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CARTA AO LEITOR
No Brasil este ano tem eleição e Copa do Mundo. A grande final, contudo, já ocorreu no meio desta semana, quando milhões de telespectadores ficaram grudados na telinha da Globo, torcendo, telefonando e ajudando um "pobre coitado" a ganhar sem muito esforço meio milhão de reais. O Big Brother Brasil, que poderia se chamar também de Big Besteira, durante dois meses mobilizou as atenções do País, conseguindo aqui repetir o sucesso verificado na Holanda, Argentina, Portugal e outras nações ditas civilizadas. Com o final do programa, e um monte de órfãos - "e agora, o que nós vamos fazer?", chegou a perguntar uma telespectadora garanhuense na última terça-feira -, somente a Globo e o afortunado meio milionário faturaram com o "reality show" (é assim que os jornais denominam também o Big Besteira). Nós brasileiros das quatro regiões do País continuamos pobres do mesmo jeito. Alguns até mais, pelo menos culturalmente. Ainda a respeito desse programa e outros do gênero que se espalham pelo mundo inteiro, vale a pena ler o artigo abaixo, publicado originalmente na revista Veja, um ensaio brilhante e inteligente para quem não se recusa a usar um pouco os neurônios. |
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