Garanhuns, 01 de fevereiro de 2003
  Início
  Opinião
  Política
  Cidade
  Geral
  Cultura
  Sociedade
  Entrevista
  Ed. Anteriores
  Expediente
 
CULTURA
 

"Um Repórter na Cidade das Flores" está esgotando

Antes de escrever "Na Terra do Presidente", o jornalista Roberto Almeida publicou "A Árvore dos Poemas" que reúne uma produção da juventude e "Um Repórter na Cidade das Flores", uma coletânea de artigos, reportagens e entrevistas divulgadas na imprensa local e do Recife.

"Um Repórter na Cidade das Flores", que já foi adotado como paradidático em dois colégios de Garanhuns, está com a edição praticamente esgotada. O livro traça um painel da Suíça Pernambucana e do Agreste no final de década de 90 e traz informações úteis sobre os 11 primeiros anos do Festival de Inverno.

Raimundo Carrero, que confessou ter gostado muito de "Na Terra do Presidente", escreveu o seguinte comentário sobre "Um Repórter na Cidade das Flores":

"Nos últimos meses tem sido comum a publicação de livros assinados por repórteres. Sobretudo repórteres internacionais, que viveram a aventura da guerra, de regimes ditatoriais ou de costumes extravangantes. São trabalhos de qualidade que procuram desvendar o mundo nas suas maravilhas e nas suas contradições. O homem se debatendo nas suas dores.

O que não é comum é o aparecimento de grandes reportagens escritas pelo que se convencionou chamar de jornalistas provincianos. Neste caso, o de Roberto Almeida, o provincilanismo está apenas na localização geográfica - de uma Garanhuns do Agreste de Pernambuco. Com jornais preocupados com a vida da cidade do frio, vizinhanças e redondezas.

O jornalismo de Roberto Almeida é muito mais abrangente - pretende-se universal, na medida em que investe no amplo comportamento humano, desde o interior de Pernambuco às praias do Rio de Janeiro, por exemplo. Os Relatos de Viagem mostram mais do que um simples repórter: mostram o investigador social e literário em busca do fenômeno humano.

Assim é também com as entrevistas de Zeca Baleiro e Rubens Vaz da Costa. Tudo dentro de um texto de fazer inveja, com uma forte valorização literária, que embora investigue o lírico, não se entrega completamente a ele. Isto significa dizer que o repórter não manda no escritor e que o escritor não humilha o repórter.

Um grande livro, sem dúvida".