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Em Garanhuns o problema é a Compesa

Situação curiosa vive Garanhuns em relação aos outros municípios do Agreste Meridional. Enquanto cidades como Caetés e Capoeiras penam por falta d'água nas barragens e barreiros, na Suíça Pernambucana os moradores sofrem sabendo que os reservatórios de Mundaú e Inhumas estão com cerca de 80% de sua capacidade. Só que a água passa 10 ou 15 dias sem chegar nas torneiras por deficiência do sistema de abastecimento.

Durante toda esta semana as reclamações dos moradores foram uma constante em vários bairros da cidade, com críticas também através das emissoras de rádio da cidade. Nas suas últimas edições, os jornais Correio Sete Colinas e O Monitor também já haviam abordado a questão, sem conseguir forçar uma melhora no serviço.

Segundo os dirigentes da Compesa local, o problema é que as bombas que servem ao sistema estão velhas, quebrando constantemente, sem força para levar a água até os lugares mais altos. O governo precisaria comprar bombas novas, ao custo de R$ 70 mil cada uma, para melhorar o serviço prestado à população.

Atualmente, a Compesa não consegue fazer um cronograma de distribuição de água na zona urbana de Garanhuns e ninguém sabe o dia certo em que a água vai chegar. Quando se liga para a Companhia, os funcionários sempre dão uma informação que não se concretiza, chegando a anunciar um racionamento de um dia com água e três sem, quando na verdade a demora é de até 15 dias.

O ex-prefeito Ivo Amaral, que trabalha como assessor especial da Secretaria de Planejamento do Governo do Estado, garantiu que irá conversar com o vice-governador Mendonça Filho e o secretário José Arlindo a respeito dessa questão, solicitando uma solução para a falta de bombas no sistema de abastecimento d'água local.

O vereador Cacau, do PPB, é outro que tem se preocupado com o problema e na Câmara Municipal já apresentou duas vezes o requerimento solicitando a compra dos equipamentos necessários à melhoria do abastecimento d'água da cidade.

Daniel Brasileiro, do PMDB, anunciou que a Câmara Municipal vai convocar o gerente da Compesa, Marconi Azevedo, para prestar esclarecimentos. Já o vereador peemedebista Augusto Acioly é mais radical e propõe a instalação de uma CPI para investigar o que está acontecendo com A Companhia de Abastecimento d'água em Garanhuns.

Os políticos têm o entendimento que a Compesa, junto com o presídio feminino, foram os principais responsáveis pelo repúdio do governo Jarbas em Garanhuns, na eleição de outubro deste ano.