Garanhuns, 26 de abril de 2003
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Polícia começa a desbaratar quadrilha de assaltantes

A quadrilha age em toda região assaltando cargas e pessoas que saem com dinheiro de agências bancárias.

Núbia Kênia


Policiais da 1ª DP de Garanhuns, chefiados pelo delegado Darley Kleber Timóteo começaram, a semana passada, a desbaratar uma quadrilha especializada em assaltar pessoas que saem com dinheiro de agências bancárias, como também em roubar cargas, geralmente de produtos alimentícios. "Possivelmente um dos integrantes deste bando é um proprietário de supermercado da cidade, que não podemos revelar o nome para não atrapalhar as investigações. Eles (bandidos) atuam não só em Garanhuns, mas também em outras cidades da região, a exemplo de Lajedo. Geralmente utilizam duas motos, uma mais antiga e outra mais nova, para praticar os assaltos, e sempre estão com arma de fogo", disse o delegado .
O grupo começou a ser desvendado com a prisão do desempregado Elias Machado dos Santos, 21 anos, acusado de assaltar, no último dia 16, Júlio José Carlos, funcionário da Construtora Siqueira Mota, com sede em Recife. Segundo apuração da polícia a vítima foi seguida depois de sair do Banco do Brasil, onde sacou R$ 7.945,00 para fazer pagamento aos cerca de 30 funcionários que estão fazendo uma reforma na Parmalat. "Júlio pegou um táxi para levar o dinheiro e foi abordado nas proximidades da Parmalat, quando, na oportunidade o acusado pulou de um matagal, disparou dois tiros, e anunciou o assalto. De posse do dinheiro o acusado tirou a vítima do veículo e seqüestrou o taxista, que foi abrigado a deixá-lo em um bairro distante", explica o delegado.

Assim que foi prestada a queixa, no mesmo dia da investida, a polícia iniciou as diligências, e pela descrição das vítimas chegou a casa do acusado, no bairro de Manoel Cheu, conseguindo prendê-lo em flagrante. "As características de Elias são as mesmas descritas por outras pessoas lesadas na cidade. Em seu depoimento, ele (Elias) disse que há mais um mês vinha "copiando" o dia-dia da vítima, que toda semana tirava dinheiro para fazer o pagamento aos outros funcionários da empresa. A todo instante negou a participação de outras pessoas no assalto, mas pelas características da investida, acredito que tem outras pessoas envolvidas, inclusive algum informante, que pode ser um funcionário da Construtora ou até da Parmalat, isto vamos apurar no inquérito. Porém, descarto qualquer participação da vítima, Júlio José Carlos, pessoa de extrema confiança do proprietário da empresa", afirma.

Com o acusado a polícia apreendeu um revólver calibre 38, usado no assalto e recuperou apenas R$ 2.920,00 (dois mil, novecentos e vinte reais), do total roubado. O delegado disse que os próprios familiares do acusados revelaram que o restante do dinheiro já tinha sido dividido com os outros comparsas.

Elias fazia "bicos" na Ceasa, é casado, tem um filho de 9 meses, e até data do flagrante não tinha passagem pela polícia. Ele está recolhido no Presídio de Pesqueira, e vai ser enquadrado no crime de Extorsão, Seqüestro e Roubo Qualificado. Se condenado pode pegar até 25 anos de detenção, mesmo sendo réu primário, informa o delegado Darley Kleber.