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Várzea vive situação difícil
O bairro da Várzea, na periferia de Garanhuns, vive uma
situação difícil, com problema sérios
nas áreas de infraestrutura, saúde, educação
e segurança pública. Edeilton Ferreira, que tenta
organizar uma associação na área, denuncia
que o local tem sido abandonado pelos sucessivos governos do município.
"Aqui nem prefeito e nem vereador dá a menor atenção",
declarou o líder comunitário.
O aposentado José de Azevedo Timóteo, 66 anos, reclama
da falta de saneamento e calçamento na Várzea. Segundo
ele, faltam também escolas para as crianças e o posto
de saúde mais próximo fica no bairro de Manoel Chéu,
com atendimento precário. Como não há assistência
devida do Poder Público, o Sr. Azevedo cedeu um salão
de sua casa para que a associação que está
sendo organizada por Edeilton coloque uma escolinha no bairro.
"Conseguimos uma cadeiras velhas com um político de
Caetés e a professora nós mesmos vamos pagar, cada
um dando um real", esclareceu Edeilton Ferreira. Os trabalhos
da reforma do salão, para que passe a funcionar como sala
de aula, foram feitos pelos próprios moradores.
A dona de casa Djanira Paes, 36 anos, reclama que a falta de calçamento
e saneamento do bairro contribuem para a proliferação
de muriçocas, que provocam doenças, principalmente
entre as crianças. "Os meninos só vivem adoecendo
por causa desses esgotos e das muriçocas", atesta Djanira.
Outra queixa dos habitantes da Várzea diz respeito a falta
de segurança. Segundo eles, são constantes as brigas,
assaltos e até assassinatos na área. "A situação
melhorou um pouquinho depois do presídio feminino, porque
a polícia hoje vive passando por aqui. Mas ainda tem muita
bagunça", denunciou José de Azevedo Timóteo.
Já a estudante Valéria Ferreira, de 16 anos, que
estuda a 5ª série do primeiro grau maior, na Escola
Francisco Madeiros, no Magano, lamenta que por perto só exista
até a 4ª série. "Passa um ônibus pago
pela prefeitura, mas leva até 138 pessoas de uma só
vez", revelou a garota.
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