CIDADE

 

Garanhuns pára no adeus ao monsenhor Adelmar

cidade perde símbolo da Educação e do Colégio Diocesano

Símbolo da Educação em Garanhuns e no Nordeste, morreu na última quinta-feira, à 1h30 da madrugada, o monsenhor Adelmar da Mota Valença, natural da fazenda Beira Mar, no município de Pesqueira. O religioso, que vinha sofrendo de problemas cardíacos, chegando a ser internado na Clinicor, no início de janeiro deste ano, faleceu em casa, cercado pela família. O educador era filho de Abílio e Emília Valença, que chegaram na Suíça Pernambucana em 1913, e aqui criaram dezesseis filhos. A cidade literalmente parou no adeus ao pároco. As rádios locais fizeram programação especial, executando músicas religiosas e eruditas, as escolas não funcionaram e o comércio fechou as portas a partir das 15h.

O Monsenhor Adelmar, portanto, chegou em Garanhuns aos cinco anos de idade, juntamente com os irmãos e irmãs. Um deles, Amílcar da Mota Valença, seria prefeito do município em duas oportunidades. Aqui na cidade, o "padre" fundou o Colégio do Arraial, que hoje tem o seu nome, e dirigiu o Colégio Diocesano durante 44 anos. Era uma educador à moda antiga, que impunha respeito, e que com suas aulas de moral e civismo marcou gerações inteiras, levando o nome da cidade e do "Gigante da Praça da Bandeira" para o Brasil inteiro.

Na quinta-feira pela manhã, as rádios da Suíça Pernambucana começaram logo cedo a noticiar a morte do ex-diretor do Diocesano, que teve seu corpo velado na capela do Colégio, no período da manhã. À tarde, o monsenhor foi levado para a Catedral de Santo Antônio, onde foi celebrada uma missa pelo Vigário Geral da Diocese, padre Aldo Mariano, com a participação de religiosos de todo Agreste, inclusive Pe. Luiz Gonzaga, que veio de Campina Grande para a cerimônia. O religioso e educador recebeu tratamento de bispo, tendo o seu sepultamento sido feito na própria igreja matriz, mesmo local em que há poucos meses foi enterrado Dom Tiago Postma.

O prefeito Silvino Andrade e o ex-prefeito Ivo Amaral, ex-alunos do Diocesano, lamentaram a perda de monsenhor Adelmar, lembrando as lições que ele passou para gerações e gerações de alunos que passaram pelo "Gigante da Praça da Bandeira". O ex-governador e atual senador Carlos Wilson também esteve na missa celebrada na catedral.

Familiares do padre, como Amílcar Valença, 87 anos, e Emília Valença estavam muito emocionados nas despedidas ao irmão e tio, assim como professores, ex-professores, alunos e ex-alunos do colégio, caso de Albérico Fernandes (atual diretor do Diocesano), Carlos Janduy, Evando Lustosa e José Souza.