COLUNAS

 

CORREIO CULTURAL

Carlos Janduy


Gotas de Querosene
(2ª Parte)

Como se não fosse pouco, o dono temporário da grande mercearia, de forma irresponsável e também por pirraça, mandou diminuir consideravelmente a quantidade de querosene dos candeeiros da maioria dos trabalhadores. Até quem não fez parte da reivindicação, pois é muito cômodo cruzar o braços, e aqueles que não podiam, sofreram com a determinação abusiva do antipático fornecedor do valioso "gás". A dificuldade reinou no meio daqueles que dependiam apenas da boa vontade, ou melhor, da má vontade do pérfido bodegueiro, que sabendo da fraqueza dos semi-iluminadores que representavam a classe dos iluminadores, propôs meia dúzia de gotas a mais para toda aquela gente, que se achava ser obrigada a levar na testa uma triste frase: estamos conformados.

Muitos não se continham, e mesmo dependendo da luz dos candeeiros desses sacrificados, riam e zombavam deles pelo tempo em vão a que tinham se submetido.

O tempo passou, e mesmo sendo questão de meses, a maioria dos carregadores de candeeiros, como sempre, esqueceram de tudo, e quando o poderoso fornecedor de querosene precisou de latas para aumentar seu estoque, foi facilmente agraciado com recipientes estanhados por aqueles que ele sempre fez questão de deixar transparecer sua falta de respeito e de consideração.

O grupo de trabalhadores, em sua maioria profissionais, continuou normalmente a sua missão... e assim foram (in)felizes para sempre.


Lançamento

No último dia 6, foi lançado, na Academia de Letras de Garanhuns, o livro "A Suíça Pernambucana", do jovem escritor Mário Rodrigues do Nascimento. A obra é um romance policial, envolvendo poluíção, aversão a coisas estrangeiras, neocolonialismo e globalização.

Mário é aluno do Curso de Letras, na Faculdade de Formação de Professores de Garanhuns, e segundo alguns amigos seus, a referida entidade de ensino nem ao menos cedeu o espaço da biblioteca para realização do lançamento do seu livro. Não sei o motivo, mas de qualquer forma, foi lamentável o ocorrido.

O importante é que o romance foi lançado e está agradando ao público leitor, em geral. Até o exigente Prof. Nivaldo Tenório teceu ótimos elogios sobre o livro. Pelos comentários que tenho ouvido a respeito do autor, parece correr em suas veias a constante ânsia de escrever, pois já tem vários livros prontos para receberem asas e voarem por esse mundão afora.

"Que seu estilo simples e objetivo", o leve ao merecido sucesso, e que sua fonte maravilhosa de inspirações seja inesgotável.


Concerto Inesquecível

Dia 13, deste mês, eu tive o prazer de assistir a belíssima apresentação do Chorale Orféo. Sem dúvida, foi um momento muito especial. O coral cantou e encantou aos que lá estavam para prestigiar o grande evento, ocorrido em Poço Comprido e que teve o apoio da Prefeitura e da Câmara de Vereadores de Correntes.

Antes do Concerto, a Cia. Das Artes, de Correntes presenteou os franceses com uma apresentação de dança. Em seguida, houve o animadíssimo cortejo do Boi da Macuca, em carros de boi, saindo da "Fazenda de Zé Oliveira" até Poço Comprido.

A regente de Orféo, Mônica Alfaya, demonstrou estar muito sensibilizada com a recepção calorosa, oferecida ao Coral.

Que outras oportunidades como essa aconteçam e que o nosso querido Boi da Macuca continue contundente, contagiando o povo, fazendo intercâmbios importantes com o mundo e, acima de tudo, receba o reconhecimento que muito merece.


Seminário

A Secretaria de Turismo, Cultura e Esportes de Garanhuns estará promovendo um Seminário de Pinturas de Arte nas Escolas, com William Pereira, no próximo dia 26, às 13h30min, no Centro Cultural Alfredo Leite Cavalcanti.



Solução Final, Nunca Mais

Durante o período tenebroso das décadas de 30 e 40 do século passado, o título destas linhas que ora escrevo, foi interpretado como o máximo de desumanidade pela opinião pública mundial. Fatos semelhantes, só no império romano, através de Nero e Calígula, contra os inofensivos cristãos, que tinham como acusação principal, a pregação da PAZ e do AMOR, entre os seres humanos.

Deixando de lado o receio do impacto que ainda provoca nas pessoas que viveram e nas que tomaram conhecimento através da história, a Solução Final foi a sentença perpetrada por Adolph Hitler, mentor máximo do partido nazista, aos judeus e decendentes, ou seja, exterminação total do povo israelense.

Sem entrar em detalhes, mesmo porque, nada, nada mesmo justificou tudo aquilo praticado contra os semitas, submetidos a um verdadeiro holocausto (termo escolhido para identificar o sacrifício enfrentado pelos filhos de Abraão).

Os judeus estabelecidos pela ONU, logo após o término da Segunda Guerra Mundial, em uma área territorial na Palestina, Oriente Médio, transformou-se em uma nação de grande conceito no cenário mundial.

Na Palestina, para onde os israelenses voltaram, já vivia um povo, denominado de palestino, que nunca foi reconhecido pela liderança mundial como nação. Daquele momento em diante, os conflitos começaram e, como todos sabem, nunca mais pararam. As conseqüências desse interminável conflito poderão ser mais graves do que as que estão surgindo, como aumento de preço do petróleo e alta do custo de vida, o desequilíbrio nas balanças comerciais, principalmente nos países dependentes financeiramente do G7, causando assim mais miséria, mais revolta, conseqüetemente, mais violência.

Há na opinião pública, verdadeiro repúdio contra essa escalada exterminadora, principalmente, por parte de Israel, que sabe o que é violência - que digam os que estão vivos ainda, sobreviventes dos dantescos campos de concentração nazista.

Pela proximidade religiosa do Judaísmo com o Cristianismo, invoquemos o DEUS de AMOR, de PAZ; o DEUS do universo, por intermédio de seu Filho Amado, Jesus Cristo - não reconhecido pelos judeus - para que haja, o mais rápido possível, uma solução fraterna.


Prof. Luciano Fontes - diretor adjunto da Escola Profª Elisa Coelho e coordenador, no Colégio Santa Sofia