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COLUNAS
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CORREIO CULTURAL
Carlos Janduy
"A Falsa Hegemonia Humana"
Depois de "A
Última Batalha da Ilusão" e ter participado de uma
coletânea de bandas do Nordeste, a Estado Suicida lança no
próximo dia 19, nos salões da AGA, o seu segundo CD: "A
Falsa Hegemonia Humana", título também de uma das faixas,
com letra de Cláudio Ernesto, Lilian Ferreira e Paulo Henrique,
e música da Estado. "Terceiro Mundo", "Suicida",
"Soldados", "Ejaculação Precoce", "Consciência"
e Fatalidades Banais" são as outras faixas do novo trabalho
fonográfico do grupo garanhuense. São letras tão
fortes quanto seus lastros musicais, que buscam de forma contundente,
mostrar a preocupação de quem não sabe ficar indiferente
às fatalidades banais do terceiro mundo.
Para que o leitor
conheça mais sobre a Estado Suicida, entrevistamos Paulo Henrique,
único componente da formação inicial e mentor da
banda.
CJ: Paulo, como
tudo começou?
P: Em 1990, criamos a Banda, formada por três componentes; depois
de algumas mudanças de nome e formação, chegamos
a Estado, em 92. Começamos fazendo shows para um pequeno grupo
de pessoas, inclusive, três delas, posteriormente entraram para
o grupo. Atualmente, eu sou o único da formação original,
os outros três componentes eram fãs da banda, talvez, isso,
torne nossa convivência mais fácil e agradável.
CJ: Li sua entrevista
publicada no jornal O Século e uma das perguntas foi: quais as
bandas que influenciaram a Estado? Quais realmente exerceram influência
sobre vocês?
P: Menudo, Dominó, Polegar... (Risos).
CJ: Quais as dificuldades
que a Banda tem enfrentado para trabalhar a sua música?
P: Se nós quisérssemos ganhar dinheiro e popularidade com
nossa arte, teríamos montado uma banda de pagode ou de forró
do Ceará, mas não é isto que nos completa;
adoramos o que fazemos, que é tocar Rock Roll. Se as pessoas gostam
ou não do nosso som, respeitamos a concepção de cada
um. As dificuldades, havemos de atravessá-las "como arado
que rasga o chão".
CJ: Há quanto
tempo a atual formação da Estado Suicida está na
estrada?
P: Há quatro anos. A nova formação é uma das
melhores que já tivemos: Efraim e sua juventude (baixo), Severino
com sua criatividade (guitarra), Rivelino, agora cantando (voz) e eu,
aguentando esses caras até hoje.
CJ: Como tem sido
a recepção do trabalho de vocês em Garanhuns e por
aí afora?
P: A melhor possível. Tocamos no Festival de Inverno, com a produção
do Abril Pró-Rock. Quem sabe não tocaremos lá, no
ano que vem? Nos outros lugares, principalmente na Paraíba, há
uma grande expectativa por esse novo disco.
CJ: Eu já
tive a oportunidade de ouvir o novo CD e, no geral, notei algumas mudanças
em relação as novas composições. A que se
deve isso?
P: Basicamente, a mudança da formação, a nossa evolução
pessoal e necessidade de abordarmos outros temas.
CJ: Como você
analisa a participação da Banda no Festival de Inverno de
Garanhuns?
P: Nós vimos o Festival nascer; tocamos em seis edições
e só agora é que começamos a colher os frutos. Mesmo
quando não fizemos parte da programação oficial,
participamos dos FIGs, tocando em bares ou espaços alternativos
criados pela própria Banda.
CJ: O que os fãs
da Banda podem esperar do novo disco?
P: "A Falsa Hegemonia Humana" é um CD que fecha um círculo
da Banda. Há composições de 90 até 2001; as
antigas estão com uma roupagem nova e mais atuais. É um
disco, tanto para as pessoas que já nos conhecem, como também
para as que estão nos conhecendo agora.
CJ: Qual a agenda
da Banda para depois do lançamento?
P: Já estamos com shows confirmados para Arcoverde, Recife, Salgueiro,
Santa Cruz do Capibaribe e ainda há outras cidades a serem confirmadas.
A intensão é esta: tocar e divulgar o novo CD o máximo
que pudérmos.
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