|
"Um Repórter na Cidade das Flores"
está esgotando
Antes de escrever "Na Terra do Presidente", o jornalista
Roberto Almeida publicou "A Árvore dos Poemas"
que reúne uma produção da juventude e "Um
Repórter na Cidade das Flores", uma coletânea
de artigos, reportagens e entrevistas divulgadas na imprensa local
e do Recife.
"Um Repórter na Cidade das Flores", que já
foi adotado como paradidático em dois colégios de
Garanhuns, está com a edição praticamente esgotada.
O livro traça um painel da Suíça Pernambucana
e do Agreste no final de década de 90 e traz informações
úteis sobre os 11 primeiros anos do Festival de Inverno.
Raimundo Carrero, que confessou ter gostado muito de "Na Terra
do Presidente", escreveu o seguinte comentário sobre
"Um Repórter na Cidade das Flores":
"Nos últimos meses tem sido comum a publicação
de livros assinados por repórteres. Sobretudo repórteres
internacionais, que viveram a aventura da guerra, de regimes ditatoriais
ou de costumes extravangantes. São trabalhos de qualidade
que procuram desvendar o mundo nas suas maravilhas e nas suas contradições.
O homem se debatendo nas suas dores.
O que não é comum é o aparecimento de grandes
reportagens escritas pelo que se convencionou chamar de jornalistas
provincianos. Neste caso, o de Roberto Almeida, o provincilanismo
está apenas na localização geográfica
- de uma Garanhuns do Agreste de Pernambuco. Com jornais preocupados
com a vida da cidade do frio, vizinhanças e redondezas.
O jornalismo de Roberto Almeida é muito mais abrangente
- pretende-se universal, na medida em que investe no amplo comportamento
humano, desde o interior de Pernambuco às praias do Rio de
Janeiro, por exemplo. Os Relatos de Viagem mostram mais do que um
simples repórter: mostram o investigador social e literário
em busca do fenômeno humano.
Assim é também com as entrevistas de Zeca Baleiro
e Rubens Vaz da Costa. Tudo dentro de um texto de fazer inveja,
com uma forte valorização literária, que embora
investigue o lírico, não se entrega completamente
a ele. Isto significa dizer que o repórter não manda
no escritor e que o escritor não humilha o repórter.
Um grande livro, sem dúvida".
|