Garanhuns, 15 de março de 2003
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CULTURA
 

Gláucio Costa mantém a coerência em novo CD

Roberto Almeida


O garanhuense de Maraial Gláucio Costa lançou esta semana o seu oitavo CD, "Trilha Nordestina", que mantém a coerência do artista a partir do título de mais esse trabalho. O disco reúne 14 faixas de autêntico forró pé-de-serra, executado com toda destaque possível para o triângulo, a zabumba e principalmente a sanfona (o Genaro está simplesmente demais). São instrumentos que se somam a voz do cantor, que com o seu tom agreste parece ter sido talhada para cantar o Nordeste.

O CD abre com "Galega", que fala da mulher de pele clara e olho azul, fogosa, capaz de deixar doido qualquer homem. Em seguida vem "Juro que morro mas não volta pra você", forrozão gostoso, retrando um cabra macho apaixonado, que não quer dar o braço a torcer.

"Pegando Fogo" e "As mais belas", as faixas seguintes, mantém o ritmo ágil, cantando o amor do homem do interior, ao som da sanfona e da zabumba. "Rela Bucho", a sexta música do disco, resgata um dos grandes sucessos da música nordestina, de autoria e Elino Julião e Athaide Pereira. É pra arrastar os pés com vontade.

A unidade presente no recente trabalho de Gláucio Costa segue até o final, com forrós arretados como "Chamego da Marieta", "Fulô da Fuloresta", "Terreno Baldio", "Um Pé de Serra e "Segura o Fole", que encerra o trabalho.

No disco ainda há espaço para o lirismo, presente na bonita "Saudade do seu olhar", e uma abertura à poesia popular, declamada por Zé Bernardino e José Maria da Costa, este último pai do artista.

Com relação à carreira de Glaúcio Costa, vale aqui transcrever um trecho do que escreveu Jamine Tavares na apresentação do CD "Trilhas Nordestina":

"A prova do amadurecimento musical de Gláuco chega agora, com o lançamento do seu 8º disco. É a marca de sua nova fase, onde traz composições suas em parceria, e de outros artistas, e músicas de compositores consagrados, como o saudoso Zé Marcolino, um dos pioneiros desse gênero pé-de-serra, que imortalizou o sabiá na canção "Sabiá na Seca".

"Neste CD não faltam a alegria do pé-de-serra nem a cadência marcante do xote, do arrasta-pé, ritmos que não se confundeem e que traduzem bem a alma do nordeste. Quem também quiser se aventurar por esse caminho, vai fazer uma viagem pela musicalidade da região e conhecer os seus ritmos mais autênticos".