Garanhuns, 1º de março de 2003
  Início
  Opinião
  Política
  Cidade
  Geral
  Cultura
  Sociedade
  Entrevista
  Ed. Anteriores
  Expediente
 
CIDADE
 

Várzea vive situação difícil

O bairro da Várzea, na periferia de Garanhuns, vive uma situação difícil, com problema sérios nas áreas de infraestrutura, saúde, educação e segurança pública. Edeilton Ferreira, que tenta organizar uma associação na área, denuncia que o local tem sido abandonado pelos sucessivos governos do município. "Aqui nem prefeito e nem vereador dá a menor atenção", declarou o líder comunitário.

O aposentado José de Azevedo Timóteo, 66 anos, reclama da falta de saneamento e calçamento na Várzea. Segundo ele, faltam também escolas para as crianças e o posto de saúde mais próximo fica no bairro de Manoel Chéu, com atendimento precário. Como não há assistência devida do Poder Público, o Sr. Azevedo cedeu um salão de sua casa para que a associação que está sendo organizada por Edeilton coloque uma escolinha no bairro.

"Conseguimos uma cadeiras velhas com um político de Caetés e a professora nós mesmos vamos pagar, cada um dando um real", esclareceu Edeilton Ferreira. Os trabalhos da reforma do salão, para que passe a funcionar como sala de aula, foram feitos pelos próprios moradores.

A dona de casa Djanira Paes, 36 anos, reclama que a falta de calçamento e saneamento do bairro contribuem para a proliferação de muriçocas, que provocam doenças, principalmente entre as crianças. "Os meninos só vivem adoecendo por causa desses esgotos e das muriçocas", atesta Djanira.

Outra queixa dos habitantes da Várzea diz respeito a falta de segurança. Segundo eles, são constantes as brigas, assaltos e até assassinatos na área. "A situação melhorou um pouquinho depois do presídio feminino, porque a polícia hoje vive passando por aqui. Mas ainda tem muita bagunça", denunciou José de Azevedo Timóteo.

Já a estudante Valéria Ferreira, de 16 anos, que estuda a 5ª série do primeiro grau maior, na Escola Francisco Madeiros, no Magano, lamenta que por perto só exista até a 4ª série. "Passa um ônibus pago pela prefeitura, mas leva até 138 pessoas de uma só vez", revelou a garota.