CIDADE

 

Desfile do dia sete cada vez mais vazio

A cada ano que passa o desfile do dia 7 de setembro em Garanhuns fica mais esvaziado, com a ausência de colégios que no passado enchiam os olhos do público presente à Avenida Santo Antônio. Este ano mesmo, estão fora das comemorações da Semana da Pátria instituições como o Diocesano, o Santa Sofia e o XV de Novembro, que até a década de 80 rivalizavam para ver quem se apresentava melhor no centro da cidade.

Para completar a quebra da tradição, até o desfile do 71 BI (Septuagésimo Primeiro Batalhão Motorizado) este ano será bem mais pobre. Por falta de recursos financeiros, apenas os homens do exército irão desfilar, ficando de fora a patrulha motorizada, que tanto agrada aos olhos dos populares.

O diretor do Colégio Diocesano de Garanhuns, professor Albérico Fernandes, justifica o educandário não defilar por conta da morte do monsenhor Adelmar da Mota Valença, que foi diretor da instituição durante 44 anos e faleceu o mês passado. Tem gente que discorda, considerando que a melhor maneira de homenagear o "padre" era justamente fazendo um grande desfile em sua memória.

Para a professora Luzinete Laporte, que viveu a época dos grandes desfiles cívicos em Garanhuns, os tempos mudaram e é necessário encontrar novas fórmulas de se comemorar o aniversário da independência do Brasil. "É preciso cantar o hino nacional, manter o sentimento de patriotismo, mas acho que hoje isso poderá ser feito internamente, nos colégios", procura resignar-se Luzinete.