POLÍTICA

 

Garanhuns tenta resgatar sua importância política

Há mais de 12 anos sem representação na Assembléia Legislativa do Estado e na Câmara Federal, Garanhuns tenta este ano recuperar seu espaço político. Até o momento, pelos menos quatro pré-candidaturas estão colocadas, oferecendo um leque de opções variadas ao eleitor da terra. Genaldo Souza (PT), Givaldo Calado (PPS), Aurora Cristina (PMDB) e Izaías Régis (PSB), já estão praticamente em campanha, tentando convencer os moradores da cidade de que é importante o município retomar a força política do passado. Esta semana surgiu também uma forte especulação de que o vice-prefeito Márcio Quirino (PMDB) poderá também entrar na disputa.

Na década de 80 e início dos anos 90, Garanhuns tinha na Assembléia Legislativa os deputados Ivo Amaral, José Tinoco (este foi também secretário de Estado e deputado federal) e José Cardoso, além de Cristina Tavares na Câmara Federal. Tivemos também num passado mais distante parlamentares como Francisco Figueira, Elpídio Branco, Luís Souto Dourado e Aloísio Pinto.

Nas últimas eleições, porém, com a pulverização de votos e o vácuo de lideranças, a Suíça Pernambucana passou a ser suplantada, em representação política, por municípios como Lajedo, Belo Jardim, São Bento do Una, Bom Conselho e até Capoeiras.

Carlos Batata, ex-prefeito de Capoeiras, nasceu em Garanhuns e tem lutado pela cidade, mas até agora não conseguiu firmar a imagem de ser um representante autenticamente ou originalmente local, conseguindo seus mandatos mais devido à votação do Agreste como um todo.