Garanhuns, 15 de março de 2003
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COLUNAS
 

HUMOR

Raulzito


Assédio Sexual

Lembro que uma atriz americana, uma gostosona chamada Demi Muuuu, fez um filme com o título acima. Por sinal a beldade, que ficou famosa com "Ghost, do Outro Lado da Vida", está pra lá de desaparecida, depois de turbinar os peitos com não sei quantas toneladas de Silicone.

Mas aqui em Garanhuns, felizmente, não tem esse negócio de assédio sexual. No trabalho, falta coragem aos marmanjos. No Carnaval, foge todo mundo pra Tamandaré e na Garanheta se algém se meter a besta os gentis segurança do bloco O Bicho impedem na base do tiro.

Então por que porra você esta escrevendo sobre isso?, perguntaria o impaciente leitor.

Tem razão, meu caro. É falta de assunto mesmo. Depois do "maior carnaval de todos os tempos no Pólo Heliópolis" e se da Garanheta eu já falei, na edição passada, vou falar de quê?

Essa guerra do Iraque ninguém aguenta mais. Acho que a solução era botar o Bucho e o Sadão frente a frente e deixar os dois se matarem.

Escrever sobre o Lula também não dá. Falaram tanto do homem do ano passado pra cá que nem dona Mariza suporta mais ver a cara do barbudo nos jornais.

Então, como não tem nada de importante em foco, como as ruas de Garanhuns continuam um buraco só e Sirvino ainda não terminou o piso da Guadalajara, vamos partir pra o escapismo, falar de sexo.

E é preciso entender que nem todo homem é tarado. Assim, nem todos são capazes de praticar o tal assédio sexual.

Aqui mesmo, em Garanhuns, eu tenho um amigo que é tão certinho, tão formal, tão correto em tudo, que quando deseja ter relações sexuais com a esposa envia um ofício, comunicando a intenção.

Outro, que trabalha numa rádio, revela que só é capaz de assediar as solteiras, viúvas e descasadas. "Mulher casada nunca, principalmente se for mulher de um amigo", anunciou, com voz solene.

Um cara que ouvia a conversa, muito do debochado, desafiou o cara respeitador: "E se comerem a tua?".

Por pouco não dá briga.

Mas tudo isso é besteira, pois a revista IstoÉ publicou pesquisa mostrando que mais de 50% dos brasileiros são traídos e não tão nem aí. Continuam vivendo normalmente com as esposas, apaixonadamente. Não é à toa que Reginaldo Rossi faz sucesso com aquelas músicas de corno.

E querem uma história engraçada: um cara morava no sítio e fugiu com a própria mulher, no maior escondido do mundo. Eu sem entender nada, aí me explicaram: é que a patroa tava botando chifre, a família dele descobriu e não permitia mais que ele vivesse com a traíra. Para não se separar ele fugiu pra São Paulo, onde vai poder levar suas pontas em paz.

Voltando ao assédio sexual, tem uma do meu padrinho que é de lascar. Nos anos 60 ele tinha uma empregada boazuda, uma negona e resolveu passar uma cantada na tal, do modo mais sutil possível. Chegou perto dela e disse:

- Maria, tu me dá o priquito?

Como Maria nunca tinha ouvido falar em assédio sexual e muito menos sabia que podia processar o homem, simplesmente pediu demissão do emprego.

Viviane, minha namorada do bairro de São José, ao ouvir essa história, em primeira mão, perguntou, como sempre com na maior inocência do mundo:

- Oh Raulzinho, e esse homem era muito feio?

Mandei ela calar a boca e fui assediá-la, sem correr nenhum risco de pagar uma indenização milionária, como acontece nos states.

Ao contrário do meu amigo certinho, o do ofício, citado lá em cima, gosto muito de safadeza e faço sexo sem usar palitó e gravata. Aliás detesto até camisinha, apesar da Kelly Kiiii.