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Gláucio Costa mantém a coerência
em novo CD
Roberto Almeida
O garanhuense de Maraial Gláucio Costa lançou esta
semana o seu oitavo CD, "Trilha Nordestina", que mantém
a coerência do artista a partir do título de mais esse
trabalho. O disco reúne 14 faixas de autêntico forró
pé-de-serra, executado com toda destaque possível
para o triângulo, a zabumba e principalmente a sanfona (o
Genaro está simplesmente demais). São instrumentos
que se somam a voz do cantor, que com o seu tom agreste parece ter
sido talhada para cantar o Nordeste.
O CD abre com "Galega", que fala da mulher de pele clara
e olho azul, fogosa, capaz de deixar doido qualquer homem. Em seguida
vem "Juro que morro mas não volta pra você",
forrozão gostoso, retrando um cabra macho apaixonado, que
não quer dar o braço a torcer.
"Pegando Fogo" e "As mais belas", as faixas
seguintes, mantém o ritmo ágil, cantando o amor do
homem do interior, ao som da sanfona e da zabumba. "Rela Bucho",
a sexta música do disco, resgata um dos grandes sucessos
da música nordestina, de autoria e Elino Julião e
Athaide Pereira. É pra arrastar os pés com vontade.
A unidade presente no recente trabalho de Gláucio Costa
segue até o final, com forrós arretados como "Chamego
da Marieta", "Fulô da Fuloresta", "Terreno
Baldio", "Um Pé de Serra e "Segura o Fole",
que encerra o trabalho.
No disco ainda há espaço para o lirismo, presente
na bonita "Saudade do seu olhar", e uma abertura à
poesia popular, declamada por Zé Bernardino e José
Maria da Costa, este último pai do artista.
Com relação à carreira de Glaúcio Costa,
vale aqui transcrever um trecho do que escreveu Jamine Tavares na
apresentação do CD "Trilhas Nordestina":
"A prova do amadurecimento musical de Gláuco chega
agora, com o lançamento do seu 8º disco. É a
marca de sua nova fase, onde traz composições suas
em parceria, e de outros artistas, e músicas de compositores
consagrados, como o saudoso Zé Marcolino, um dos pioneiros
desse gênero pé-de-serra, que imortalizou o sabiá
na canção "Sabiá na Seca".
"Neste CD não faltam a alegria do pé-de-serra
nem a cadência marcante do xote, do arrasta-pé, ritmos
que não se confundeem e que traduzem bem a alma do nordeste.
Quem também quiser se aventurar por esse caminho, vai fazer
uma viagem pela musicalidade da região e conhecer os seus
ritmos mais autênticos".
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