Garanhuns, 23 de julho de 2003
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Garanhuns perde Antônio Vaz da Costa

Ulisses Pinto


Com a idade de 72 anos, faleceu no Recife, no Hospital da Unimed, no último dia quatro, o fazendeiro e homem de negócios imobiliários, Antônio Vaz da Costa Neto, casado com a senhora Maria Auxiliadora Santana Costa. Ele deixou as filhas Márcia Suelly Vaz da Costa Coelho, casada com o médico muito querido, Antônio Alberto Muniz Coelho, ambos residentes nesta cidade e Sandra Maria Vaz da Costa Varga, esposa do colombiano Carlos Eduardo Varga, que mora no Canadá. São irmãs do progressista Antônio Vaz: Ezilda, Judice, Zélia, Teresa e Judice, esta viúva e os irmãos Rubens Vaz da Costa e Rivaldo Vaz da Costa.

Antônio Vaz, era pessoa de conceito desta terra como é o caso do Dr. Rubens Vaz da Costa, figura de grande valor deste país tendo ocupado vários cargos de importância (presidente do BNB, Superintendente da Sudene, secretário no governo de Paulo Maluf, S. Paulo). Eles foram alunos do Colégio Diocesano de Garanhuns.

O corpo do ilustre garanhuense ficou em Câmara Ardente, na manhã do dia cinco, na Loja Maçônica Mensageiros do Bem, a qual pertencia.

As homenagens fúnebres couberam ao monsenhor Aldo, Vigário desta Diocese, tendo falado sobre o acontecimento triste o Dr. Aurélio Muniz Freire, ex-juiz de Direito desta Comarca e por sinal, primo do dr. Antônio Coelho.

Pelas 11 horas, foi sepultado no cemitério São Miguel, nesta cidade, perante grande quantidade de pessoas de todas as categorias.

Antônio Vaz pertencia a tradicional família "Mouchileira", desdobrada em 39 ou talvez mais. Segundo Alfredo Leite Cavalcanti, eram quatro os patriarcas e fundadores desta terra. Vamos a eles: "Manoel da Cruz Vilela; Maria Pereira Gonçalves; Manoel Ferreira de Azevedo; Simoa Gomes de Azevedo. Esta a principal fundadora de Garanhuns. Micael de Amorim Souto; Maria Páis Cabral e o português Antônio Vaz da Costa; Luiza Santos Soares "aqui residentes em 1716, ele filho do casal Antônio Vaz da Costa; Luiza Vaz da Costa".

Observa-se o elo existente entre Antônio Vaz da Costa Neto, este filho do saudoso amigo "brigadeirista" José Vaz da Costa com a família aludida.

A origem desta família é por causa de Micael de Amorim Souto, em sociedade com o capitão Pedro Rodrigues de Pontes, ter comprado em seis de outubro de 1717, a Lopo Gomes de Abreu, o sítio saco, "denomindo a sua parte de mochila e assim distinguir da outra parte do terreno". Isto consta do livro de Alfredo Leite (História de Garanhuns) e nosso discurso feitona Câmara de Garanhuns a 29.8.1986, data esta do centenário de Souto Filho, onde houve festividades por parte da Poder Legislativo (presidência do Sr. Pedro Leite) e do Executivo prefeito da época, Dr. José Inácio Rodrigues.

A filha do Dr. Souto Filho, Gerusa Souto Malheiros, no seu livro "Memórias de Amor" sobre a vida do grande político garanhuense, insere a sua oração, o nosso, do deputado da época Inaldo Lima e de outras figuras do Estado.

Portanto, referenciar Antônio Vaz, é enaltecer todos os mochileiros não só de Miracica, mas de Garanhuns e desta vasta região do Agreste Meridional. Foi um grande parente nosso, de grande valor!

"Eis aí o imperador da grande família mochileira".