está sendo entrevistado em todas as rádios.

A briguinha que ocorreu nos camarotes do FIG, no entanto, foi só um detalhe do grande Festival de Inverno que acabou no último domingo.

Teve de tudo no FIG: o almoço de Saulo quero Paz, no refinado Clube dos Oficiais, foi servido pontualmente às cinco da tarde. O resultado é que o prefeito Sirvino, já com a barriga roncando e enjoado de tanto queijo, foi comer um cachorro quente com dona Orora lá no bar e restaurante do Azevedo.

O líder comunista e dublê de cantor Lenine, na Guadalajara, não quis dar entrevista aos radialistas locais e um deles logo resolveu defender uma campanha de boicote ao artista: "Não vamos mas transmitir o show dele, nem tocar suas músicas no rádio!", defendeu, eufórico, ameaçando a carreira do artista em Garanhuns, no Recife e na França.

Outro homem de mídia, interessado num furo, anunciou que o RPM poderia não vir para o Festival. A notícia deixou o Bruno Lisboa mas irritado do que português ouvindo piada sobre sua gente.

Chamaram juiz, promotor e até o Conselho Tutelar, ameaçando processar a rádio. Só se acalmaram quando o próprio Paulo Ricardo ligou e jurou que viria pra Garanhun.

- Olha, se vou perder uma oportunidade dessas - disse Ricardinho, com aquele jeito de homem macho que Deus lhe deu.

No parque Ocride, um certo dia, tinha tanta gente pra entrar e sair que um vendedor esperto logo começou a faturar um dinheirinho extra vendendo Rexona.

Mas como eu dizia no início, entre mortos e feridos salvaram-se todos, até o secretário Ivanzinho, que não chorou nem foi esculhambado por Geraldinho, como aconteceu na Garanheta.

E quem gostou mesmo desse Festival (quem me contou foi Edinaldo Guedes, que também trabalha em rádio), foi um tal de Daniel, que não tem nada a ver com o da dupla com o falecido João Paulo.


Bom, o caso é que o Daniel, Edinaldo jura que é verdade, tem 65 mocinhas não virgens em Garanhun à disposição para traçar na hora que quiser. É um verdadeiro festival e de um cara assim todo mundo tem inveja.

Afinal de contas, como dizia Jorge Amado, um homen não pode ter todas as mulheres do mundo, mas deve pelo menos tentar.

Ai meu Deus, agora quem vai apanhar sou eu, e da Vivi, que é mais ciumenta que aquela dona da novela mulheres apaixonadas.

Tudo isso é culpa do festival. Graças a Deus agora só no próximo ano.