Garanhuns, 24 de maio de 2003
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COLUNA DE ULISSES

Ulisses Pinto


RETIFICAÇÃO - Uma retificação sobre nota publicada na edição passada: o nome do comandante do 71 BI é Maurício e não Maurílio, como foi publicado.


CARTA RECEBIDA - Como prometemos, vamos divulgar trechos de uma carta enviada por Maria José Siqueira, do Recife:

De início, diz a professora, natural de Brejão, que "fiz a primeira cirurgia na minha vida", no Hospital Esperança, no Recife. A respeito da viagem que fez a Brasília, escreveu o seguinte: "Estive na posse do nosso presidente Lula. Viajei na Caravana da Esperança, juntamente com os familiares dele, conterrâneos e militantes. Tive a honra de participar da posse daquele que eu tanto desejava ver na presidência. A emoção foi grande, um momento histórico que nunca irei esquecer e ainda tive o prazer de ver o Fidel Castro, meu ídolo internacional, a menos de três metros, quando ele veio cumprimentar nossa caravana.

Vale salientar que tenho meus ídolos na área da política, como já lhe falei anteriormente. Nível internacional: Fideal Castro. Brasil: Lula. Nível Estadual: Dr. Miguel Arraes. Nível Municipal: Sr. Josa Cadengue, ex-prefeito de Brejão.

Um abraço da amiga e parente Maria José Siqueira".


NOSSA RESPOSTA - Existe entre nós um relacionamento ótimo, sincero, gostoso, há bastante tempo., Você, querida amiga, é uma verdadeira defensora do Colégio Diocesano. Mas, divergimos na parte do seu ídolo, Fidel Castro, que para este colunista é um ditador. Recentemente mesmo mandou fuzilar três pessoas que tentaram fugir de Cuba, além de condenar a prisão um grande número de pessoas pelo mesmo motivo. Ninguém teve direito de defesa. Muitos homens da imprensa condenaram esse gesto de Fidel.

Não temos nenhum ídolo. Contudo, somos admiradores de Nélson Mandela e de João Paulo II. O papa completou 83 anos no dia 18 e disse, na sua fala em Roma "que está próximo o momento de se apresentar diante de Deus".

Cara Maria José: não temos nenhuma restrição aos outros ídolos. Agora admitamos o gesto gentil, cordato do ex-prefeito de Brejão que construiu uma praça no centro da cidade a qual foi denominada de "Praça Dep. Aluísio Pinto", o nosso saudoso irmão. Estávamos no Recife, mas a nossa parenta e emérita professora estadual Ivone Santana das Neves (parente sua e nossa), representou Fernando Pinto, seus familiares e este colunista. Jamais esqueceremos desse fato. Finalmente, dê um abraço no prefeito Sandoval Cadengue filho do sr. Josa e no seu vice-prefeito José Pereira filho, nosso parente também. Finalmente, adoramos o povo de Brejão acima de questão político-partidárias.

Aproveitando o ensejo, relembramos a atitude do querido e saudoso parente fazendeiro José Custódio das Neves, filho de Brejão que evitou o trucidamento do alfaiate na época, Amaro Rodrigues Costa só porque foi pregar com outros correligionários a "reforma agrária" alguns dias antes do Movimento Militar de 64.

Amaro Costa era comunista, continua comunista e mesmo assim, admiramos ele, por ser um homem de caráter, leal, sincero. Várias vezes fomos visita-lo na sua residência em Garanhuns, doente, diante do atentado feito por uma turma de homens de "meter o pau" numa pessoa indefesa. Já escrevemos sobre o assunto, há anos, condenado a ocorrência. Mas, graças a Deus, Amaro Costa, continua vivo, morando em Boa Viagem - Recife. Ele continua para Ulisses Pinto um homem de bem, menos no plano ideológico. É um direito dele e viva a democracia!


ROMÁRIO DIAS - Num recente artigo sobre "reforma política e fortalecimento democrático", o deputado e presidente da Assémbléia Legislativa de Pernambuco, disse que "o Brasil, para legitimar-se como um Estado democrático, precisa de reformas. Reformas previdenciárias, tributárias e políticas. Todas elas estão relacionadas ao exercício da democracia, uma vez que envolvem direta e indiretamente aspectos sociais". Ele fala de "uma reforma política que envolva a fidelidade partidária e que evite a proliferação de partidos políticos que são, na verdade, meras legendas de aluguel, destinadas a atender a interesses particulares e responsáveis, em parte, pela fragilização da democracia no país".