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CARTA AO LEITOR O presídio feminino Há muitos e muitos anos Garanhuns não recebe uma grande obra do Governo do Estado. Roberto Magalhães, Miguel Arraes, Joaquim Francisco, Jarbas Vasconcelos, nenhum deles fez algo realmente significativo pela Suíça Pernambucana. Reformar escolas, recuperar hospital, distribuir sementes, colocar energia elétrica nos sítios e outras ações desse tipo são mais do que obrigação dos governos e pouco alteram a estrutura econômica e social do município. Arraes, na sua última gestão, duplicou o paredão de Inhumas, e essa foi uma obra importante, embora não tenha resolvido o problema de abastecimento d'água na cidade. Em contrapartida, o ex-governador entregou o prédio do Hotel Monte Sinai para os militares, que bem mereciam um quartel apropriado para trabalhar e nunca ninguém fez. Agora, no governo Jarbas, que duplica a 232 - uma das maiores obras do Estado nas últimas décadas - é anunciado em Garanhuns a construção de um presídio feminino. Nós que precisamos tanto, que não seremos tão beneficiados pela 232 quanto Caruaru, Gravatá e Vitória, ganhamos um presídio. A obra, parece que iniciada ainda na gestão de Arraes, imediatamente foi contestada pelo Ministério Público, na pessoa do promotor Alexandre Bezerra. Ora, se a cadeia pública daqui está caindo aos pedaços, por que construir um presídio feminino na cidade, ainda mais que o número de criminosas na região é insignificante? O lógico seria desativar a velha cadeia do bairro Aluízio Pinto e transformar o novo presídio num espaço para homens e mulheres. Essa inclusive é a tese do Dr. Alexandre. Na Câmara de Vereadores há reação à construção do presídio, assim como na Imprensa. Esta semana Aluízio Alves e Marcos Cardoso bateram pesado no assunto e a maioria dos ouvintes, representando a população, também condenou a obra. Presídio em Garanhuns? Que tal conseguir para o município indústrias e novos cursos de nível superior? |
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