|
|
|
|
Construção de cadeia feminina gera polêmica em Garanhuns Núbia Kênia
E por este motivo é que o MP, representado pelo Promotor Alexandre Bezerra, move uma Ação Civil Pública contra o Estado, há cerca de quatro meses, para que sejam tomadas as providências para o início da reforma imediata do referido prédio. Além disso, a população carcerária feminina é mínima, tendo atualmente apenas 2 presas, entre os mais de 80 presos que se aglomeram nas celas com capacidade para 45. Toda essa trama está gerando polêmica em vários segmentos da sociedade Garanhuense, a começar da Promotoria de Justiça que questiona a construção. "Temos dificuldades enormes na Cadeia Pública, como as condições desumanas que os detentos estão expostos. Quem nos garantirá que não enfrentaremos os mesmos problemas nesse presídio de está sendo concluído. Além do mais, a demanda de mulheres presas é muito pequena em realação aos presos. Já que o Governo não toma nenhuma posição para executar logo a obra da reforma do prédio, o mesmo deveria ser desativado e os presos, transferidos para a nova Cadeia, que não tem necessidade de ser direcionada às mulheres", declara Alexandre Bezerra. Independente de ser oposição ou não, a construção do Presídio fez com que fosse criado um movimento na cidade, contrário a obra, cujos líderes denunciam entre outras coisas que obra foi iniciada na surdina. "Praticamente ninguém tinha conhecimento da realização desta obra", afirma o vereador José Carlos Santos("Cacau") (PPS). Já o presidente
da Associação Comercial de Garanhuns, Izaías Régis,
além de se queixar pelo fato do Governo Estadual não ter
procurado discutir com a população sobre a obra, relata
também que grande parte das mulheres presas são indiciadas
por tráfigo de drogas, sendo a maioria dos maridos também
envolvidos. "Estas estando presas em Garanhuns, seus familiares podem
vir a residirem aqui, mais precisamente no bairro da Várzea. Isso
pode ocasionar sério risco para os moradores, principalmente as
crianças", denuncia Izaías. . MORADORES - A senhora Maria José Araújo, proprietária de uma mercearia na Várzea, distante cerca de mil metros da nova cadeia, diz que com a inauguração do prédio vai se sentir mais protegida, porque qualquer coisa que aconteça a policia está por perto. Morador do bairro há cerca de 25 anos, João Matos de Souza, tem praticamente a mesma opinião. "Essa construção da Cadeia aqui é uma beleza, pois com a presença dos policiais, os bandidos vão se sentir intimidados, não permanecendo no bairro" , afirma João Matos. CADEIA - De acordo com o mestre de obras, José Fernandes Galindo, a construção da Cadeia Feminina de Garanhuns foi iniciada há sete anos, e desde o mês de setembro reiniciada a obra, que também está sendo ampliada. O prédio tem uma área de 608 m2, compostos por oito celas, cada uma com capacidade para abrigar seis detentas, uma creche, uma sala de aula, uma lavanderia, uma cozinha, dois quartos para visitas conjugais, um laboratório, além de setor administrativo. A obra está orçada em torno de R$ 350 mil reais e está sendo realizada pela Concife -Construção Civil Encorporação LTDA- com sede em Recife. |
|